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InvestSP e Florestar lançam guia para atrair investimentos ao setor florestal de São Paulo

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InvestSP e Florestar lançam guia para atrair investimentos ao setor florestal de São Paulo

A InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, lançou oficialmente o Guia de Investimentos do Setor Florestal Paulista durante evento realizado na sede da instituição. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Florestar – Indústria Florestal Paulista e integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as entidades.

O lançamento ocorre durante o mês do meio ambiente e reforça a estratégia de promoção do desenvolvimento sustentável, ampliando a visibilidade das oportunidades de negócios ligadas ao setor florestal paulista para investidores nacionais e internacionais.

São Paulo reúne condições favoráveis para expansão da atividade florestal

O guia apresenta um panorama detalhado do setor florestal no estado, destacando fatores considerados estratégicos para a atração de novos investimentos. Entre os principais diferenciais apontados estão a elevada produtividade das florestas plantadas, a infraestrutura logística consolidada, o ambiente tributário competitivo e a disponibilidade de aproximadamente 4 milhões de hectares de áreas degradadas com potencial para recuperação e conversão sustentável.

Atualmente, São Paulo possui cerca de 1,29 milhão de hectares de florestas plantadas e ocupa posição de destaque em segmentos como celulose, papel, resinas, painéis de madeira e biomassa, consolidando-se como um dos principais polos florestais do país.

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Ferramenta estratégica para investidores

Durante a apresentação, a superintendente da InvestSP, Martha Coelho, e o gerente Victor Daemon detalharam a metodologia utilizada na elaboração do estudo e os principais indicadores levantados ao longo do trabalho conjunto.

Segundo a diretora Corporativa e Financeira da InvestSP, Danila Magalhães, o material foi desenvolvido para ampliar a transparência e facilitar a tomada de decisão por parte de empresas interessadas em expandir ou instalar operações no estado.

“O guia reúne informações estratégicas que evidenciam a importância econômica do setor florestal paulista e o conjunto de oportunidades disponíveis para novos investimentos. O objetivo é oferecer mais segurança aos investidores e destacar a capacidade do estado de desenvolver atividades produtivas alinhadas à inovação, eficiência e sustentabilidade”, afirmou.

Setor aposta em crescimento sustentável

Para o presidente da Florestar, Manoel Browne, o levantamento reforça o potencial de crescimento da cadeia florestal paulista nos próximos anos.

De acordo com ele, o estudo demonstra que São Paulo já possui uma base produtiva robusta e reúne condições para ampliar sua participação em um dos segmentos mais promissores do agronegócio brasileiro.

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“O estado já apresenta grande relevância na produção florestal, na indústria de base madeireira, celulose e resinas. O guia evidencia que existe potencial ainda maior para expandir essas atividades com foco em sustentabilidade, inovação e tecnologia”, destacou.

Governo amplia apoio ao desenvolvimento florestal

Além dos indicadores produtivos e econômicos, o Guia de Investimentos do Setor Florestal Paulista apresenta o ecossistema de apoio disponibilizado pelo Governo do Estado para o desenvolvimento da atividade.

Entre os instrumentos destacados estão os serviços da InvestSP, as linhas de financiamento da Desenvolve SP e programas voltados à qualificação profissional e ao fortalecimento das cadeias produtivas regionais.

A expectativa é que a publicação fortaleça a competitividade do setor, estimule novos projetos de reflorestamento e amplie os investimentos em uma cadeia considerada estratégica para a geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável em São Paulo.

Guia de Investimentos do Setor Florestal

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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