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Açúcar tem queda nas cotações internacionais, mas exportações brasileiras seguem fortes e sustentam o mercado

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O mercado mundial de açúcar atravessa um período de pressão sobre os preços diante da perspectiva de aumento da oferta global. Apesar do cenário baixista nas bolsas internacionais, o Brasil continua desempenhando papel central no abastecimento mundial, sustentado por exportações robustas e pela competitividade do setor sucroenergético.

De acordo com análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, divulgada no relatório Agro Mensal de junho de 2026, os fundamentos globais apontam para uma acomodação das cotações no curto prazo, embora fatores climáticos e energéticos continuem no radar dos investidores.

Açúcar recua em Nova York com melhora da oferta global

As cotações do açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York apresentaram queda ao longo das últimas semanas, refletindo expectativas mais favoráveis para a produção mundial.

A recuperação da safra em importantes países produtores, especialmente Índia e Tailândia, reduziu parte das preocupações com o abastecimento global. Além disso, o avanço da moagem no Centro-Sul brasileiro reforçou a percepção de oferta confortável para o mercado internacional.

Outro fator que contribuiu para a pressão sobre os preços foi a menor volatilidade observada no mercado de energia. Com oscilações menos intensas no petróleo, diminuiu o incentivo para um maior direcionamento da cana-de-açúcar à produção de etanol, favorecendo a fabricação de açúcar.

Brasil mantém liderança e amplia embarques

Mesmo diante do recuo das cotações internacionais, o Brasil continua registrando forte desempenho nas exportações.

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Os embarques seguem em ritmo elevado, reforçando a posição do país como principal fornecedor global da commodity. A competitividade do açúcar brasileiro continua favorecida pelo elevado nível de eficiência produtiva e pela capacidade logística de atendimento aos mercados internacionais.

A demanda asiática permanece como um dos principais motores das exportações nacionais, com destaque para países que buscam recompor estoques e garantir abastecimento diante das oscilações do mercado global.

Safra brasileira avança com produtividade satisfatória

No campo, a safra 2026 segue apresentando desenvolvimento considerado positivo na maior parte das regiões produtoras do Centro-Sul.

As condições climáticas registradas até o momento permitiram bom avanço da moagem e mantiveram perspectivas favoráveis para a produção. Embora algumas regiões tenham enfrentado períodos de irregularidade climática, o impacto geral sobre a produtividade permanece limitado.

O setor também continua monitorando os reflexos das condições meteorológicas sobre a qualidade da matéria-prima e sobre os níveis de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador fundamental para a rentabilidade das usinas.

Mercado acompanha petróleo e decisões sobre etanol

Além dos fundamentos ligados à oferta e demanda, os preços do açúcar seguem fortemente influenciados pelo comportamento do mercado energético.

Movimentos de alta do petróleo tendem a aumentar a atratividade da produção de etanol, reduzindo a disponibilidade de açúcar para exportação e oferecendo suporte às cotações internacionais.

Por outro lado, períodos de petróleo mais barato estimulam a produção açucareira, ampliando a oferta global e pressionando os preços.

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Essa relação entre açúcar e energia continuará sendo um dos principais fatores de volatilidade ao longo do segundo semestre.

Perspectivas indicam mercado equilibrado, mas atento ao clima

As projeções para a temporada 2026/27 apontam para um mercado mais equilibrado em relação aos anos anteriores, com recuperação parcial da produção global e crescimento moderado do consumo.

Apesar disso, o clima permanece como uma variável estratégica para o setor. Eventos climáticos adversos em grandes produtores podem alterar rapidamente as projeções de oferta e provocar movimentos expressivos nas cotações.

No Brasil, a expectativa é de continuidade das exportações em níveis elevados, sustentando a geração de receita do setor sucroenergético mesmo em um ambiente de preços internacionais mais moderados.

Cenário exige atenção às oportunidades de comercialização

Para produtores e usinas, o momento exige monitoramento constante dos mercados internacionais, do petróleo, do câmbio e das condições climáticas.

Embora a oferta global mais ampla limite movimentos de alta no curto prazo, o Brasil segue em posição privilegiada para aproveitar oportunidades comerciais, graças à sua competitividade e à forte presença no comércio internacional de açúcar.

A combinação entre exportações aquecidas, eficiência produtiva e demanda global consistente mantém perspectivas positivas para o setor, mesmo diante de um ambiente de maior volatilidade nos mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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