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Açúcar sobe nas bolsas internacionais e mercado físico brasileiro inicia junho em recuperação

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O mercado global de açúcar iniciou o mês de junho em alta, recuperando parte das perdas registradas nas últimas semanas. As cotações avançaram nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, impulsionadas pelas preocupações com a oferta mundial da commodity e pelas incertezas climáticas em importantes países produtores.

No Brasil, o mercado físico também apresentou reação positiva, com valorização do açúcar cristal no estado de São Paulo, enquanto o etanol hidratado registrou leve ajuste negativo.

Contratos do açúcar avançam em Nova York

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto encerraram a primeira sessão de junho com ganhos consistentes.

O contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a 14,45 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,39 centavo. O vencimento outubro de 2026 subiu para 14,94 centavos por libra-peso, enquanto o contrato março de 2027 encerrou o pregão a 15,82 centavos, registrando valorização de 0,42 centavo.

Os demais vencimentos também acompanharam o movimento positivo, refletindo um mercado mais atento aos riscos relacionados à oferta global.

Açúcar branco registra forte alta em Londres

Na ICE Europe, os contratos do açúcar branco também apresentaram recuperação expressiva.

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O vencimento agosto de 2026 avançou US$ 11,80 e fechou a US$ 450,00 por tonelada. Já o contrato outubro de 2026 registrou alta de US$ 10,20, encerrando o dia a US$ 444,50 por tonelada.

O contrato dezembro de 2026 subiu US$ 9,00, fechando a US$ 443,40 por tonelada. As demais posições negociadas na bolsa londrina também encerraram o pregão em território positivo.

Mercado físico brasileiro reage após perdas em maio

No mercado doméstico, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo apresentou valorização relevante.

De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 94,27, alta de 1,37% em relação ao fechamento anterior.

O desempenho marca o início de um movimento de recuperação para o setor, revertendo parte das perdas acumuladas durante o mês de maio e trazendo maior otimismo para os agentes do mercado físico.

Etanol hidratado recua em Paulínia

Enquanto o açúcar apresentou recuperação, o mercado de etanol iniciou junho em leve baixa.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.335,00 por metro cúbico, registrando recuo de 0,70% na comparação diária.

Como se trata do primeiro pregão do mês, essa também representa a variação acumulada de junho até o momento.

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Clima segue como principal fator de sustentação dos preços

As atenções dos investidores permanecem voltadas para as condições climáticas nas principais regiões produtoras de açúcar do mundo.

A redução das previsões de chuvas em áreas agrícolas da Índia e as discussões sobre uma possível formação do fenômeno El Niño continuam gerando preocupações quanto ao potencial produtivo da próxima safra global.

Mesmo com o avanço da colheita de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, as incertezas climáticas seguem oferecendo suporte às cotações internacionais e limitando movimentos mais intensos de queda.

Perspectivas para o mercado

O comportamento do clima nas próximas semanas deverá continuar sendo um dos principais direcionadores dos preços do açúcar. Caso persistam os riscos para a produção em países asiáticos, o mercado poderá manter o viés de sustentação observado no início de junho.

Ao mesmo tempo, o avanço da safra brasileira e o ritmo das exportações seguirão no radar dos investidores, influenciando o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

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A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

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Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

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Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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