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Exportações de carne bovina batem recorde histórico no 1º semestre, enquanto mercado do boi gordo segue cauteloso no Brasil

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O mercado pecuário brasileiro inicia a segunda quinzena de julho dividido entre dois cenários distintos. No mercado externo, as exportações de carne bovina seguem em ritmo histórico e consolidam o Brasil como principal fornecedor global da proteína. Já no mercado interno, as negociações envolvendo o boi gordo permanecem lentas, refletindo o equilíbrio entre frigoríficos abastecidos e pecuaristas resistentes a novas reduções de preços.

Os embarques recordes garantem sustentação ao setor exportador, mas a indústria frigorífica continua atuando com cautela nas compras de animais terminados, mantendo escalas de abate confortáveis e pressionando pontualmente as cotações em algumas regiões.

Exportações de carne bovina registram o melhor primeiro semestre da história

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior volume de exportações de carne bovina já registrado para o período.

O desempenho foi sustentado pela elevada competitividade da carne brasileira no mercado internacional, pela ampla disponibilidade de animais para abate ao longo do semestre e pela demanda consistente dos principais países importadores.

A China permaneceu como principal destino da proteína brasileira, enquanto os Estados Unidos ampliaram significativamente suas compras, reforçando a diversificação dos mercados e reduzindo a dependência de um único comprador.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a expectativa é de continuidade dos embarques em níveis elevados durante o segundo semestre. Entretanto, o desempenho dependerá principalmente do comportamento da demanda chinesa, uma vez que a cota anual de importação de carne bovina brasileira, fixada em 1,106 milhão de toneladas, aproxima-se rapidamente do limite.

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Além disso, fatores como a disponibilidade de animais para abate no mercado interno e a evolução do câmbio continuarão sendo determinantes para a competitividade das exportações brasileiras nos próximos meses.

Mercado físico do boi gordo segue lento e com negociações pontuais

Enquanto o comércio internacional segue aquecido, o mercado físico do boi gordo apresenta ritmo moderado nas principais praças pecuárias do país.

Em São Paulo, referência nacional para a formação de preços, o mercado registrou poucas alterações. Segundo levantamento da Scot Consultoria, apenas a cotação da vaca sofreu ajuste negativo, com queda de R$ 5,00 por arroba, enquanto boi gordo e novilha permaneceram estáveis.

O ambiente de negociação continua marcado pela cautela. Frigoríficos mantêm postura firme nas compras, oferecendo valores mais baixos, enquanto muitos pecuaristas optam por reter os animais aguardando melhores oportunidades de comercialização.

Apesar da resistência dos vendedores, parte dos negócios continua sendo fechada dentro das referências propostas pela indústria, permitindo o preenchimento gradual das escalas de abate.

Escalas confortáveis limitam pressão compradora

As escalas de abate permanecem atendendo, em média, uma semana nas principais indústrias paulistas.

Esse cenário reduz a necessidade imediata de compras e explica a postura mais conservadora dos frigoríficos, que priorizam o equilíbrio entre oferta e demanda para evitar aumento dos estoques de carne.

Em algumas plantas frigoríficas, inclusive, houve redução das operações aos sábados como estratégia para adequar a produção ao atual ritmo de vendas no mercado doméstico.

Negócios acima da referência oficial continuam ocorrendo apenas de forma pontual, geralmente envolvendo grandes lotes ou frigoríficos com necessidade específica de reposição.

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Mato Grosso do Sul e Santa Catarina mantêm estabilidade

Nas demais regiões acompanhadas pela Scot Consultoria, o mercado apresentou comportamento mais equilibrado.

Em Mato Grosso do Sul, a menor oferta de animais prontos para abate compensou a demanda moderada da indústria, mantendo todas as categorias com preços estáveis durante a segunda semana de julho.

Nenhuma das principais praças pecuárias do estado registrou queda nas cotações ao longo do período.

Em Santa Catarina, o cenário também permaneceu estável, com escalas de abate próximas de sete dias e equilíbrio entre disponibilidade de animais e necessidade de compra dos frigoríficos.

Perspectivas para o mercado do boi gordo

O mercado segue acompanhando atentamente o comportamento das exportações brasileiras, que continuam sendo o principal fator de sustentação para o setor pecuário.

Caso os embarques permaneçam aquecidos e o consumo doméstico apresente recuperação na segunda metade do ano, especialistas avaliam que o mercado poderá ganhar maior firmeza nas negociações.

Por outro lado, a proximidade do limite da cota chinesa para importação de carne bovina brasileira, aliada ao comportamento do câmbio e à evolução da oferta de animais confinados, continuará influenciando diretamente a formação dos preços da arroba nos próximos meses.

No curto prazo, a expectativa é de manutenção de um mercado relativamente estável, com negociações pontuais, escalas confortáveis para a indústria e atenção redobrada dos pecuaristas aos movimentos da demanda internacional, que segue como principal vetor de sustentação da pecuária brasileira em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Terminal Integrador de Uberaba completa 10 anos e supera 57 milhões de toneladas movimentadas para exportação do agronegócio

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O Terminal Integrador de Uberaba (TIUB), da VLI, completa dez anos de operação consolidando-se como uma das principais estruturas logísticas do agronegócio brasileiro. Localizado no Triângulo Mineiro e integrado ao Corredor Sudeste da companhia, o terminal já movimentou mais de 57 milhões de toneladas de grãos e açúcar destinados ao mercado internacional, fortalecendo o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da Baixada Santista.

Desde o início das operações, o terminal tornou-se um dos principais elos da logística nacional para soja, milho, farelo de soja e açúcar, contribuindo para reduzir custos de transporte, aumentar a eficiência operacional e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor estratégico liga o Centro-Oeste ao Porto de Santos

O TIUB integra o Corredor Sudeste da VLI, que conecta as regiões produtoras à Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), permitindo que grandes volumes de cargas agrícolas sejam transportados de forma mais eficiente até os terminais portuários.

Construído em uma área superior a 5,4 mil metros quadrados, o complexo é atualmente o maior terminal da companhia e possui capacidade para movimentar anualmente 6,3 milhões de toneladas de grãos e 2,4 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a VLI, a estrutura foi concebida para concentrar a produção agrícola regional e realizar sua transferência para o modal ferroviário com elevado nível de produtividade.

Estrutura de alta capacidade acelera operações

Um dos diferenciais do Terminal Integrador de Uberaba é sua moderna pera ferroviária, equipada com duas linhas de carregamento simultâneas, permitindo a formação contínua de composições ferroviárias destinadas ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), além de outros terminais logísticos.

A infraestrutura inclui:

  • Cinco tombadores hidráulicos de alta capacidade para descarga de grãos;
  • Três moegas exclusivas para recebimento de açúcar;
  • Dois armazéns com capacidade para armazenar até 120 mil toneladas de grãos e 90 mil toneladas de açúcar;
  • Um silo para 8 mil toneladas de grãos;
  • Laboratório para classificação dos produtos;
  • Cinco balanças rodoviárias;
  • Quatorze balanças ferroviárias para grãos e outras quatorze destinadas ao açúcar.
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Para o diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, Marcelo Cardoso, o terminal representa um dos principais ativos logísticos da companhia.

Segundo ele, o TIUB demonstra a eficiência do modelo multimodal da empresa, integrando ferrovias, terminais e operações portuárias para oferecer maior competitividade ao agronegócio brasileiro.

Tecnologia e automação elevam eficiência logística

Ao longo da última década, o terminal incorporou soluções de automação e inteligência artificial que transformaram a gestão operacional.

Todo o fluxo logístico é monitorado por sistemas digitais, desde o agendamento eletrônico das cargas pelo aplicativo Trato, passando pela identificação automática dos veículos na portaria, até os processos robotizados de amostragem e classificação dos produtos destinados à exportação.

Outro destaque é o chamado Armazém Inteligente, tecnologia desenvolvida pela própria VLI baseada nos conceitos da Indústria 4.0.

O sistema utiliza um braço robótico equipado com sensores e inteligência artificial para analisar, em tempo real, características como densidade, distribuição e estabilidade das pilhas de grãos armazenadas.

Com isso, é possível otimizar o uso da capacidade dos armazéns, reduzir perdas, evitar contaminação entre diferentes produtos e diminuir o consumo de energia durante as operações.

Inovação também reforça a segurança operacional

Além dos avanços tecnológicos voltados à produtividade, o Terminal Integrador de Uberaba tornou-se referência na implantação de sistemas de segurança para as equipes operacionais.

Entre as inovações está o sistema de intertravamento de locomotivas, que impede fisicamente a movimentação dos trens durante as atividades de abertura e fechamento das escotilhas dos vagões.

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Segundo a gerente de Operações do TIUB, Andiara Brasileiro, a tecnologia elimina riscos decorrentes de falhas de comunicação entre maquinistas e operadores, elevando o padrão de segurança das operações ferroviárias.

Transporte ferroviário reduz emissões e retira centenas de caminhões das rodovias

Além dos ganhos operacionais, a utilização do transporte ferroviário proporciona importantes benefícios ambientais.

Cada composição ferroviária expedida pelo terminal, formada por cerca de 80 vagões, transporta volume equivalente ao de aproximadamente 135 caminhões bitrem.

Durante os períodos de maior movimentação da safra, o TIUB embarca, em média, quatro trens por dia, tendo registrado o recorde de sete composições expedidas em apenas 24 horas.

Na prática, isso representa a retirada de mais de 500 caminhões das rodovias brasileiras diariamente, reduzindo congestionamentos, acidentes, consumo de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa.

Logística eficiente fortalece competitividade do agronegócio

Ao completar uma década de operação, o Terminal Integrador de Uberaba consolida sua importância para a logística do agronegócio nacional.

A combinação entre infraestrutura de alta capacidade, automação, inteligência artificial, integração ferroviária e foco em sustentabilidade transforma o complexo em uma das principais plataformas de escoamento da produção agrícola brasileira.

Com investimentos contínuos em inovação e eficiência operacional, o terminal reforça o papel estratégico da logística para ampliar a competitividade das exportações de soja, milho, farelo e açúcar, contribuindo para que o Brasil mantenha sua posição entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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