Agro News

Governo do Brasil amplia cota da tainha para emalhe liso com base em dados técnicos e monitoramento da safra

Publicado

O Governo Federal, por meio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), informa sobre a ampliação da cota de captura da tainha (Mugil liza) para a modalidade de emalhe costeiro de superfície, popularmente conhecida como emalhe liso (permissionamento 2.2), nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. A medida foi publicada nesta terça-feira (23/6) pela Portaria MPA/MMA nº 64/2026.

A medida foi fundamentada em análise técnica da safra de 2026, em dados científicos atualizados, na avaliação mais recente do estoque da espécie e no acompanhamento da produção pelo Sistema PesqBrasil – Monitoramento. A decisão considera que a modalidade atingiu o gatilho previsto para seu encerramento (Portaria MPA/MMA nº 51/2026).

Saiba mais sobre as cotas da tainha no FAQ.

A ampliação proposta acrescenta 324 toneladas à cota anteriormente estabelecida para o emalhe liso, resultando em limite global de 2.394 toneladas para a modalidade. A cota também contempla 88 embarcações da modalidade de emalhe anilhado, que poderão operar com emalhe liso, observadas as condições, os limites e os instrumentos de controle estabelecidos na norma. Segundo a análise técnica, mesmo com o incremento, a exploração permanece dentro de limites sustentáveis, com manutenção de margem de segurança em relação ao Rendimento Máximo Sustentável (RMS) estimado para a espécie.

Leia mais:  MMA anuncia estratégia nacional para eliminar exposição e contaminação por chumbo até 2030

A decisão busca compatibilizar a conservação da tainha com a continuidade da atividade pesqueira, considerando a importância da safra para a geração de renda, a segurança alimentar, a organização comunitária e a manutenção de práticas tradicionais nas comunidades costeiras. A análise também considerou a dinâmica migratória da espécie, que se desloca predominantemente no sentido sul-norte, e a diferença temporal de acesso aos cardumes entre estados e municípios ao longo da safra.

A ampliação da cota mantém os limites de captura, os gatilhos de monitoramento e os instrumentos obrigatórios de controle previstos na regulamentação. O acompanhamento das capturas continuará sendo realizado pelo Sistema PesqBrasil – Monitoramento, permanecendo aplicáveis as regras de reporte, controle, fiscalização e encerramento, previstas na Portaria MPA/MMA nº 51/2026 e demais normas correlatas.

A medida reafirma o compromisso do Governo Federal com uma gestão pesqueira baseada em ciência, transparência, participação social e responsabilidade ambiental, buscando garantir a sustentabilidade da tainha e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos socioeconômicos.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
Acesse o
Flickr do MMA 

 

Leia mais:  Trigo reage no Sul e em Chicago: oferta restrita no Brasil e recuperação técnica impulsionam mercado

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Safra de algodão 2025/26 tem produção revisada para cima e pode atingir quase 4 milhões de toneladas

Publicado

A produção brasileira de algodão em pluma na safra 2025/26 ganhou novo impulso após revisão positiva divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), baseada no 9º Levantamento da Safra de Grãos, a estimativa nacional passou para 3,98 milhões de toneladas, representando um aumento de 0,11% em relação à projeção divulgada no mês anterior.

O ajuste reforça a expectativa de uma safra robusta para o setor algodoeiro, mesmo diante da redução da área destinada ao cultivo em algumas regiões produtoras.

Área cultivada recua, mas produtividade avança

Segundo os dados analisados pelo Imea, a área plantada com algodão no Brasil foi estimada em 2,02 milhões de hectares, registrando redução de 0,96% em comparação com o levantamento de maio. A revisão ocorreu principalmente em Mato Grosso, principal produtor nacional da fibra, após atualizações realizadas com base em informações coletadas diretamente nas propriedades rurais.

Leia mais:  Mercado de lácteos recua em agosto com excesso de oferta e consumo fraco

Apesar do recuo na área cultivada, os indicadores de rendimento apresentaram desempenho superior ao esperado. A produtividade do algodão em caroço foi revisada para 317,49 arrobas por hectare, crescimento de 1,08% frente à estimativa anterior.

Já a produtividade do algodão em pluma também apresentou avanço, alcançando 131,27 arrobas por hectare, resultado que contribuiu diretamente para a elevação da produção nacional projetada.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

A melhora dos índices produtivos está associada às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo da cultura. Conforme destaca o Imea, a boa disponibilidade hídrica durante fases decisivas do desenvolvimento das lavouras beneficiou importantes estados produtores, especialmente Mato Grosso, Bahia e Piauí.

O cenário climático positivo permitiu maior potencial produtivo e contribuiu para elevar o rendimento de pluma para 41,40%, índice considerado um dos mais altos já registrados na série histórica da Conab.

Perspectiva positiva para o setor algodoeiro

Com a combinação entre ganhos de produtividade e elevado rendimento de pluma, o Brasil segue consolidando sua posição entre os principais produtores e exportadores mundiais de algodão. A revisão para quase 4 milhões de toneladas reforça o potencial da safra 2025/26 e sinaliza uma oferta consistente da fibra para atender tanto o mercado interno quanto a demanda internacional.

Leia mais:  Ex-assessor de Nery Geller intermediou 44% do arroz adquirido pelo governo e colocou leilão sob suspeita de favorecimento

O desempenho das lavouras nos próximos meses continuará sendo acompanhado pelo mercado, mas os dados mais recentes indicam um cenário favorável para a cadeia produtiva do algodão brasileiro, impulsionado por avanços tecnológicos, manejo eficiente e condições climáticas adequadas nas principais regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana