Nos últimos sete anos e meio, entre janeiro de 2019 e junho deste ano, os órgãos que compõem as forças estaduais da Segurança Pública receberam um reforço de 4.795 profissionais em seus efetivos com convocações de concursados.
Somente para a Polícia Militar foram 2.100 mil convocados, além de 840 na Polícia Civil, 320 na Politec, 230 no Corpo de Bombeiros, entre outras áreas da segurança e sistema prisional.
De abril a junho deste ano, o governador Otaviano Pivetta convocou 1.013 profissionais para as polícias Militar e Civil.
Além do aumento do efetivo, o Governo do Estado restabeleceu o pagamento, em dinheiro, do auxílio fardamento aos policiais, o que não acontecia até 2016. Este ano, por exemplo, serão pagos R$ 19,1 milhões em fardamentos. Cada policial receberá em agosto, no mês-base do benefício, em cota única, R$ 2.272,84.
Valorização
Nesta segunda-feira (30.6), policiais receberam medalha por ações relevantes à segurança pública, muitas nas quais estiveram em risco iminente de morte durante atendimento de ocorrências policiais. A ‘Medalha Honorífica da Secretaria de Segurança Pública’ foi concedida a 83 policiais militares e civis e membros da sociedade.
“Em 16 anos como policial nunca havia me sentido tão acolhido e valorizado em meu trabalho”, disse o sargento Rodolfo Eloi Amiky, logo após receber a honraria. A ação em que Amiky esteve em iminência de morte, sob a mira de armas, foi uma ocorrência de começou com a invasão de uma casa, com suspeita de roubo e tráfico e evoluiu para confronto, em Nova Mutum, que mobilizou equipes do 26º Batalhão, Companhia de Força Tática e Regimento Montado (Cavalaria).
Além da agilidade do acionamento do reforço e da integração das unidades, o sargento Amiky disse que percebeu o quanto o seu trabalho é importante e sua vida valorizada ao receber o telefonema da secretária de Segurança, coronel Susana Tamanho, no mesmo dia do fato.
“Eu não conhecia a coronel Susana pessoalmente, mas sabia do trabalho dela. E ela, ligando para saber se eu estava bem, fazendo isso em nome dela e do Governo, foi algo surpreende mesmo. Isso é muito importante para nós policiais, que estamos nas ruas defendendo a sociedade”, completou ele.
Além do sargento Amiky, receberam a condecoração por atuação na mesma ocorrência o sargento Eloi e os cabos Wagner Santos, Marques e Renata.
O governador do Estado, Otaviano Pivetta, destacou que essa medalha simboliza a gratidão do Estado aos policiais. “Gratidão a homens e mulheres que vãos às ruas, a qualquer dia e hora, com coragem e consciência de cidadãos do cumprimento do seu dever. Cidadãos que vão a lugares que ninguém quer ir para defender a sociedade”, analisou o governador.
Para a secretária de Segurança, coronel Susane Tamanho, a entrega de medalhas, em um ato como esse do qual o governador Pivetta participou, é uma maneira de tornar público o reconhecimento de ações civis e do trabalho dos policiais que estão nas ruas.
“Estamos mostrando a importância do empenho desses profissionais na defesa da sociedade e, no caso dos policiais que estão no enfrentamento à criminalidade, dizendo que nos preocupamos com cada um deles e que queremos vê-los voltando para suas famílias em segurança ao final de cada jornada de trabalho”, completa a secretária Susana.
Essa medalha honorífica foi instituída em julho de 2020, pelo decreto 565, do Governo do Estado, por meio de projeto da Sesp-MT.
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (1.7), uma mulher, de 31 anos, durante diligências relacionadas a um inquérito policial que apura a prática de crimes contra a ordem tributária, em Cuiabá.
No curso das investigações, a equipe da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) identificou que a suspeita possuía um mandado de prisão em aberto desde 2019, decorrente de condenação pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Após a confirmação da ordem judicial, investigadores da Defaz realizaram diligências para localizar seu paradeiro, culminando na prisão da foragida no bairro Novo Milênio, em Cuiabá.
A mulher também é suspeita de figurar como responsável por uma empresa alvo de investigação da Defaz por supostos crimes contra a ordem tributária.
O inquérito policial apura prejuízo de aproximadamente R$ 900 mil aos cofres públicos, decorrente de supostos crimes contra a ordem tributária, apurando ainda a possível utilização da suspeita como “laranja” para ocultar os reais responsáveis pela empresa.
Após a prisão, a investigada foi conduzida à Defaz para as providências legais e, posteriormente, encaminhada à audiência de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário.
As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada um na prática dos crimes contra a ordem tributária.
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