Saúde

PET-Saúde alcança edição histórica com foco nos impactos das mudanças climáticas na saúde

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O Ministério da Saúde selecionou 197 projetos para a 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), consolidando a maior edição da história da iniciativa. Com investimento superior a R$ 131 milhões do Governo do Brasil, o programa passa a ter como tema central o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na saúde da população brasileira, fortalecendo a qualificação de profissionais e a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos desafios impostos pela emergência climática

Além da ampliação do número de projetos apoiados, o Governo do Brasil também promoveu o reajuste dos valores das bolsas destinadas aos participantes. Desde sua criação, em 2008, o PET-Saúde registrou crescimento de aproximadamente 135% no número de iniciativas contempladas, passando de 84 projetos na primeira edição para 197 propostas aprovadas neste ciclo. 

A edição de 2025 também se destaca pela expressiva participação dos estados da Amazônia Legal. Dos projetos selecionados, 39 serão desenvolvidos na região, o que representa cerca de 20% do total. As propostas buscam compreender de que forma os efeitos das mudanças climáticas intensificam desigualdades sociais, raciais, étnicas, territoriais e de gênero, além de desenvolver estratégias para fortalecer a atuação do SUS diante desses cenários. 

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Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, a nova edição do programa representa um marco para a formação em saúde e para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à adaptação climática. 

“O PET-Saúde chega à sua 13ª edição consolidando a integração entre universidades, serviços de saúde e a gestão do SUS. Ao trazer para o centro do debate os impactos das mudanças climáticas e a implementação do Adapta SUS nos serviços de saúde, o programa fortalece a formação de profissionais preparados para responder aos desafios do presente e do futuro. O recorde de 197 projetos aprovados demonstra a mobilização nacional em torno desse tema estratégico para a saúde pública brasileira”, afirmou. 

Segundo Proenço, o alcance da iniciativa deverá ser ampliado em razão da estrutura dos projetos selecionados. Cada proposta poderá organizar até cinco grupos tutoriais, o que pode envolver aproximadamente 12 mil pessoas entre professores, estudantes, trabalhadores da saúde e gestores em todos os estados do país. 

O secretário também destacou a relevância da participação de territórios mais diretamente impactados por eventos climáticos extremos. “A presença de 20% dos projetos na Amazônia Legal e a aprovação de 22 iniciativas no Rio Grande do Sul, estado que enfrentou recentemente os efeitos devastadores das enchentes, reforçam o caráter oportuno e abrangente do programa. Trata-se de uma ação que mobiliza diferentes atores em torno do papel estratégico da saúde no enfrentamento das mudanças climáticas”, completou. 

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Alinhados às prioridades nacionais para o enfrentamento das emergências climáticas e ambientais, os projetos contemplados preveem ações práticas voltadas à integração entre ensino, serviço e comunidade. A proposta é contribuir para a formação de profissionais mais capacitados para lidar com os impactos da crise climática nos territórios e fortalecer a articulação entre instituições de ensino, redes de atenção à saúde e população. 

A seleção também priorizou regiões mais afetadas por eventos extremos, como secas prolongadas, enchentes, queimadas e outros desastres ambientais. Com isso, o programa busca ampliar a capacidade de resposta do SUS nos territórios mais vulneráveis, incentivando a produção de conhecimento, a inovação em saúde e o desenvolvimento de estratégias de adaptação frente aos desafios climáticos que já afetam a população brasileira. 

Carolina Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Com investimento superior a R$ 2 milhões, Ministério da Saúde inaugura três UBSI no Ceará

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Com o objetivo de ampliar o acesso à atenção primária e fortalecer o cuidado em saúde nos territórios indígenas do Ceará, o Ministério da Saúde inaugurou, na manhã desta quinta-feira (2), uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) do tipo III, na aldeia Jardim do Amor, localizada no município de Caucaia. A secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS), Lucinha Tremembé, participou do ato. Na sexta-feira (3), a pasta inaugura mais duas UBSI do tipo I, nas aldeias Telhas e Queimadas, ambas localizadas no município de Acaraú (CE).

As novas estruturas somam investimento federal de mais de R$ 2 milhões e devem beneficiar cerca de 2,5 mil indígenas de três etnias da região.

Para a secretária Lucinha Tremembé, as novas estruturas reforçam as entregas do Ministério da Saúde voltadas às comunidades indígenas do estado. “Mais do que novas estruturas, as UBSI reafirmam o compromisso do Governo do Brasil em oferecer cuidado integral e multidisciplinar, ampliar a assistência em saúde nos territórios indígenas de forma intercultural, respeitar os saberes tradicionais e garantir atendimento adequado às especificidades de cada povo. Agora, temos saúde e atenção primária ainda mais perto das aldeias”, explica.

Secretaria Lucinha Tremembé
Foto: Fábio Miranda/MS
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A UBSI inaugurada em Caucaia é do tipo III, possui 343 metros quadrados e mais de 20 ambientes, incluindo consultórios médicos, odontológicos e de enfermagem, além de salas de imunização e de procedimentos. Com aporte de R$ 1,6 milhão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo do Brasil, a UBSI vai beneficiar aproximadamente 2 mil indígenas.

Nessa unidade, a assistência será diária e multidisciplinar, além de contemplar todo o programa de atenção primária à saúde indígena. Os serviços serão prestados por 24 profissionais, entre agentes indígenas de saúde, agentes de saneamento, médicos, enfermeiros, dentistas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Os profissionais conhecem a realidade e as especificidades das comunidades a partir de um contato ativo nos territórios. Além disso, atuam com diálogo e respeito aos saberes tradicionais indígenas.

As unidades a serem inauguradas nas aldeias Telhas e Queimadas receberam investimento superior a R$ 225 mil, contam com dois consultórios e suporte de 17 profissionais, entre médicos, enfermeiros, nutricionistas e assistentes sociais. Os atendimentos serão realizados semanalmente ou conforme a necessidade das comunidades locais.

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Atenção especializada nas aldeias do Ceará

As novas UBSI fazem parte de uma série de entregas do Ministério da Saúde para as comunidades indígenas do Ceará. Desde o início de junho, por meio do programa Agora Tem Especialistas, as comunidades locais passaram a ter acesso a atendimentos em diversas especialidades, incluindo consultas, exames diagnósticos e tratamentos.

Somente nas últimas semanas foram realizados mais de 7 mil atendimentos, além de cerca de 200 cirurgias oftalmológicas. Além do Ceará, o programa também promove ações no Amapá, Pará e Pernambuco.

A expectativa é realizar, até o fim de julho, cerca de 13 mil atendimentos especializados, entre consultas e exames em oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia. Na área de oftalmologia, deverão ser ofertados aproximadamente 300 procedimentos cirúrgicos.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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