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Alexandre Silveira destaca potencial do Brasil para liderar investimentos globais em data centers e defende avanço do Redata

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (1º/6), durante o Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal, que o Brasil reúne condições únicas para se tornar um dos principais destinos globais para investimentos em data centers, inteligência artificial e infraestrutura digital. Ao participar do painel Desenvolvimento Tecnológico, Data Centers e Soberania Nacional, o ministro destacou que o avanço desse setor está diretamente ligado à capacidade energética dos países e defendeu a construção de um ambiente regulatório capaz de transformar o potencial brasileiro em desenvolvimento econômico e tecnológico.

“No ambiente de investimentos do setor elétrico, quando falamos em data centers não falamos apenas em tecnologia. Falamos principalmente de energia, porque energia é o que sustenta a possibilidade de nós avançarmos em investimentos em data centers no Brasil. E estamos avançando fortemente, 38 GW de pedidos de parecer de acesso, 7,1 GW representando R$ 159 bilhões em investimentos nos próximos anos”, afirmou o ministro durante o painel.

Silveira ressaltou que o Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, ampla disponibilidade de energia renovável, segurança jurídica e capacidade de expansão do sistema elétrico, fatores que vêm ampliando o interesse de grandes investidores internacionais pelo país.

De acordo com o ministério de Minas e Energia, os pedidos de conexão para novos projetos de data centers cresceram 330% entre 2024 e 2025. Em dezembro de 2025, o Ministério de Minas e Energia registrava 28,5 GW de demanda solicitada para projetos previstos até 2038. Atualmente, o Brasil conta com 205 data centers em operação e empreendimentos em construção que somam mais de R$ 114,5 bilhões em investimentos.

Durante sua participação, Alexandre Silveira afirmou que grandes empresas globais já buscam o Brasil como alternativa estratégica para expansão de suas operações, em razão da instabilidade no Oriente Médio. “Eu tenho na minha agenda, no mínimo, três ou quatro grandes companhias mundiais de data center me procurando”, declarou.

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Sistema elétrico e a nova demanda tecnológica

Ao abordar a preparação do país para receber essa nova onda de investimentos, o ministro destacou que o Governo Federal vem adotando medidas estruturantes para ampliar a segurança energética e garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Entre as iniciativas estão a expansão da infraestrutura de transmissão, os leilões de geração e transmissão de energia, o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e a criação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), considerada uma das principais ferramentas para organizar a conexão de grandes consumidores ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Instituída pelo Decreto nº 12.772, a PNAST modernizou as regras de acesso à Rede Básica, substituindo o antigo modelo baseado em filas por mecanismos mais transparentes e alinhados ao planejamento da expansão do sistema elétrico. A política também eliminou etapas burocráticas que dificultavam o acesso de novos empreendimentos à rede de transmissão.

A medida foi criada para enfrentar desafios como o congestionamento de pedidos de acesso, a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica e a crescente demanda de projetos ligados à transição energética, ao hidrogênio de baixo carbono e aos data centers.

Data centers como agenda de soberania nacional

Durante o debate, Alexandre Silveira defendeu que a expansão da infraestrutura digital seja tratada como uma pauta estratégica de soberania nacional.

Segundo o ministro, a corrida global por inteligência artificial, processamento de dados e serviços digitais exige não apenas capacidade tecnológica, mas também segurança energética e capacidade de planejamento de longo prazo.

Silveira afirmou que o reposicionamento geopolítico do Brasil, aliado à sua matriz energética renovável, tem ampliado o interesse internacional por investimentos no país. O ministro também relacionou o tema à necessidade de fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira e da capacidade nacional de processamento e armazenamento de dados.

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Silveira reforça defesa do Redata

Ao final do painel, o ministro voltou a defender o avanço do Redata no Congresso Nacional. A proposta, atualmente em discussão no Senado Federal, busca criar um regime especial voltado à atração de investimentos em data centers, com contrapartidas ligadas à pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade, uso de energia limpa, transferência de tecnologia e fortalecimento da infraestrutura tecnológica nacional.

Criado originalmente por meio da Medida Provisória nº 1.318/2025, o programa previa a suspensão de tributos para equipamentos destinados a data centers, condicionada ao cumprimento de compromissos relacionados à inovação, investimentos produtivos, sustentabilidade e ampliação da capacidade tecnológica instalada no país. Apesar da aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta perdeu validade após não ser votada pelo Senado dentro do prazo constitucional. Atualmente, o tema segue em tramitação por meio do PL 278/2026.

Para o ministro, o Brasil não pode desperdiçar a oportunidade de transformar sua vantagem competitiva em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados, inovação tecnológica e fortalecimento da soberania nacional.

A defesa do Redata está alinhada à estratégia do Governo Federal de consolidar o país como um polo global de infraestrutura digital, aproveitando sua capacidade de geração de energia limpa e renovável para atrair investimentos de longo prazo e ampliar a participação brasileira na nova economia digital.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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O MTE resgata trabalhador idoso no interior do Paraná

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou, no dia 27 de maio, um trabalhador de 69 anos submetido a condições análogas à escravidão em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A ação foi realizada pela equipe de auditores-fiscais do Trabalho com o apoio da Polícia Federal.

O trabalhador atuava como vigia em uma propriedade, localizada em uma área de transição entre a zona urbana e rural do município. O local era utilizado para exposição de veículos destinados à venda ou locação, e cabia ao trabalhador recepcionar eventuais interessados e acionar o empregador para a realização dos negócios.

Durante a fiscalização, a equipe do MTE constatou que o idoso vivia e trabalhava em condições degradantes. Sem acesso à água encanada, ele dependia da solidariedade de uma empresa vizinha para obter água potável, tomar banho e atender outras necessidades básicas. O banheiro existente no local possuía apenas um vaso sanitário, sem abastecimento de água, o que o tornava inutilizável.

Os auditores também informaram que a estrutura disponível para descanso era precária. O trabalhador dormia na cabine de um caminhão, que estava entre os veículos expostos no terreno, por considerar o espaço de alvenaria inadequado para permanência. Suas roupas eram guardadas em um pequeno armário improvisado e, sem acesso a condições adequadas de higiene, ele utilizava um sistema rudimentar para lavar as peças com água da chuva.

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Os auditores-fiscais do Trabalho disseram que o trabalhador mencionou que o empregador comprava eventualmente alimentação. O local não tinha água potável, e o trabalhador era submetido a jornadas exaustivas, sem descanso semanal remunerado. Segundo apurado pela fiscalização, ele se encontrava nessa situação havia aproximadamente um ano.

Diante das irregularidades constatadas, o MTE caracterizou a ocorrência de trabalho análogo à escravidão em razão das condições degradantes de trabalho e do excesso de jornada, efetuando o resgate do trabalhador e adotando as medidas administrativas cabíveis para assegurar seus direitos.

O combate ao trabalho análogo à escravidão é uma das prioridades da Inspeção do Trabalho e tem como objetivo garantir condições dignas, seguras e compatíveis com os direitos fundamentais dos trabalhadores brasileiros.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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