Mato Grosso consolidou, em 2025, sua posição entre os estados que mais investem no país. Levantamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), com base nos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO) dos 26 estados e do Distrito Federal, mostra que o Estado destinou o equivalente a 15,3% da Receita Corrente Líquida (RCL) para investimentos liquidados, o terceiro maior percentual do Brasil.
Quando considerados os investimentos empenhados, Mato Grosso também aparece na terceira colocação nacional, com 16,4% da Receita Corrente Líquida, atrás apenas do Piauí e do Espírito Santo. O resultado confirma a capacidade do Estado de manter elevados níveis de investimento sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
A posição alcançada é resultado de uma trajetória iniciada em 2019, marcada pela reorganização das finanças estaduais, controle das despesas e fortalecimento da gestão fiscal. Desde então, Mato Grosso ampliou sua capacidade de investimento e passou a destinar mais recursos para obras estruturantes, infraestrutura, saúde, educação, segurança pública e outras áreas estratégicas.
Em valores absolutos, os investimentos liquidados passaram de R$ 773,5 milhões, em 2019, para R$ 5,7 bilhões em 2025, crescimento de 637,2% no período. Na mesma comparação, a participação dos investimentos na Receita Corrente Líquida aumentou de 4,5% para 15,3%, evidenciando o fortalecimento da capacidade financeira do Estado.
Para o governador Otaviano Pivetta, os resultados refletem a transformação fiscal iniciada em 2019 e a retomada da capacidade de investimento do Estado.
“A virada de Mato Grosso começou em 2019, com a reorganização das contas públicas e a retomada da capacidade de investimento. Hoje temos solidez fiscal, nota máxima no Tesouro Nacional e investimos mais de 16% da receita. Isso nos permitiu alcançar o maior volume de investimentos da história do Estado, com mais de 7 mil quilômetros de asfalto e avanços importantes na saúde e na educação. O desafio agora é manter esse ritmo de desenvolvimento em todas as regiões de Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, o desempenho demonstra que responsabilidade fiscal e capacidade de investimento caminham juntas.“Os resultados mostram que Mato Grosso construiu uma base fiscal sólida, capaz de ampliar os investimentos e, ao mesmo tempo, manter o equilíbrio das contas públicas. É isso que garante a continuidade das obras, dos serviços e das políticas públicas para a população”, destacou.
O levantamento da Sefaz demonstra que Mato Grosso integra um grupo restrito de estados que destinam mais de 15% da Receita Corrente Líquida para investimentos. O desempenho coloca o Estado à frente de grandes economias brasileiras e reforça uma política fiscal voltada ao desenvolvimento, à ampliação da infraestrutura e à melhoria dos serviços públicos.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu, nesta segunda e terça-feira (29 e 30.6), o Encontro de Promoção da Saúde – Oficina de Planejamento para Construção da Política Estadual de Promoção da Saúde para discutir estratégias voltadas aos determinantes sociais da saúde, à equidade e ao enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis.
O encontro reuniu gestores, trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), conselheiros de saúde, universidades e representantes da sociedade civil no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP-MT), com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Escola.
O evento teve apoio técnico do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e marcou os 20 anos da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS).
“A oficina foi muito importante para dialogar sobre os conceitos de promoção da saúde, equidade, determinação social, entre outros. A Política Estadual de Promoção da Saúde está sendo construída de forma ascendente e participativa, com diálogo com os territórios, para fortalecer a promoção da saúde”, afirmou a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde da SES, Rosiene Pires.
Para a consultora técnica na área da Promoção da Saúde do Conass, Mércia de Carvalho, é fundamental pensar a promoção da saúde na intersetorialidade e na transversalização da saúde em todas as políticas.
“É uma alegria o Conass estar aqui neste encontro de Promoção da Saúde, sabendo da importância dessa oficina de planejamento para a construção da política estadual, tendo em vista que o Conass vem acompanhando os Estados em nível nacional nessa sistematização e nessa organização da gestão, para que a gente possa pensar a Promoção da Saúde com uma abordagem que amplia e que transversaliza toda a saúde e para além da saúde também”, avaliou.
Segundo Regiane Rezende, consultora independente para os Determinantes Sociais em Saúde, Promoção da Saúde e Equidade em Saúde, está sendo estruturada uma política com a cara do Estado, com as necessidades da população mato-grossense, para construir pertencimento, com educação permanente nas regionais de Saúde.
“A política estadual vai responder às necessidades, às características, às singularidades também destes territórios, entendendo toda a potência desses territórios. Então, a gente trabalha não só com a perspectiva de demandas para o Estado, mas também de valorização, de reconhecimento das potencialidades, fortalecimento também desses territórios, construção de autonomia e reorientação do próprio papel do Estado, para não ser uma coisa diretiva e impositiva”, afirmou.
Conforme Naíza Sá, coordenadora-geral de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes e Promoção da Cultura de Paz do Ministério da Saúde, Mato Grosso é um dos Estados pioneiros nesse debate para a construção dessa política estadual, promovendo a escuta das regionais de saúde e dos municípios.
“Essa oficina é muito importante para que a gente escute os atores locais, o que eles têm para colocar, quais são as perspectivas em relação a essa política, como o Estado está se organizando, planejando, o que ele espera para ter essa política. E o papel do Ministério da Saúde é apoiar em todas essas etapas de construção e, posteriormente, na implementação da política”, disse.
Naíza também destacou a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária à Saúde para poder articular e colocar essa política em prática no território.
“No âmbito da Vigilância em Saúde, a gente fica responsável pela construção dos indicadores, o diagnóstico do território, por como a gente pode fortalecer as ações já implementadas pela Atenção Primária à Saúde. Então, nesse sentido, é muito importante, fundamental. Não dá para falar de promoção da saúde sem falar de vigilância, sem falar dessa integração com a APS”, concluiu.
Saiba mais sobre a programação da oficina
No primeiro dia, foram realizadas as rodas de conversa “O Papel do CONASS no Apoio Institucional para a Construção das Políticas Estaduais de Promoção da Saúde”, “Articulação Intra e Intersetorial no Fortalecimento da Promoção da Saúde na Rede de Atenção à Saúde: Determinantes Sociais em Saúde, Promoção da Saúde e Equidade em Saúde” e “Articulação entre a Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde para o Fortalecimento da Política Nacional de Promoção da Saúde e do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030”.
No segundo dia, foram promovidas as rodas de conversa “Promoção da Cultura de Paz e Promoção da Vida: Todos pelo Enfrentamento ao Feminicídio e Demais Violências em Mato Grosso” e “Projetos da Fiocruz/Brasília para Implementação da Promoção da Saúde”.
Durante a oficina, também foi apresentado o Guia para Tutores em Promoção da Saúde – Movimentos para Construção da Política Estadual de Promoção da Saúde de Mato Grosso.
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