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Rotas da Cerveja de São Paulo fortalecem produtores, impulsionam o turismo e valorizam a cadeia cervejeira

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O Governo de São Paulo lançou nesta terça-feira (1º) as Rotas da Cerveja de São Paulo, iniciativa que passa a integrar o programa Rotas de São Paulo e tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva cervejeira, estimular o turismo regional e ampliar as oportunidades de negócios para produtores paulistas.

Desenvolvido em parceria pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento, Turismo e Viagens, Desenvolvimento Econômico, Casa Civil e InvestSP, o projeto se junta às já consolidadas Rotas do Vinho, do Café, do Queijo e da Cachaça, ampliando a estratégia estadual de valorização das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio.

Projeto reúne 80 cervejarias em 55 municípios paulistas

As Rotas da Cerveja contemplam 80 cervejarias distribuídas em 55 municípios, organizadas em sete roteiros temáticos. O programa também inclui 21 destinos cervejeiros, dois polos especializados na produção de lúpulo e seis destinos voltados ao turismo de negócios, promovendo uma integração entre produção, gastronomia, cultura e identidade regional.

O roteiro reúne microcervejarias, cervejarias artesanais, brewpubs, bares especializados e empreendimentos que oferecem visitas guiadas, degustações, harmonizações gastronômicas e experiências ligadas ao universo cervejeiro.

A proposta busca aproximar consumidores dos produtores, estimular o turismo de experiência e fortalecer economias locais por meio da valorização dos produtos regionais.

Governo aposta na integração entre agroindústria e turismo

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a nova rota representa um avanço na política estadual de fortalecimento das cadeias produtivas de maior valor agregado.

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De acordo com o secretário, a cerveja artesanal paulista tem origem no campo e movimenta uma cadeia que envolve agricultura, indústria, gastronomia, comércio e turismo. A iniciativa também contribui para ampliar mercados, integrar os territórios e reduzir o isolamento dos pequenos e médios produtores, transformando a identidade agrícola regional em desenvolvimento econômico.

Estado lidera produção cervejeira nacional

São Paulo ocupa posição de destaque no setor cervejeiro brasileiro. O Estado concentra 427 cervejarias registradas, o equivalente a aproximadamente 22% de todas as cervejarias do país, consolidando-se como o principal polo nacional da atividade.

A diversidade de estilos, o investimento em inovação e tecnologia e a integração entre produção e turismo têm fortalecido o segmento paulista, que vem ampliando sua presença tanto no mercado interno quanto nas experiências voltadas ao turismo gastronômico.

A criação das Rotas da Cerveja reforça esse protagonismo ao estruturar um roteiro capaz de conectar empreendimentos e ampliar sua visibilidade junto aos consumidores.

Brasil está entre os maiores produtores de cerveja do mundo

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores produtores de cerveja do planeta, com uma produção anual de aproximadamente 15,3 bilhões de litros, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

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Dados do Anuário da Cerveja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o país encerrou 2025 com 1.954 cervejarias registradas, o maior número da série histórica.

Além da expansão das cervejarias, o Brasil também avança no cultivo de lúpulo. Graças ao desenvolvimento tecnológico aplicado à produção agrícola, o país está entre os poucos do mundo capazes de realizar mais de uma safra anual da cultura, reduzindo a dependência das importações desse importante insumo para a indústria cervejeira.

Sete roteiros valorizam diferentes regiões paulistas

As Rotas da Cerveja foram organizadas para destacar as características produtivas e culturais de diferentes regiões do Estado. O programa contempla os seguintes roteiros:

  • Noroeste Paulista;
  • Mogiana Paulista;
  • Campinas e Região Metropolitana;
  • Circuito das Águas e Frutas;
  • Serra do Itaqueri, Cuesta e Centro Paulista;
  • Sorocaba e Região;
  • Capital e Região Metropolitana.

Além desses percursos, o programa inclui destinos cervejeiros especializados e polos voltados ao turismo de negócios, consolidando uma rede que conecta agricultura, empreendedorismo, inovação, gastronomia e desenvolvimento regional.

Com a iniciativa, o Governo de São Paulo busca ampliar a competitividade da cadeia cervejeira, fortalecer os produtores locais e consolidar o Estado como referência nacional na integração entre agronegócio, turismo e economia criativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Luena Pataxó é exemplo de ancestralidade na pesca indígena na Bahia

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Luena Maria Ferreira dos Santos, conhecida como Luena Pataxó, nasceu em Apaga Fogo, (Arraial D’Ajuda/BA) e vive na Terra Indígena de Coroa Vermelha (Santa Cruz Cabrália/BA). Ela construiu uma trajetória marcada pela ancestralidade, pelo compromisso com a pesca artesanal, pela defesa dos direitos das mulheres e da sustentabilidade no território.   

 Filha de pescador, foi inserida desde cedo no mundo da pesca. Começou a vida no mar aos 20 anos, junto com seu primeiro marido. Ela era responsável por administrar a pesca e pela gestão do negócio. Também liderava um grupo de mulheres que limpava os camarões. Desde jovem, desenvolveu habilidades de liderança, planejamento e uso de ferramentas de gestão.  

 Em 2010, Luena entrou para a Associação dos Pescadores Indígenas Pataxós de Coroa Vermelha (APIP). Hoje, a entidade reúne 120 associados e tem na pesca artesanal sua base econômica e cultural. Desde 2019, ela preside a associação que, sob sua liderança, melhorou a organização interna, fortaleceu processos de beneficiamento do pescado, obteve investimentos por meio de editais municipais, estaduais e federais e consolidou parcerias institucionais com secretarias municipais de meio ambiente e organizações privadas.   

 Além disso, Luena foi responsável por conquistar, estruturar e equipar a cozinha comunitária da APIP, que agregou valor ao pescado e deu mais autonomia econômica para marisqueiras e pescadoras da comunidade.   

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Luena com outros pescadores e pescadoras na Cozinha Solidária da APIP.
Luena com outros pescadores e pescadoras na Cozinha Solidária da APIP.

A pescadora se destaca pela defesa da pesca tradicional, transmitida entre gerações, mas também pela participação em projetos que modernizam a atividade sem romper com o modo de vida da comunidade. Entre eles, está o projeto Pescando com Redes 3G, que introduziu tecnologias de coleta de dados para aprimorar o manejo e a comercialização do pescado. Esse protagonismo ajudou a projetar a APIP e na formação técnica de diversos pescadores e jovens da aldeia.  

Luena mantém uma relação próxima com a Marinha do Brasil/Capitania dos Portos de Porto Seguro, instituição responsável pela segurança do tráfego aquaviário e pela regularização de embarcações e pescadores. A partir dessa articulação, viabilizou ações que garantem: regularização documental de embarcações artesanais e pescadores da comunidade; formação e orientação sobre segurança da navegação; apoio técnico para inspeções, vistorias e boas práticas marítimas e facilitação no acesso a certificados, renovação de inscrições e processos obrigatórios para quem vive da pesca tradicional.  

Além da atuação local, Luena representa a pesca indígena em espaços regionais e nacionais. Em 2023, assumiu a presidência do Comitê de Relacionamento de Pescadores do Extremo Sul da Bahia (CORPESBA), representando oito municípios e doze associações. No mesmo ano, tornou-se a primeira mulher indígena Pataxó integrante do Grupo de Trabalho das Mulheres do Ministério da Pesca e Aquicultura, ampliando a participação das pescadoras indígenas em políticas públicas de alcance nacional.  

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Luena exerce liderança importante na aldeia indígena em que vive.
Luena exerce liderança importante na aldeia indígena em que vive.

Luena foi responsável por mobilizar e apoiar a inscrição da comunidade em editais que resultaram na realização de oficinas de audiovisual voltadas para a juventude Pataxó. Essas iniciativas têm permitido que jovens aprendam a registrar suas próprias histórias, documentar o cotidiano da pesca, salvaguardar o patrimônio imaterial e fortalecer a memória da comunidade. Alguns desses jovens já realizaram curtas-metragens e registros sobre o território, valorizando a pesca tradicional e criando perspectivas de futuro.   

Hoje, Luena inspira e incentiva outras mulheres Pataxó a ocuparem espaços de liderança. A atual diretoria da APIP é composta somente por mulheres, resultado direto do processo de formação e estímulo que ela promove há anos. Seu trabalho fomenta a autonomia econômica feminina, fortalece redes de solidariedade e incentiva que jovens acompanhem suas famílias na pesca, garantindo a continuidade dessa atividade tradicional.  

 

ASCOM 

Ministério da Pesca e Aquicultura  

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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