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EUA suspendem sanções ao Irã e acordo provisório reduz tensão no Oriente Médio; petróleo recua nos mercados

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EUA suspendem sanções ao Irã e acordo provisório reduz tensão no Oriente Médio; petróleo recua nos mercados

As negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã deram um importante passo nesta semana com a suspensão temporária das sanções econômicas norte-americanas contra Teerã e o avanço de um acordo provisório que busca encerrar meses de conflitos e reduzir as tensões no Oriente Médio.

A medida foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos e prevê a suspensão das sanções por 60 dias, permitindo que o Irã volte a comercializar petróleo e derivados no mercado internacional enquanto avançam as negociações para um acordo definitivo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo continuará acompanhando de perto o cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã e advertiu que adotará medidas rigorosas caso o acordo não seja respeitado.

Negociações avançam, mas divergências permanecem

As primeiras conversas ocorreram na Suíça e foram consideradas positivas por representantes norte-americanos. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou que os encontros estabeleceram bases sólidas para a construção de um acordo de paz mais amplo.

Apesar do avanço diplomático, o governo iraniano negou que tenha iniciado discussões sobre seu programa nuclear ou concordado com o retorno de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica às instalações nucleares do país.

Autoridades iranianas afirmaram que questões relacionadas ao programa nuclear somente serão debatidas após a implementação integral dos compromissos previstos no acordo provisório.

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Petróleo volta ao mercado e reduz pressão sobre preços globais

Um dos pontos mais relevantes do entendimento é a retomada gradual das exportações iranianas de petróleo.

Com a suspensão temporária das sanções até agosto, Teerã poderá vender petróleo e receber pagamentos internacionais, aumentando a oferta global da commodity.

A perspectiva de maior disponibilidade de petróleo no mercado internacional contribuiu para uma nova queda das cotações nesta terça-feira, ampliando o movimento de recuo observado no início da semana.

A descompressão dos preços energéticos é acompanhada de perto por diversos setores produtivos, especialmente pelo agronegócio, que depende fortemente dos custos de combustíveis, fertilizantes e logística.

Estreito de Ormuz volta a operar com maior segurança

Outro avanço considerado estratégico foi a criação de mecanismos de comunicação para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

Durante o período mais intenso do conflito, a região enfrentou restrições e riscos operacionais que elevaram a volatilidade dos mercados energéticos.

Segundo mediadores envolvidos nas negociações, foram estabelecidas diretrizes para assegurar a passagem de navios comerciais e reduzir riscos de interrupção no fluxo global de energia.

O aumento do tráfego de petroleiros já começou a ser observado, sinalizando maior confiança dos operadores internacionais.

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Líbano também integra o acordo provisório

As negociações não se limitam ao tema energético. O entendimento preliminar também contempla mecanismos para reduzir as hostilidades entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

Representantes iranianos afirmam que a situação libanesa faz parte integrante do acordo provisório e que novas rodadas de negociações devem ocorrer nos próximos dias em Washington.

Relatos de autoridades da região indicam que a trégua tem sido mantida, embora persistam divergências sobre questões de segurança e presença militar na fronteira sul do Líbano.

Impactos para o agronegócio e os mercados globais

A redução das tensões no Oriente Médio é vista pelo mercado como um fator positivo para a economia mundial.

Nos últimos meses, o conflito provocou forte volatilidade nos preços do petróleo, elevou custos logísticos internacionais e aumentou as preocupações com a inflação global.

Para o agronegócio, a estabilização do mercado energético pode contribuir para aliviar pressões sobre combustíveis, fretes marítimos e custos de produção agrícola, fatores que influenciam diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

Analistas avaliam que a continuidade do diálogo entre Estados Unidos e Irã será decisiva para consolidar a recuperação da confiança dos investidores e garantir maior previsibilidade aos mercados internacionais nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bezerro exige 9,7 arrobas e impõe pior troca ao pecuarista desde 2021

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A compra de um bezerro passou a consumir o equivalente a 9,7 arrobas de boi gordo em setembro, reduzindo o poder de compra do pecuarista que precisa repor os animais destinados à engorda. É a relação de troca mais desfavorável desde outubro de 2021, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP).

O cálculo considera a média dos indicadores até 22 de setembro. De um lado está o boi gordo negociado em São Paulo, com preço médio de R$ 350,30 por arroba. Do outro, o bezerro nelore de oito a 12 meses comercializado em Mato Grosso do Sul, cotado em R$ 3.399,04 por cabeça.

Os dois mercados se valorizaram no último ano, mas em velocidades diferentes. O preço real do boi gordo subiu 11,3% em relação a setembro de 2025, enquanto o bezerro avançou 13,6%. Os valores foram corrigidos pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de agosto.

Essa diferença tornou a reposição mais cara mesmo com a recuperação da arroba. Em setembro do ano passado, a compra de um bezerro exigia 9,51 arrobas de boi gordo. Em setembro de 2024, eram necessárias 8,21 arrobas.

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O patamar atual só fica abaixo do registrado em outubro de 2021, quando o pecuarista precisava destinar 10,27 arrobas para adquirir um animal de reposição. A média de 2026 está em 9,62 arrobas, também acima da média histórica de 7,90 arrobas registrada na série do Cepea iniciada em fevereiro de 2000.

A relação de troca mostra quanto da receita obtida com a venda do gado terminado precisa ser comprometida na compra do animal jovem. Quanto maior a quantidade de arrobas exigida, menor é a parcela que permanece disponível para cobrir alimentação, sanidade, mão de obra, transporte, financiamento e os demais custos da engorda.

A pressão recai principalmente sobre o pecuarista que não produz os próprios bezerros e depende do mercado para formar novos lotes. Nesse sistema, a reposição representa uma das principais despesas e pode definir a rentabilidade da operação meses antes da venda do boi terminado.

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Desde janeiro, a arroba paulista acumula valorização real de 7,2%. O bezerro sul-mato-grossense subiu 8,3% no mesmo intervalo. A oferta restrita de bovinos prontos para o abate sustentou o boi gordo, mas a menor disponibilidade de animais jovens e a demanda pela reposição deram mais força às cotações da cria.

A valorização do bezerro favorece o criador que comercializa animais jovens, mas aumenta o capital necessário para recriadores e terminadores recomporem o rebanho. O resultado econômico dependerá da capacidade de ganho de peso, do custo da alimentação e do preço obtido pelo boi gordo ao final do ciclo.

Com a reposição no nível mais caro em quase cinco anos, a alta da arroba já não garante, isoladamente, melhora de margem. Para o terminador, o resultado passa a depender cada vez mais da eficiência da engorda e do momento escolhido para comprar e vender os animais.

Os valores são parciais e ainda podem mudar até o fechamento de setembro.

Fonte: Pensar Agro

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