Saúde

Na contramão de decisões internacionais, o Brasil avança na oferta de vacinas para o público infantil

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O Ministério da Saúde enviou, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, a mensagem: “Hora de se vacinar! No Brasil, temos muitas vacinas para proteger as crianças! Comece o ano com a caderneta de vacinação do seu filho em dia”. A iniciativa reforça, em 2026, a importância da vacinação como política pública essencial de proteção à saúde. Esse cuidado com a população brasileira ocorre na contramão de outros países, que decidiram restringir a oferta de imunizantes como parte de sua política de humanização. 

A ação alcança 3,4 milhões de usuários do aplicativo, que conta com a Caderneta de Saúde da Criança, ferramenta que permite a pais e responsáveis acompanhar a vacinação e o desenvolvimento infantil pelo próprio celular.

O Brasil possui um dos calendários de vacinação infantil mais completos do mundo. Diferentemente de muitos países, o Sistema Único de Saúde (SUS) amplia, a cada ano, a oferta de vacinas para proteger crianças desde o nascimento até a adolescência. Atualmente, 16 vacinas são ofertadas gratuitamente na rede pública de saúde.

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O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido internacionalmente pela ampla cobertura, diversidade de imunizantes e caráter universal, garantindo proteção a milhões de crianças em todo o território nacional.

As vacinas protegem contra doenças como tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, rubéola, caxumba, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, covid-19 e HPV.

Vacinação para todas as idades

A oferta de vacinas no SUS é feita com base em estudos técnicos e científicos, com imunizantes para todas as idades. Somente na última Campanha Nacional de Multivacinação, mais de 7 milhões de doses foram aplicadas gratuitamente em crianças e adolescentes de até 15 anos.

Anualmente a oferta de vacinas chega a quase 300 milhões para todas as faixas etárias, resultado do reforço das ações de mobilização e da conscientização sobre a importância de se vacinar.  

Você sabia?  
Uma das incorporações mais recentes ao calendário foi a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes, com foco na proteção dos bebês contra a bronquiolite. O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A imunização garante proteção imediata aos recém-nascidos e contribui para a redução de internações.

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Confira as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação para todas as faixas etárias

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

No Brasil, 574 mil pessoas já usaram plataforma de autoexclusão de bets; 41% justificam impactos na saúde mental

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Mais de 574 mil pessoas já recorreram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. A página do Ministério da Fazenda permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil em uma única solicitação, ligada ao CPF da pessoa. Do total de cadastrados, 207 mil usuários (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão.

Para direcionar a busca por assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado. “Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos, além de fortalecer a oferta de acolhimento e atenção em saúde mental no SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Entre os demais motivos informados para a autoexclusão, 18% dos usuários afirmaram buscar prevenir o uso indevido de seus dados nas plataformas. Outros 14% optaram por não informar o motivo da exclusão, enquanto 13% disseram ter tomado a decisão de forma voluntária. Já as dificuldades financeiras foram apontadas por 12% das pessoas como principal razão para solicitar o bloqueio.

Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto. Durante o processo, os usuários podem definir por quanto tempo desejam permanecer fora das casas de apostas. Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Outros 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado.

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Pesquisa nacional de jogos, apostas e saúde mental

O Ministério da Saúde também investe na área de pesquisa para ampliar o conhecimento sobre os impactos das bets na saúde da população. Nesta terça-feira (26), foi assinado um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS.

O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.

RAPS: onde buscar ajuda

O cuidado em saúde mental ocorre de forma articulada na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que integra as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Pessoas que identificarem prejuízos relacionados às apostas podem buscar apoio nessas unidades, que funcionam em modelo de portas abertas e estão presentes em todas as regiões do país.

Canais como o Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS também estão disponíveis para orientar a população, ampliar o acesso ao acolhimento e fortalecer a continuidade do cuidado. Neste ano, o SUS passou a ofertar, de forma inédita, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado a casos relacionados a jogos e apostas, com investimento de R$ 2,5 milhões. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem capacidade para atender até 650 pacientes por mês.

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Autoteste do Jogo: saiba quais são os sinais de alerta

Outro mecanismo de cuidado com a saúde mental disponibilizado pelo Ministério da Saúde é o Autoteste do Jogo, ferramenta digital que auxilia as pessoas a refletirem sobre sua relação com jogos e apostas. O instrumento não faz o diagnóstico, mas apresenta perguntas simples que ajudam a reconhecer sinais de alerta, como irritação ou inquietação ao tentar reduzir ou interromper o jogo.

De acordo com a pontuação obtida, a pessoa recebe orientações claras sobre quando e onde buscar ajuda, como indicação de UBS e Centro de Atenção Psicossocial. Integrado às estratégias do SUS, o autoteste estimula a busca precoce por apoio e contribui para evitar o agravamento do sofrimento psíquico.

Acesse a plataforma de autoexclusão de sites de apostas e saiba como buscar apoio no SUS

Conheça o guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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