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MMA e Suzano firmam parceria para fortalecer corredores ecológicos no Mosaico Gurupi

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) firmou protocolo de intenções com a Suzano S.A. para promover a conectividade entre áreas protegidas no Mosaico Gurupi, localizado entre o oeste do Maranhão e o leste do Pará. A assinatura ocorreu, na última quinta-feira (11/6), durante o encerramento da Semana Nacional do Meio Ambiente, em Brasília (DF). Com aproximadamente 46 mil km² de extensão, o Mosaico Gurupi é uma das regiões prioritárias para a conservação da Amazônia brasileira, reunindo unidades de conservação, terras indígenas e remanescentes florestais de elevada importância ecológica. 

A parceria prevê o planejamento, implementação e consolidação de corredores ecológicos voltados à conexão entre áreas públicas e privadas, à restauração de ecossistemas degradados e à geração de benefícios socioeconômicos para as populações locais.  

Para o diretor de Florestas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Thiago Belote, a conservação na Amazônia depende da capacidade de conectar territórios, pessoas e iniciativas. “Esta parceria demonstra como o setor público e o setor privado podem atuar de forma complementar para fortalecer corredores ecológicos, ampliar a recuperação da vegetação nativa e promover uma gestão integrada da paisagem”. 

“Ao fortalecer a conectividade no Mosaico Gurupi, estamos contribuindo para a proteção da sociobiodiversidade, para a adaptação às mudanças climáticas e para a construção de um modelo de desenvolvimento que mantém a floresta em pé e gera benefícios para as comunidades locais”, completouo diretor.  

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O acordo estabelece uma base de cooperação para fortalecer a implementação da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB), em consonância com o Marco Global da Biodiversidade Kunming-Montreal e com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).  

Com o apoio do Projeto GEF Áreas Privadas, a iniciativa busca ampliar a conectividade florestal entre a Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Nova Descoberta, de propriedade da Suzano no oeste maranhense.  

A Rebio Gurupi integra o Mosaico Gurupi, situado no Centro de Endemismo Belém, uma das áreas mais biodiversas e ameaçadas da Amazônia. O território abriga povos indígenas Ka’apor, Awá-Guajá e Tembé, além de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, como o cuxiú-preto (Chiropotes satanas), o caiararaka’apor (Cebus kaapori) e o jacamim-de-costas-escuras (Psophia obscura).  

A região concentra o maior remanescente contínuo de floresta da Amazônia maranhense e é considerada prioritária para a conservação da sociobiodiversidade e para o enfrentamento ao desmatamento. 

O coordenador-geral de Florestas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Fábio Chicuta, reforçou que os corredores ecológicos são instrumentos fundamentais para reduzir o isolamento dos fragmentos florestais e permitir o fluxo de espécies e processos ecológicos na paisagem.  

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O papel da conectividade ecológica como estratégia essencial para a conservação da biodiversidade foi ressaltado pelo coordenador-geral de Florestas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Fábio Chicuta. Segundo ele, os corredores ecológicos são instrumentos fundamentais para reduzir o isolamento dos remanescentes florestais e permitir o fluxo de espécies, genes e processos ecológicos na paisagem.  

A cooperação firmada no Mosaico Gurupi cria condições para avançarmos em ações concretas de restauração, monitoramento e conservação, fortalecendo a conexão entre áreas protegidas, territórios indígenas, áreas públicas e privadas em uma das regiões mais estratégicas para a biodiversidade amazônica”, pontuou.  

A ação integra o Componente 2 do Projeto GEF Áreas Privadas, voltado à promoção da conectividade ecológica por meio de parcerias com empresas do setor florestal e proprietários rurais. A proposta busca fortalecer corredores ecológicos entre fragmentos de vegetação nativa e áreas protegidas, incentivando ações de restauração florestal, conservação da biodiversidade e adoção de melhores práticas de gestão da paisagem, com foco na conectividade entre áreas prioritárias para conservação e recuperação ambiental. 

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Agro brasileiro sofre mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025 e alerta cresce com avanço da conectividade no campo

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Agro 4.0 impulsiona produtividade, mas amplia superfície de ataque digital

O avanço da tecnologia no campo tem transformado a produção agrícola brasileira. Sensores inteligentes, máquinas autônomas, drones, sistemas de irrigação conectados e plataformas de rastreabilidade já fazem parte da rotina de fazendas, cooperativas e operações logísticas em todo o país.

Esse movimento elevou a produtividade e a eficiência do agronegócio, mas também ampliou significativamente a exposição do setor a ameaças cibernéticas.

Brasil registra mais de 39 mil ataques cibernéticos ao agro em 2025

De acordo com levantamento da ISH Tecnologia, o agronegócio brasileiro registrou mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025. O volume representa uma média superior a 3,2 mil tentativas de invasão por mês.

Os dados reforçam a entrada definitiva do setor no radar de grupos especializados em ransomware, sequestro de dados e extorsão digital.

Em escala global, o cenário também preocupa. O setor de alimentos e agricultura contabilizou 265 ataques de ransomware no mesmo período, segundo relatório da Food & Ag-ISAC, entidade internacional de monitoramento de ameaças cibernéticas no agro.

Conectividade no campo aumenta riscos operacionais

A expansão da conectividade no agronegócio é um dos principais fatores por trás do aumento da vulnerabilidade digital.

Hoje, operações agrícolas integram tecnologias operacionais (OT), dispositivos de Internet das Coisas (IoT), plataformas em nuvem e sistemas corporativos. Essa interligação, embora traga ganhos de eficiência, também amplia os pontos de acesso para ataques.

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Quando comprometidos, esses sistemas podem impactar diretamente a produção, a logística, o armazenamento e até o abastecimento de alimentos.

Segurança digital passa a ser questão de continuidade operacional

No Brasil, o agronegócio responde por cerca de 25% do PIB e encerrou 2025 com recorde de US$ 169,2 bilhões em exportações, o que aumenta a relevância estratégica da proteção digital no setor.

Segundo especialistas, o risco cibernético deixou de ser apenas uma questão de proteção de dados e passou a afetar diretamente a continuidade operacional das empresas.

Para Rafaela Silva, Business Development Manager na Genetec, a segurança física e digital agora são indissociáveis dentro do ambiente produtivo.

“A transformação digital do agro ampliou significativamente a capacidade de monitoramento e eficiência das operações, mas também aumentou a exposição a riscos cibernéticos. Hoje, uma falha de segurança pode impactar desde sistemas de irrigação até cadeias logísticas e centros de distribuição”, afirma.

Ataques estão mais sofisticados e focados em operações críticas

O nível de complexidade das ameaças também aumentou. Em muitos casos, invasores atuam de forma silenciosa, mapeando acessos remotos, dispositivos conectados e vulnerabilidades por semanas antes de executar ataques.

As ações podem resultar em extorsão, paralisação de sistemas operacionais e roubo de informações estratégicas.

Integração entre segurança física e cibersegurança ganha força no agro

A convergência entre ambientes físicos e digitais tem exigido uma nova abordagem de proteção no campo. Câmeras inteligentes, controle de acesso, monitoramento remoto e análise de dados em tempo real já fazem parte da infraestrutura de grandes fazendas, cooperativas e centros logísticos.

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Segundo especialistas, a resposta mais eficiente passa por uma estratégia integrada de segurança.

“O agro opera em um ambiente distribuído, com múltiplos acessos remotos, parceiros e dispositivos conectados. Isso exige uma estratégia integrada, em que segurança física e cibersegurança em camadas atuem juntas para proteger operações críticas e garantir resiliência”, destaca Rafaela.

Desigualdade tecnológica ainda é desafio para o setor

Outro ponto de atenção é a diferença no nível de maturidade digital entre os elos do agronegócio. Enquanto grandes grupos aceleram investimentos em automação e conectividade, muitas operações ainda lidam com sistemas desatualizados, baixa segmentação de redes e pouca visibilidade sobre vulnerabilidades.

Essa assimetria amplia os riscos e cria pontos de entrada para ataques em toda a cadeia produtiva.

Cibersegurança se consolida como pilar do Agro 4.0

Com a expansão do Agro 4.0, especialistas avaliam que a segurança digital tende a se tornar um dos pilares centrais da continuidade operacional do setor.

À medida que automação, monitoramento remoto e integração tecnológica avançam, cresce também a necessidade de estratégias robustas de proteção para garantir resiliência, estabilidade e segurança nas operações agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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