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MMA anuncia nova fase do Programa Município Educador Sustentável e implementação de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA iniciará em novembro uma nova fase do Programa Município Educador Sustentável (MES). A etapa marcará o lançamento nacional do processo de adesão para prefeituras interessadas e o início da certificação de municípios que demonstrarem avanços na implementação de políticas públicas de educação ambiental e sustentabilidade.

O anúncio foi feito pelo diretor de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, durante oficina de trabalho realizada em Aracaju (SE). O evento integrou a programação da Semana do Meio Ambiente de Sergipe, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas do Estado (Semac).

O diretor explica que, na mesma etapa, o programa iniciará o processo de certificação dos municípios, reconhecendo aqueles que demonstrarem avanços na implementação de políticas públicas de educação ambiental e sustentabilidade. “A experiência desenvolvida em Sergipe demonstrou a importância da cooperação entre União, estados e municípios no sentido de ampliar o alcance da Política Nacional de Educação Ambiental e fortalecer a capacidade dos municípios de responder aos desafios ambientais”, afirmou.

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“A nossa intenção é promover o enraizamento da educação ambiental por todo o País”, finalizou Sorrentino.

Gestão socioambiental

O MES visa impulsionar a municipalização da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), apoiando as gestões locais na criação e no fortalecimento de políticas e programas socioambientais, conselhos e comissões municipais e instrumentos de gestão socioambiental.

O objetivo do programa é transformar as cidades em espaços contínuos de aprendizagem e sustentabilidade socioambiental, articulando redes de ensino, universidades e sociedade civil para enfrentar desafios locais, com foco especial nos efeitos da mudança do clima.

Centros de Educação e Cooperação Socioambiental

Durante o encontro, o MMA também debateu a implementação dos Centros de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSAs). A política pública estruturante visa consolidar espaços permanentes de diálogo, formação e cooperação nos territórios brasileiros.

Em Sergipe, estão previstos oito centros para potencializar a mobilização e a formação entre instituições públicas, comunidades e educadores ambientais. Uma das frentes prioritárias dos CECSAs será a mudança cultural na gestão de resíduos sólidos, com foco na economia circular, inclusão social e valorização do trabalho de catadoras e catadores.

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A oficina em Aracaju reuniu gestores municipais, representantes de órgãos estaduais, universidades, conselhos e da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA) de Sergipe. O encontro promoveu a troca de experiências sobre indicadores, monitoramento e planejamento de políticas ambientais.

A ação faz parte da estratégia do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA de realizar oficinas regionais em todo o país para apoiar tecnicamente os municípios na construção de suas agendas de sustentabilidade.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Meliponicultura ganha força no Rio Grande do Sul e destaca papel das abelhas sem ferrão na produção de alimentos

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A meliponicultura, atividade voltada à criação racional de abelhas sem ferrão, voltou a ganhar destaque em São Paulo das Missões, no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem mobilizado estudantes, idosos e técnicos em ações de educação ambiental e conscientização sobre a importância desses insetos para a polinização, a biodiversidade e a sustentabilidade da produção agropecuária.

Nos últimos dias, encontros promovidos no município reuniram diferentes gerações em atividades de capacitação e troca de conhecimentos sobre as espécies nativas de abelhas sem ferrão e sua contribuição para os ecossistemas e para a agricultura.

As ações ocorreram em escolas e comunidades rurais da região. No dia 17 de junho, participaram integrantes do Grupo da Terceira Idade e alunos do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cristo, localizada na Linha Lavina. Já no dia 10 de junho, a temática foi debatida com grupos da terceira idade e estudantes da Escola Estadual de Educação Básica Professor Francisco José Damke, na comunidade de Linha Dona Helena Sul.

Abelhas sem ferrão são fundamentais para a polinização

Durante os encontros, o engenheiro agrônomo e supervisor microrregional da Emater/RS-Ascar, Joney Braun, apresentou informações sobre as principais espécies de abelhas sem ferrão encontradas na região, os diferentes tipos de mel produzidos e a relevância desses polinizadores para a manutenção da agrobiodiversidade.

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Segundo o especialista, as abelhas desempenham papel essencial na reprodução de inúmeras espécies vegetais e contribuem diretamente para a produtividade agrícola, favorecendo culturas alimentares e a conservação dos recursos naturais.

Braun também destacou uma importante novidade para os meliponicultores gaúchos. A partir deste ano, a Declaração Anual de Rebanho, coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), passou a incluir o registro das abelhas sem ferrão. O cadastramento é obrigatório para produtores que mantêm criações animais no Estado e deve ser realizado até o dia 30 de junho.

Rio Grande do Sul possui 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura

O Rio Grande do Sul abriga uma rica diversidade de abelhas sem ferrão, com 24 espécies nativas utilizadas na meliponicultura. Entre as mais conhecidas estão:

  • Jataí;
  • Uruçu;
  • Mandaçaia;
  • Guaraipo;
  • Iraí;
  • Borá;
  • Canudo;
  • Manduri;
  • Boca-de-sapo;
  • Irapuã;
  • Mirim-preguiça;
  • Mirim-emerina.

Além da produção de mel diferenciado e de alto valor agregado, essas espécies exercem função estratégica na polinização de plantas nativas e culturas agrícolas, contribuindo para o equilíbrio ambiental e a segurança alimentar.

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Projeto ambiental une gerações em defesa das abelhas

As atividades desenvolvidas em São Paulo das Missões fazem parte de uma parceria entre a Emater/RS-Ascar, grupos da terceira idade e a Federação Estadual dos Clubes da Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs).

O trabalho integra o projeto ambiental “Um Planeta Melhor para Nossos Netos e Bisnetos”, desenvolvido anualmente pela entidade em diversos municípios gaúchos. Em 2026, o foco das ações está voltado à preservação das abelhas e à conscientização sobre a importância da polinização para a produção de alimentos, a manutenção dos ecossistemas e a qualidade de vida das futuras gerações.

A iniciativa reforça que a proteção das abelhas sem ferrão vai além da conservação ambiental, representando também um investimento estratégico para a agricultura sustentável e para o fortalecimento da biodiversidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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