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Abate de frango no Brasil bate recorde em maio mesmo após primeiro caso de gripe aviária

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Recorde histórico de abate

Dados divulgados pelo IBGE em 10 de junho mostram que, em maio, o Brasil abateu 575,9 milhões de frangos, registrando o maior volume mensal desde o início da série histórica do instituto, em 1997. O resultado acontece no mesmo mês em que foi confirmado o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no país.

Impacto do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade

A detecção do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), confirmada em 15 de maio, provocou a suspensão imediata das importações de carne de frango por importantes parceiros comerciais do Brasil, gerando atenção sobre os efeitos da doença no mercado interno e externo.

Reações do mercado e estratégias da indústria

Pesquisadores do Cepea destacam que a alta no abate em maio pode ter sido apenas uma coincidência, resultado de uma programação já definida pela indústria nos meses anteriores. No entanto, alguns agentes de mercado apontam que a indústria, confiando em uma rápida reversão da situação, pode ter aproveitado para reforçar estoques de frango.

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Perspectivas para o setor

O episódio ressalta a sensibilidade do mercado brasileiro de frango frente a surtos sanitários e reforça a importância do monitoramento contínuo das granjas, além de estratégias para minimizar impactos em exportações e estoques.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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