Educação

Aberta adesão ao módulo Gestão Presente na Escola do MEC

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O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira, 15 de junho, um novo período de adesão ao módulo Gestão Presente na Escola (GPE), da plataforma MEC Gestão Presente. Os municípios interessados podem aderir gratuitamente e de forma voluntária até o dia 30 de junho, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).  

Para aderir ao GPE, o município deve ter realizado previamente a adesão ao MEC Gestão Presente. Os entes que ainda não concluíram essa etapa podem aderir ao Sistema Gestão Presente (SGP) a qualquer momento, também pelo Simec.  

O GPE é uma ferramenta de gestão escolar desenvolvida com o objetivo de automatizar e otimizar os processos administrativos e pedagógicos das escolas públicas brasileiras. O módulo reúne funcionalidades como matrícula, enturmação, diário de classe, entre outras.  

A solução foi desenvolvida especialmente para apoiar municípios de pequeno e médio porte que não dispõem de sistema próprio de gestão escolar ou que desejam utilizar uma alternativa gratuita disponibilizada pelo MEC. 

Assim, após a adesão ao GPE, os municípios passam a enviar dados somente por meio da própria ferramenta, substituindo o envio dessas informações pelo SGP.  

Para redes que já contam com sistemas próprios capazes de atender às suas necessidades de gestão escolar, a adesão ao GPE pode não ser necessária. Nesses casos em que não há necessidade de utilização do GPE, o envio dos dados educacionais ao MEC Gestão Presente continua sendo realizado por meio do SGP.  

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Cronograma de acesso ao GPE – O cronograma de disponibilização do acesso ao GPE observará a situação de adesão de cada município à plataforma MEC Gestão Presente:   

  • Municípios que ainda não aderiram nem ao SGP nem ao GPE: o acesso ao GPE será disponibilizado a partir de julho de 2026, após a conclusão das etapas de adesão.  
  • Municípios que já possuem adesão ativa ao SGP e optarem por aderir ao GPE neste período: o envio de dados por meio do SGP deverá ser mantido até o dia 7 de agosto de 2026. Após essa data, o envio das informações passará a ser realizado exclusivamente pelo GPE. Nesses casos, o acesso ao módulo será disponibilizado a partir de agosto de 2026.  

Suporte e formação – Os municípios que aderirem ao GPE poderão ser incluídos em canais de comunicação e acompanhamento direto via grupos organizados pelo MEC, o que garantirá suporte contínuo às equipes envolvidas na implementação do sistema. Para apoiar a formação das equipes, o MEC disponibiliza cursos no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVAMEC), organizados em trilhas específicas para os diferentes perfis de usuários:  

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Novos conteúdos e formações são incorporados regularmente, garantindo que os usuários estejam sempre atualizados sobre funcionalidades, melhorias e boas práticas de uso.  

MEC Gestão Presente – A plataforma MEC Gestão Presente é uma iniciativa do governo federal que visa modernizar a gestão educacional nas redes públicas de ensino, de modo a apoiar as secretarias de educação e as escolas de todo o país. Ela parte da premissa de que o uso da tecnologia é estratégico para que gestores acessem informações mais precisas, facilitando o planejamento e a execução de políticas educacionais baseadas em evidências. A plataforma promove a adoção de instrumentos de governo digital em todos os níveis da gestão educacional — federal, estadual, distrital e municipal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Realizar o sonho de aprender a ler e escrever não tem idade

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Na Bahia, durante boa parte de sua vida, Elias dos Santos carregou um desejo que foi adiado devido às circunstâncias: voltar à escola. Aos 78 anos, já aposentado, decidiu transformar esse sonho em realidade e retomou seus estudos por meio da educação de jovens e adultos (EJA). Seu objetivo era aprender a ler e escrever.

A história de Elias ganhou repercussão em todo o Brasil quando um vídeo de seu filho, o professor Pertiano dos Santos, emocionar milhares de pessoas nas redes sociais. Durante uma comemoração surpresa de aniversário dentro da sala de aula, em Salvador (BA), o filho falou do orgulho de ver seu pai realizar um sonho que havia atravessado décadas.

Desde muito jovem, Elias precisou conciliar estudo com a rotina intensa de trabalho no campo, além de enfrentar um longo deslocamento diário de transporte público. Até que um dia o cansaço venceu. “De onde eu morava, era uma hora e meia de ônibus. Aí eu perdia muito tempo dentro do ônibus dormindo, muito cansado. Aí eu maneirei, não deu para estudar não”, recordou. 

A interrupção dos estudos, porém, não apagou a vontade de aprender. Elias conta que o desejo de voltar à escola reaparecia sempre que percebia as dificuldades para ler ou escrever algo. Aos poucos, ele começou a exercitar a leitura por conta própria. Depois de conseguir um novo par de óculos, passou a ler a Bíblia e percebeu que era hora de retornar definitivamente aos estudos. 

Um novo começo na EJA – A entrada de Elias em uma turma da EJA trouxe mudanças que ultrapassaram a aprendizagem. Na escola, encontrou convivência, rotina e um novo espaço de participação.

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A dedicação dele logo chamou a atenção de professores e colegas, sobretudo ao perceberem que Elias sempre chegava cerca de meia hora antes de a aula começar. Com o tempo, sua pontualidade passou a influenciar também outros estudantes, que passaram a chegar mais cedo. 

Para os educadores, receber estudantes com uma trajetória como a de Elias, que já foi tirador de leite, vaqueiro, tropeiro e trabalhador da roça, reforça o sentido da EJA. 

A professora Eliúde da Silva admira o desejo de aprendizagem, a força de vontade, a alegria e a disposição de Elias. “Ele não apenas aprende, mas também contribui com os demais estudantes e com os próprios docentes”, explicou.

Para Elias, o retorno à escola também trouxe uma percepção renovada de independência. Hoje, ele realiza atividades escolares em casa e comemora cada avanço na compreensão de textos.

Atualmente, amigos e conhecidos são incentivados por ele regularmente para retomarem seus estudos. Em conversas com pessoas da comunidade e até de outras localidades, insiste para que elas voltem à sala de aula. “Estudar é bom, você se diverte, você se move lá na escola, aprende a escrever seu nome”, contou.

O estudante que voltou à escola para superar as próprias dificuldades tornou-se um exemplo para outros adultos que ainda desejam aprender.

Para Pertiano, a decisão do pai revela a força de alguém que enfrentou uma vida de trabalho sem abandonar completamente aquilo que desejava realizar. Ao olhar para o pai, diz enxergar coragem, audácia e uma grande alegria de viver.

“Meu pai é um homem de 78 anos que, recentemente, depois de aposentado, decidiu estudar. Eu acho que isso reflete uma história de um homem forte, que não deixou que as dificuldades da vida o impedissem de realizar os seus sonhos”, afirmou.

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Há uma dimensão familiar que ajuda a explicar essa relação com o conhecimento. Elias lembra de um ensinamento que recebeu do próprio pai: “o meu pai me dizia para eu estudar, porque o estudo era uma coisa que ninguém tirava da gente”, lembrou. 

Décadas depois, essa frase ganhou um novo sentido: Elias voltou à escola. Sua trajetória mostra que o direito à educação não termina com a juventude. 

Números – De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo da série histórica: 4,9% entre a população com 15 anos ou mais. Em 2024, o índice era de 5,3%. Essa faixa etária integra o público atendido pelas políticas de educação de jovens e adultos nos estados.

CadEJA – O Ministério da Educação (MEC) desenvolve uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para registrar o interesse em cursar a EJA e auxiliar o planejamento da oferta de vagas.

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula. A iniciativa envolve quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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