Várzea Grande

Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Alunos da EMEB Ana Francisca de Barros utilizam quilling e atividades de primavera como ferramentas de aprendizagem

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Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ana Francisca de Barros, participantes do programa Escola em Tempo Ampliado (ETA), desenvolveram atividades pedagógicas que uniram arte, criatividade e aprendizagem. Entre as propostas, estão a utilização da técnica artesanal de quilling e a confecção de flores para celebrar a chegada da primavera.

O quilling consiste em transformar tiras de papel em diferentes formas e desenhos por meio de enrolamento e modelagem. A atividade proporcionou momentos de concentração, autonomia, imaginação e desenvolvimento da coordenação motora, além de estimular a expressão artística e a confiança dos estudantes na própria capacidade de criar.

De acordo com a professora de artesanato, Jéssica Campos, durante a atividade os alunos enrolaram, dobraram, modelaram e colaram os papéis, dando forma às próprias criações. A cada etapa, novas ideias surgiram, permitindo que cada estudante explorasse diferentes possibilidades de formas, cores e composições.

“Utilizar a arte como ferramenta de aprendizagem possibilita que os estudantes desenvolvam habilidades que também contribuem para o desempenho em outras áreas do conhecimento”, explicou.

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A professora destaca que essas habilidades estão relacionadas ao processo de aprendizagem, especialmente em atividades que exigem escrita, organização, resolução de problemas e construção do pensamento.

“As atividades desenvolvidas pelos alunos demonstram como práticas artísticas podem ser integradas ao cotidiano escolar para tornar a aprendizagem mais significativa, participativa e prazerosa, valorizando o desenvolvimento de diferentes competências dos estudantes”, afirmou.

PRIMAVERA

Com a chegada da primavera, os alunos da EMEB Ana Francisca de Barros também participaram de uma atividade criativa que uniu aprendizagem, arte e valorização do ambiente escolar. A proposta consistiu na confecção de flores utilizando diversos materiais, como canudos coloridos e outros elementos disponíveis para a produção.

Durante a atividade, os estudantes puderam explorar a criatividade, desenvolver habilidades manuais e perceber como materiais simples podem ganhar novas formas e significados por meio da arte.

Segundo a diretora da unidade escolar, Lourdes Caitana de Campos Silva, as flores produzidas pelos alunos também foram utilizadas na decoração da escola, transformando os espaços em ambientes mais coloridos, acolhedores e agradáveis para toda a comunidade escolar.

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“Essas iniciativas reforçam a importância de atividades práticas no cotidiano escolar, proporcionando aos estudantes momentos de interação, expressão artística e aprendizagem de forma significativa. Com a chegada da primavera, decidimos trazer suas cores, formas e beleza para o nosso ambiente, realizando atividades artísticas com as crianças com a proposta de florir a escola. É muito gratificante ver o envolvimento dos nossos alunos em atividades que valorizam tanto o aprendizado quanto o cuidado com o espaço onde convivem diariamente”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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