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Mercado de café inicia semana com ganhos moderados diante de oferta ajustada

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O mercado cafeeiro abriu a semana com valorização moderada nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (29). Segundo relatório do Escritório Carvalhaes, os preços seguem influenciados por fatores estruturais como estoques mundiais reduzidos, quebra maior do que o previsto na safra brasileira de 2025 e condições climáticas irregulares, que elevam a incerteza sobre a próxima temporada.

Além disso, a recente imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações de café brasileiro para os Estados Unidos intensifica a instabilidade e amplia a volatilidade das cotações em Nova York e Londres.

Oferta e demanda seguem em equilíbrio delicado

De acordo com Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, o cenário global de “oferta versus demanda” permanece bastante justo. “Qualquer redução na produção, mesmo que pequena, deixa o mercado bastante nervoso”, destacou.

Ele acrescenta que, em conversas recentes com uma das principais cooperativas do setor, a percepção é de que a quebra do café arábica variou entre 10% e 15%, com relatos de alguns produtores indicando perdas superiores a 30%. “O estoque de passagem para a safra 2025/26 foi um dos menores dos últimos anos”, complementou Moreira.

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Desempenho do arábica

Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica operavam em alta. O vencimento de dezembro/25 subia 270 pontos, cotado a 380,75 cents/lbp. Já o contrato de março/26 avançava 335 pontos, negociado a 362,25 cents/lbp, enquanto o de maio/26 registrava ganho de 400 pontos, a 349,35 cents/lbp.

Desempenho do robusta

No mercado do robusta, o cenário também era de ganhos. O contrato de novembro/25 registrava alta de US$ 9, alcançando US$ 4.210 por tonelada. O vencimento de janeiro/26 avançava US$ 7, para US$ 4.189 por tonelada, enquanto o contrato de março/26 subia US$ 2, cotado a US$ 4.133 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do boi gordo sinaliza estabilidade com escalas de abate mais confortáveis

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O mercado físico do boi gordo apresentou sinais de acomodação ao longo da semana, refletindo mudanças sutis na demanda e maior conforto nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

De acordo com análise da Safras & Mercado, as indústrias passaram a operar com menor urgência na aquisição de animais, enquanto algumas unidades optaram por se ausentar temporariamente das compras, avaliando estratégias para o curtíssimo prazo.

Escalas de abate mais longas reduzem pressão de compra

Segundo o analista Fernando Iglesias, o alongamento das escalas de abate tem contribuído para um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda.

Além disso, a evolução da cota chinesa segue como fator determinante para o comportamento do mercado ao longo de 2026. A possível saturação dessa demanda pode pressionar os preços, especialmente a partir de maio e ao longo do terceiro trimestre.

China amplia rigor sanitário nas importações

No campo regulatório, a China tem reforçado as exigências sanitárias para importação de carne bovina brasileira. Recentemente, houve a suspensão das compras de um frigorífico nacional após a identificação de traços de acetato de medroxiprogesterona, substância veterinária proibida no país asiático.

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O movimento reforça a necessidade de atenção aos padrões internacionais, especialmente em um mercado que exerce forte influência sobre as exportações brasileiras.

Preços do boi gordo por praça pecuária

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram leve variação entre as principais praças produtoras até 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370,00/@ – estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 360,00/@ – alta de 1,41%
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355,00/@ – alta de 1,43%
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00/@ – estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365,00/@ – alta de 1,39%
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ – alta de 1,52%
Atacado registra leve alta nos preços da carne

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram leve valorização, impulsionados pela boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

O quarto do dianteiro foi negociado a R$ 23,00 por quilo, alta de 2,22% em relação à semana anterior. Já os cortes do traseiro foram cotados a R$ 28,00 por quilo, avanço de 1,82%.

Apesar disso, o potencial de alta é limitado pela menor competitividade da carne bovina frente a proteínas mais acessíveis, como a carne de frango. O cenário de renda mais restrita das famílias também influencia o padrão de consumo.

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Exportações de carne bovina seguem em alta

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem aquecidas em abril.

Até o momento (considerando sete dias úteis), o país registrou:

  • Receita total de US$ 591,244 milhões
  • Média diária de US$ 84,463 milhões
  • Volume exportado de 97,264 mil toneladas
  • Média diária de 13,895 mil toneladas
  • Preço médio de US$ 6.078,70 por tonelada

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo nos indicadores:

  • Alta de 39% no valor médio diário exportado
  • Aumento de 15,1% no volume médio diário
  • Valorização de 20,8% no preço médio
Perspectivas para o mercado do boi

O mercado do boi gordo deve seguir atento à dinâmica das exportações, especialmente à demanda chinesa, além do comportamento do consumo interno.

A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, demanda externa e competitividade das proteínas será determinante para a formação dos preços no curto e médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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