Saúde

Ministério da Saúde participa de reunião regional sobre inteligência epidêmica nas Américas

Publicado

O Ministério da Saúde (MS) participou, na quarta (5) e quinta-feira (6) da 3ª Reunião Regional sobre Inteligência Epidêmica para as Américas, realizada em Salvador (BA). Organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o encontro reuniu responsáveis nacionais pela vigilância e inteligência epidêmica, representantes dos Ministérios da Saúde de diversos países envolvidos no alerta precoce e na resposta a emergências de saúde pública, além de equipes técnicas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A reunião teve como objetivo monitorar o progresso dos países das Américas na implementação do Plano de Ação da Estratégia sobre Inteligência Epidêmica para fortalecer o alerta precoce de emergências de saúde 2024–2029 (Resolução CD61.R10). Também se concretizou como uma oportunidade de consolidar aprendizados, identificar necessidades e orientar ajustes para o período restante de implementação da estratégia.

Segundo o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do MS, Edenilo Barreira, o Brasil tem um papel relevante no fortalecimento da inteligência epidêmica na Região das Américas. “Neste encontro compartilhamos experiências nacionais e conhecimentos técnicos, participando das discussões sobre o aprimoramento das capacidades regionais de vigilância, alerta precoce e resposta às emergências de saúde pública. A troca entre os países é fundamental para avançarmos na construção de estratégias mais integradas e efetivas de inteligência epidêmica”, explicou.

Para o diretor do Departamento de Ações Estratégicas em Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Guilherme Werneck, as discussões avançaram coletivamente na implementação da estratégia e do plano de ação regional. “O intercâmbio de experiências entre os países da Região reafirmou que a inteligência epidêmica é, de fato, a base para a detecção oportuna de emergências em saúde pública, como as lições da pandemia de covid-19 nos ensinaram. O Brasil sai desta reunião com o compromisso renovado de dar continuidade ao processo de construção de um Plano Nacional de Inteligência Epidêmica e fortalecer, junto aos demais países, uma rede de vigilância cada vez mais preparada”, ressaltou.

Leia mais:  Equipe do Ministério da Saúde faz visitas técnicas a unidades que oferecem atendimento oftalmológico pelo SUS na Paraíba

Linhas estratégicas de inteligência

A programação de dois dias foi organizada em torno das quatro linhas da Estratégia de Inteligência Epidêmica: Governança e Coordenação, Capacidade Técnica, Integração e Interoperabilidade de Sistemas, e Colaboração e Intercâmbio de Informações. A metodologia combinou apresentações sobre avanços nacionais, análise do progresso regional, discussões em grupos de trabalho, intercâmbio de experiências entre os países e sessões técnicas voltadas à implementação de ferramentas.

As discussões foram centradas na identificação de prioridades de ajuste, na consolidação de aprendizados e na definição de próximos passos para o período de 2026 a 2029. Entre os temas da programação estiveram o lançamento do Curso Básico em Inteligência Epidêmica no campus virtual da OPAS, a integração e interoperabilidade de sistemas, a colaboração e o intercâmbio de informações relacionados ao Regulamento Sanitário Internacional, além da apresentação de uma plataforma regional para coordenar o apoio ao fortalecimento das capacidades em inteligência epidêmica.

Fortalecimento do alerta precoce

A inteligência epidêmica ganhou ainda mais relevância diante das emergências de saúde pública registradas nas últimas décadas, especialmente a pandemia de covid-19, que evidenciou a necessidade de fortalecer sistemas de alerta precoce capazes de detectar, verificar, analisar e avaliar oportunamente eventos de saúde pública. A OPAS reforça, em seus documentos, que a detecção tardia ou a não identificação de ameaças emergentes pode produzir impactos significativos sobre a saúde da população e sobre os setores social e econômico.

Leia mais:  Ministério da Saúde diploma 4.929 agentes comunitários e de combate às endemias no Maranhão

A reunião na capital baiana integra um ciclo de encontros regionais voltados ao desenvolvimento de capacidades. A primeira sessão ocorreu em dezembro de 2023 e permitiu revisar conceitos, metodologias e prioridades. Em julho de 2025, a segunda edição teve como principal objetivo apoiar o desenvolvimento do Plano de Ação Regional para a implementação da Estratégia. A terceira reunião, por sua vez, teve como foco acompanhar a implementação dos planos de ação nacionais e identificar avanços, desafios e oportunidades de melhoria.

No encerramento das atividades, foram discutidas oportunidades de sinergia e colaboração regionais. Entre os resultados esperados estão uma visão compartilhada sobre o estágio de implementação regional, a identificação de áreas prioritárias de fortalecimento e a formulação de recomendações para ampliar a efetividade e a sustentabilidade do ciclo sistemático de coleta, análise e interpretação de dados.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

publicidade

Saúde

Novas UBSs vão ampliar atendimento à população de Divinópolis, Monte Alegre e Cavalcante, em Goiás

Publicado

O Ministério da Saúde acompanhou, nesta sexta-feira (9), as obras de quatro novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em Divinópolis de Goiás, Monte Alegre de Goiás e Cavalcante, no nordeste goiano. As construções recebem investimento de R$ 8,6 milhões do Novo PAC Saúde e vão reforçar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. As vistorias foram realizadas pelo diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior.

A primeira agenda ocorreu em Divinópolis de Goiás, onde o representante do Ministério da Saúde vistoriou a construção de uma unidade que recebe R$ 1,9 milhão em investimentos e vai oferecer estrutura para consultas médicas e de enfermagem, vacinação, acompanhamento de gestantes, crianças e pacientes com doenças crônicas, além de outros serviços essenciais da atenção primária.

Em Monte Alegre de Goiás, Nilton Pereira Júnior acompanhou o andamento das obras de outra UBS, que tem o mesmo valor investido. Quando estiver em funcionamento, a unidade vai fortalecer o atendimento perto de casa, permitindo que a população tenha acompanhamento contínuo de saúde e encaminhamento para exames e consultas especializadas quando necessário.

Leia mais:  Saiba como se proteger de altas temperaturas e da baixa umidade do ar no país

A programação foi encerrada em Cavalcante, onde duas novas UBS estão sendo construídas com recursos do Novo PAC Saúde, que somam R$ 4,8 milhões. As estruturas vão reforçar a rede municipal com melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde, além de mais conforto aos pacientes.

“São unidades que, quando entregues, terão um impacto significativo na ampliação do acesso da população goiana ao SUS aqui no nordeste do estado, desde a atenção primária até os serviços especializados”, ressaltou Nilton.

Cavalcante GO Imagens- Gustavo Gloria-MS (1).jpg
Foto: Gustavo Gloria/MS

As Unidades Básicas de Saúde são a principal porta de entrada do SUS e desempenham papel fundamental na prevenção de doenças, no diagnóstico precoce e no acompanhamento da população. O fortalecimento dessas estruturas também contribui para organizar o encaminhamento dos pacientes que necessitam de atendimento especializado, evitando agravamentos que podem ser prevenidos ou tratados ainda na atenção primária.

Investimentos em Goiás

Em todo o estado, o Novo PAC Saúde prevê 1.195 entregas, com aproximadamente R$ 1,1 bilhão em investimentos. Entre os empreendimentos estão 109 novas UBS, seis policlínicas e três maternidades, além da retomada de obras e da aquisição de equipamentos para fortalecer os serviços do SUS.

Leia mais:  Equipe do Ministério da Saúde faz visitas técnicas a unidades que oferecem atendimento oftalmológico pelo SUS na Paraíba

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

Mais Lidas da Semana