Policia Federal

PF reprime continuidade de mineração ilegal e lavagem de dinheiro na Bahia

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Salvador/BA. A Polícia Federal deflagra, nesta quinta-feira (18/6), a Operação Lixiviação II, com o objetivo de cumprir mandados judiciais no âmbito de investigação que apura a continuidade da exploração ilegal de ouro e a prática de lavagem de dinheiro, relacionados a atividades desenvolvidas na Bahia. 

A investigação decorre da instauração de novo inquérito policial que identificou que o principal investigado, mesmo após a deflagração de operações anteriores, incluindo a Operação Lixiviação, permaneceu praticando extração ilegal de ouro, avançando para novas áreas e realizando beneficiamento mineral por processo químico de lixiviação com utilização de cianeto, substância altamente tóxica e controlada por órgãos governamentais.

As apurações indicam que o investigado atua utilizando laboratórios clandestinos para extração de ouro a partir de rejeitos minerais, especialmente por meio do processo de cianetação, técnica capaz de recuperar o chamado “ouro fino” de forma altamente poluente. 

Além disso, foram identificados robustos indícios de lavagem de dinheiro. As investigações também demonstraram a reiteração da atividade criminosa, inclusive após ações policiais anteriores, evidenciando a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper o ciclo delituoso, diante do risco à ordem pública, ao meio ambiente e à saúde coletiva. 

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São sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços ligados aos investigados nos municípios de Nordestina/BA, Quijingue/BA e em área rural de Cansanção/BA, incluindo locais utilizados para extração e beneficiamento de ouro, residências e empresas vinculadas ao grupo investigado. 

Registra-se que o principal investigado se encontrava foragido da Justiça, em razão de mandado de prisão preventiva expedido no curso das investigações anteriores, o qual foi devidamente cumprido no dia 9 de junho de 2026, reforçando os indícios de reiteração criminosa e a necessidade das medidas cautelares adotadas no âmbito da presente operação. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, organização criminosa, posse de artefatos explosivos e lavagem de dinheiro. 

A continuidade das atividades ilícitas, aliada à utilização de substâncias altamente poluentes e ao sofisticado esquema de ocultação patrimonial, evidencia o elevado grau de periculosidade da organização investigada e os graves danos causados ao meio ambiente e à sociedade.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: [email protected]
www.gov.br/pf

 

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Fonte: Polícia Federal

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Policia Federal

PF investiga esquema de garimpo ilegal e lavagem de dinheiro no Amapá

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Macapá/AP. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), as operações Trato Sujo II e Trono de Ferro II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na extração ilegal de cassiterita em um dos maiores garimpos clandestinos do estado do Amapá, além de promover a lavagem de capitais decorrente da atividade ilícita.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Amapá, expedidos pela Justiça Federal amapaense.

As investigações apontam que o grupo criminoso seria responsável pela exploração ilegal de minério em larga escala, utilizando um esquema de ocultação e dissimulação da origem dos recursos obtidos. Segundo apurado, os investigados promoviam o chamado “esquentamento” do minério extraído clandestinamente, totalizando mais de 670 toneladas de cassiterita, mediante o uso de documentação fraudulenta para inserir a produção ilegal no mercado formal.

De acordo com os elementos reunidos durante a investigação, a organização criminosa teria movimentado valores superiores a R$ 200 milhões, causando expressivos prejuízos à ordem econômica e danos ambientais de grande magnitude.

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A ação de hoje é um desdobramento da primeira fase da operação Trono de Ferro, deflagrada em 19/2/2026, quando 36 mandados foram cumpridos, resultando na prisão de seis pessoas e o bloqueio de cerca de R$ 405 milhões em bens e valores.

As medidas cautelares cumpridas na atual fase da investigação visam interromper as atividades criminosas, aprofundar a coleta de provas e identificar outros envolvidos no esquema. Houve também o bloqueio de bens no valor de aproximadamente 250 milhões de reais, totalizando mais de 650 milhões de reais em bloqueios na investigação.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, lavagem de dinheiro, falsidade documental e demais delitos correlatos.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá
(96) 3213-7500

Fonte: Polícia Federal

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