Educação

PND: educação brasileira teve mais de 10 mil professores selecionados após a última edição

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A Prova Nacional Docente (PND) tem sido utilizada como subsídio em processos seletivos e concursos públicos realizados por estados e municípios em todo o país. Em 2025, mais de 10 mil professores foram selecionados em editais que utilizam a nota do exame. Iniciativa do Ministério da Educação (MEC), realizada por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a PND integra o eixo de Valorização do programa Mais Professores. 

A prova é voltada a estudantes concluintes, graduados em licenciatura e profissionais da educação que tenham interesse em utilizar o resultado da prova em processos seletivos das redes de ensino que optarem por adotar a nota da avaliação em seus processos de seleção. Cerca de 220 mil candidatos que participaram do exame se inscreveram em editais das redes de ensino no ano passado, o que representa um terço do total de participantes. 

A PND utiliza a mesma avaliação teórica do Enade das Licenciaturas. No último domingo, 20 de setembro, foi realizada a PND 2026. A prova foi aplicada em 806 cidades de todo o país e contou com mais de 625,9 mil inscritos. Vale ressaltar que os professores devem ficar atentos aos processos seletivos estaduais e municipais que utilizam a PND para que possam se inscrever. 

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O conteúdo da prova se baseia nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial de professores da educação básica, além das normas e legislações aplicáveis às áreas avaliadas. A prova é composta por uma parte de formação geral docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva de formação geral, além de 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida.  

Adesão – Em todo o país, a PND já teve a adesão de 2.031 entes federativos. Entre eles estão 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, o número de redes que manifestaram interesse em usar os resultados da prova em seus processos de seleção registrou crescimento superior a 30%. Os entes têm autonomia para realizar a adesão, divulgada pela Portaria nº 527, de 18 de junho de 2026 em uma lista com todos os entes que aderiram.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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