Saúde

Secretarias Municipais de Saúde devem formalizar recebimento de equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde

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Combos com 17 ou 18 equipamentos de saúde têm chegado a Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelo Brasil, destinados ao cuidado das condições de maior prevalência na população. Para oficializar o recebimento desses itens, é necessário que as secretárias e os secretários municipais de saúde formalizem o processo por meio da assinatura de um termo de doação. Essa etapa é essencial para o uso seguro dos equipamentos, a gestão patrimonial do item e o registro no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).

Entre os itens distribuídos estão o retinógrafo portátil, que permite fazer exames oftalmológicos na UBS e em atendimento domiciliar, e o desfibrilador externo automático (DEA), para situações emergenciais de reversão de parada cardíaca. “Com a formalização da doação, os bens são transferidos à Secretaria Municipal de Saúde e podem, na prática, apoiar os profissionais de saúde a efetivar o cuidado ofertado para as pessoas nos territórios”, explica a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.

A formalização do recebimento dos equipamentos deve ser iniciada assim que o primeiro item do combo for recebido. Confira o passo a passo:

1. Aceite de recebimento

Para o aceite dos equipamentos, a Secretaria de Saúde deve acessar o Sistema de Logística da AgSUS (Sisloga), conforme demonstrado em vídeo orientativo. Um termo de entrega será gerado ao final do preenchimento com as informações dos equipamentos recebidos. O documento poderá ser salvo em pdf e funciona como um comprovante.

2. Cadastro de usuário externo

O segundo passo é cadastrar a secretária ou o secretário municipal de saúde no Sistema Eletrônico de Informação do Ministério da Saúde (SEI/MS), como usuário externo. O endereço da página é sei.saude.gov.br/externo, onde basta acessar o “Clique aqui para se cadastrar”. 

O cadastro deve ser feito pela(o) secretária(o) municipal de saúde e não pela(o) prefeita(o). O processo de formalização da doação deve ser iniciado assim que a Secretaria de Saúde receber ao menos um equipamento do combo.

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3. Solicitação de documentos

Depois do cadastro, o titular da pasta deve encaminhar para o e-mail [email protected] os seguintes documentos:

  • Documento de identidade oficial com foto, no qual conste o CPF;
  • Comprovante de residência emitido nos últimos três meses;
  • Ato de nomeação para o cargo de secretária(o) municipal de saúde, publicado no Diário Oficial do município.

Os documentos devem ser enviados pelo mesmo e-mail que a gestora ou o gestor fez o cadastro no SEI. Ainda que a secretária ou o secretário municipal de Saúde já tenha cadastro no SEI/MS como usuário externo, é necessário enviar os documentos listados nessa etapa.

4. Assinatura do termo de doação

Pelo mesmo endereço de e-mail do cadastro no SEI, a secretária ou o secretário municipal será informada(o) para acessar a página do Sistema Eletrônico de Informação do Ministério da Saúde e realizar a conferência e a assinatura eletrônica do termo de doação.

O Ministério da Saúde anexará cada aceite de recebimento do Sisloga ao processo no sistema, até a conclusão de entrega de todos os equipamentos, independentemente da quantidade de combos recebidos. Dessa forma, a gestora ou o gestor municipal vai assinar o termo de doação uma única vez, o que permitirá que os equipamentos recebidos e formalizados sejam colocados em uso no território.

5. Publicação do Extrato de Doação

Após a Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério da Saúde assinarem o termo de doação, o extrato de doação será publicado no Diário Oficial da União. Dessa maneira, o processo é formalizado e, a partir de então, é permitida a incorporação dos bens ao patrimônio municipal.

Os equipamentos devem ser registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) da UBS indicada no momento da adesão, a mesma unidade que consta no InvestSUS.

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Em caso de dúvidas, gestoras(es) e profissionais de saúde podem acessar o link com perguntas frequentes (FAQ) sobre o assunto ou entrar em contato com a equipe do Ministério da Saúde por meio do número institucional para tratar exclusivamente sobre o termo de doação, no WhatsApp: (61) 3315-9040.

Além disso, na próxima quinta-feira (3), às 14h, haverá um webinário sobre o passo a passo para assinatura do termo de doação.

Alerta importante: não caia em golpes! A Secretaria Municipal de Saúde não deve pagar nenhum boleto no ato de recebimento dos equipamentos. O termo formaliza o processo de doação por parte do Ministério da Saúde para as secretarias locais.

Sobre os combos de equipamentos

Cada combo é composto por 17 equipamentos, que são entregues separadamente e de forma escalonada, em três etapas diferentes. Os municípios que contam com o Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade ou têm UBS Fluviais receberão um equipamento a mais: o ultrassom portátil de bolso.

Os itens são entregues nas Secretarias Municipais de Saúde, exceto a câmara fria, que vai até a UBS indicada. 

Confira a lista dos equipamentos:

  • Câmara fria exclusiva para vacinas;
  • Retinógrafo portátil;
  • Espirômetro digital;
  • Dermatoscópio;
  • Eletrocardiógrafo digital;
  • Eletrocautério (bisturi elétrico);
  • Desfibrilador externo automático (DEA);
  • Doppler vascular portátil;
  • Laser terapêutico de baixa potência;
  • Ultrassom terapêutico;
  • Balança portátil digital;
  • TENS e FES;
  • Dinamômetro digital;
  • Cadeira de rodas;
  • Fotóforo clínico;
  • Tábua de propriocepção;
  • Otoscópio.

Tire suas dúvidas nas perguntas frequentes (FAQ)

Assista ao vídeo orientativo sobre o passo a passo de formalização do recebimento dos equipamentos

 Participe do webinário nesta quinta-feira (3) e saiba como assinar o termo de doação

 Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para o período 2026-2028

Publicado

O Ministério da Saúde publicou o novo Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028, documento que orienta a abertura, a sustentação, o monitoramento, o uso e o reuso das bases de dados da pasta pelos próximos dois anos. O plano estabelece medidas para ampliar o acesso da sociedade a informações públicas em saúde e prevê a abertura de 109 bases de dados até agosto de 2028.

Do total previsto no cronograma, 46 bases, o equivalente a 42%, têm abertura programada ainda para o segundo semestre de 2026. Outras 19 estão previstas para o primeiro semestre de 2027; 26, para o segundo semestre do mesmo ano; uma, para o primeiro semestre de 2028; e 17, para o segundo semestre de 2028.

O PDA tem como objetivo promover a abertura de dados com base nos princípios da publicidade, transparência e eficiência, além de melhorar a qualidade das informações disponibilizadas e ampliar o suporte à tomada de decisão e ao controle social. Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento da transparência ativa, a melhoria da gestão da informação e o estímulo ao desenvolvimento de aplicações pela sociedade a partir dos dados públicos.

Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva, o plano também contribui para tornar as informações produzidas pelo Ministério mais acessíveis e úteis. “O Plano de Dados Abertos organiza, de forma transparente, quais bases serão disponibilizadas ao longo dos próximos dois anos e como esse processo será acompanhado. A proposta é ampliar o acesso a informações públicas em saúde, qualificar os dados disponibilizados e facilitar seu uso por gestores, pesquisadores e pela sociedade”, afirma.

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Participação social

A construção do novo plano incluiu uma consulta pública realizada entre 17 e 31 de julho de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo. Ao todo, 123 bases de dados, distribuídas em sete temas e 13 blocos de votação, foram apresentadas para que a população indicasse aquelas consideradas prioritárias para abertura.

A consulta recebeu 974 votos em 123 bases, sendo que algumas foram abertas antes da publicação do PDA. Assim, 109 bases, que somaram 792 votos, foram incorporadas à matriz utilizada para definir a prioridade de abertura, juntamente com outros critérios técnicos.

Outra etapa foi a atualização do inventário de dados do Ministério da Saúde. O levantamento contou com a participação de 89 profissionais e identificou 360 bases de dados no ciclo 2026–2028. No plano anterior, referente a 2024–2026, eram 229, o que representa um acréscimo de 131 bases catalogadas.

Nova plataforma

Uma das mudanças do ciclo 2026–2028 foi a adoção, pela primeira vez, de uma plataforma própria para a elaboração do PDA. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as etapas de inventário, priorização e definição do cronograma de abertura. Antes, o processo era realizado por meio de planilhas, documentos e correio eletrônico, com consolidação manual.

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A plataforma também permite registrar alterações com identificação de autor, data e justificativa, além de acompanhar o preenchimento pelas áreas e calcular a priorização das bases a partir dos critérios estabelecidos para o plano. O modelo amplia a rastreabilidade do processo de elaboração. 

Dados Abertos do SUS

A execução e o monitoramento do PDA são coordenados pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).

Até julho de 2026, o Portal de Dados Abertos do SUS disponibilizava 124 conjuntos de dados e 2.651 arquivos estruturados, com registro de 120.872 downloads no Portal Brasileiro de Dados Abertos.

A partir da publicação do novo plano, o Ministério da Saúde fará o acompanhamento contínuo do cronograma. Também estão previstas ações de qualificação, divulgação das bases publicadas, incentivo ao uso e reuso dos dados e a publicação de relatório de monitoramento após um ano de execução.

Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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