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Portarias consolidam programas prioritários e ampliam política de prevenção às drogas

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Brasília, 30/6/2026 – Publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (29), três portarias assinadas pelo ministro Wellington Lima e pela secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, passam a integrar oficialmente a estrutura permanente das políticas públicas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). As normas regulamentam programas voltados à prevenção das violências, à promoção do acesso a direitos e à inclusão social em territórios vulneráveis.

As normas consolidam iniciativas anunciadas durante a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, realizada entre 22 e 26 de junho pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), e fortalecem uma política baseada na prevenção ampliada, na articulação entre diferentes áreas do Estado e na promoção de oportunidades para populações em situação de vulnerabilidade.

Portarias consolidam programas prioritários

A Portaria MJSP nº 1.244 (LINK) estabelece o novo marco dos projetos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

A norma organiza dez iniciativas da política de segurança pública com cidadania, entre elas Município Mais Seguro, Jovens Defensores Populares, Pronasci Juventude, Programa Cria — Prevenção e Cidadania, Alvorada, Escritório Social, Mães por Direitos, Centros Comunitários pela Vida (Convive), Rede de Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Rede Cais) e Bolsa-Formação. Também define competências, objetivos e diretrizes para cada projeto, fortalece a atuação integrada entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), além de ampliar a cooperação com estados, Distrito Federal e municípios.

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Entre as iniciativas estruturadas pela norma, três ficam sob coordenação da Senad: o Pronasci Juventude, voltado à prevenção do aliciamento de adolescentes e jovens pelo crime organizado; o Cria, direcionado à prevenção do uso problemático de substâncias psicoativas entre crianças, adolescentes e famílias; e o Cais, destinado à promoção do acesso a direitos, à inclusão social e à redução de vulnerabilidades em territórios marcados pela violência.

Outra medida publicada é a Portaria MJSP nº 1.245, que estabelece diretrizes nacionais para implantação e funcionamento dos Cais. A medida define objetivos, princípios e estratégias para orientar a atuação conjunta da União, estados, Distrito Federal, municípios, universidades, institutos federais e organizações da sociedade civil. Os centros atuarão na promoção do acesso à Justiça, à assistência social, à saúde e à educação, priorizando pessoas em situação de vulnerabilidade. A portaria reforça que os Cais têm como foco a promoção de direitos e da inclusão social, sem caráter de acolhimento institucional.

Já a Portaria Senad nº 126 transforma o Pronasci Juventude em política pública permanente no âmbito do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad). O regulamento estabelece objetivos, diretrizes, critérios de implementação, público beneficiário e mecanismos de governança do programa, além de criar o Comitê Gestor do Pronasci Juventude, responsável por acompanhar a execução, definir prioridades e monitorar resultados.

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“As portarias consolidam uma política sobre drogas baseada em evidências, prevenção e promoção de direitos. Elas dão segurança jurídica para ampliar iniciativas que já demonstram resultados nos territórios e fortalecem a atuação integrada entre União, estados, municípios e sociedade civil”, afirma a secretária Marta Machado.

O programa será destinado a jovens de 15 a 24 anos em situação de vulnerabilidade sociorracial agravada, especialmente aqueles expostos ao aliciamento pelo crime organizado, à evasão escolar, ao cumprimento de medidas socioeducativas, à violência doméstica, à situação de rua e a outras formas de exclusão social. Entre seus objetivos estão prevenir o recrutamento pelo tráfico de drogas, ampliar oportunidades de qualificação profissional e fortalecer redes de proteção social nos territórios mais vulneráveis.

Com a publicação da norma, o Governo Federal fortalece a estrutura normativa das ações de prevenção ampliada, inclusão social e promoção de direitos, conferindo maior estabilidade aos programas e ampliando a articulação entre políticas públicas voltadas aos territórios mais vulneráveis.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil apresenta à OCDE avanços do primeiro Plano Nacional sobre Migração, Refúgio e Apatridia

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Paris, 30/6/2026 – O Brasil apresentou ao Grupo de Trabalho sobre Migração da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre 24 e 26 de junho, em Paris (França), os avanços da Política Nacional sobre Migração, Refúgio e Apatridia (PNMRA), com destaque para a elaboração do I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (I PlaNaMigra), conduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus).

Atualmente em consulta pública, o I PlaNaMigra reúne medidas voltadas à integração socioeconômica de migrantes e refugiados, ao reconhecimento de qualificações profissionais, à ampliação do acesso ao mercado de trabalho, ao incentivo ao empreendedorismo e ao aprimoramento do uso de dados para a formulação de políticas públicas.

Experiência brasileira em grandes fluxos migratórios

O encontro reuniu representantes de governos e especialistas para debater governança migratória, integração, mobilidade laboral e respostas aos deslocamentos internacionais. Durante a agenda, o Brasil compartilhou experiências reconhecidas internacionalmente no acolhimento, na integração e na proteção de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas.

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O governo brasileiro destacou a resposta ao fluxo de pessoas provenientes da Venezuela, especialmente por meio da Operação Acolhida e da aplicação ampliada da definição regional de refugiado prevista na Declaração de Cartagena, que possibilitou mecanismos de reconhecimento mais ágeis e abrangentes para pessoas que fugiram de graves e generalizadas violações de direitos humanos.

Também foi apresentado o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário para nacionais afegãos, recentemente institucionalizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública e atualmente em fase de expansão.

A iniciativa é considerada referência internacional por combinar proteção humanitária, regularização migratória, documentação, acesso a serviços públicos, integração local e promoção da autonomia.

A delegação contou com a participação do diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça (Demig), Victor Semple, e da representante da Polícia Federal, a delegada Juliana Teixeira. A equipe se reuniu com o embaixador Sarquis José Buainain Sarquis, representante permanente do Brasil junto à OCDE.

“Os desafios decorrentes dos deslocamentos em larga escala exigem cooperação com diferentes organismos internacionais, e a OCDE reúne grandes países receptores de migrantes e refugiados, como o Brasil”, afirma Victor Semple.

Foto: Divulgação
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Cooperação internacional

A OCDE é um organismo internacional que reúne atualmente 38 países membros, com o objetivo de promover políticas públicas voltadas ao crescimento econômico sustentável, à geração de empregos, à inclusão social e ao aprimoramento da governança pública.

A organização funciona como um importante fórum de cooperação e intercâmbio de experiências, produzindo estudos, indicadores e recomendações em áreas como economia, trabalho, educação, migração, meio ambiente e inovação. O Brasil participa de diversos comitês e iniciativas da OCDE e está em processo de adesão formal à organização.

A participação brasileira reforça o compromisso do MJSP com o fortalecimento da governança migratória, a promoção de vias regulares de migração e a ampliação da cooperação internacional. O intercâmbio de experiências com os países membros da OCDE contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas brasileiras e para o desenvolvimento de sistemas migratórios mais eficientes, inclusivos e resilientes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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