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UFMT abre debate sobre conflitos ligados à expansão do agronegócio

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) inicia nesta segunda-feira (28), em Cuiabá, a segunda edição do projeto de extensão “Expansão do Agronegócio e Conflitos Socioambientais”. A programação prossegue até quinta-feira (1º) com debates, apresentações de pesquisas e lançamentos de publicações.

O encontro será realizado no Instituto de Geografia, História e Documentação (IGHD) e reunirá pesquisadores, estudantes, representantes de povos indígenas, movimentos sociais, instituições públicas e organizações da sociedade civil.

Segundo a programação, os debates abordarão os efeitos sociais, ambientais e territoriais associados ao avanço das atividades agropecuárias em Mato Grosso. Entre os temas previstos estão saúde do trabalhador, uso de defensivos agrícolas, disputas territoriais, direitos de comunidades tradicionais, agroecologia e bioeconomia.

A abertura será às 19h desta segunda-feira, no auditório do IGHD. Depois de uma apresentação artística, a primeira mesa discutirá os diferentes discursos construídos em torno do agronegócio e terá a participação de pesquisadores ligados à UFMT e a outras instituições de ensino.

Na terça-feira (29), o encontro discutirá as possíveis relações entre a expansão das atividades agropecuárias e os efeitos sobre a saúde. Na quarta-feira (30), o debate será dedicado à bioeconomia e à agroecologia. O encerramento das mesas ocorrerá na quinta-feira, com uma discussão sobre conflitos socioambientais e povos indígenas.

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Além dos painéis, estudantes apresentarão pesquisas entre 13h30 e 18h no Bloco Didático do IGHD e do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS). Os trabalhos estão divididos em três eixos: impactos psicossociais, formas de resistência aos conflitos socioambientais e efeitos dos defensivos agrícolas sobre a saúde e o meio ambiente.

A programação inclui o lançamento de livros e relatórios relacionados a direitos territoriais e povos indígenas. Entre as obras previstas estão “Direito ao espaço memorial Bóe-Bororo” e “Refúgios: Demarcação de terras de povos indígenas isolados no Brasil”.

Na quinta-feira, às 19h, está previsto o lançamento do “Relatório de Violência contra os Povos Indígenas 2025”, produzido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

O projeto é promovido pelo IGHD em parceria com grupos e núcleos de pesquisa da UFMT e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Também participam pesquisadores de outras universidades, organizações indígenas, movimentos sociais e instituições voltadas aos direitos humanos.

O evento começa nesta segunda-feira, às 19h, no auditório do Instituto de Geografia, História e Documentação da UFMT, no câmpus de Cuiabá. As atividades seguem até 1º de outubro.

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Fonte: Pensar Agro

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GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.

A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.

O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.

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Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.

ESTRATÉGIAS E AÇÕES

Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.

Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.

Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

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Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

GT DO EL NIÑO

O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.

O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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