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ABIEC celebra redução de tarifas dos EUA sobre carne bovina brasileira e vê avanço nas relações comerciais

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) classificou como “muito positiva” a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira. Segundo a entidade, a medida representa um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois países e demonstra confiança no diálogo técnico construído ao longo dos últimos anos.

A ABIEC destaca que a redução tarifária reconhece a importância da carne bovina produzida no Brasil, conhecida pela qualidade, regularidade e contribuição para a segurança alimentar global. Além disso, a medida traz previsibilidade ao setor exportador, fator essencial para o bom funcionamento do comércio internacional e para o planejamento das empresas brasileiras.

EUA mantêm papel estratégico nas exportações de carne bovina do Brasil

Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne bovina brasileira, com participação expressiva no volume e no valor das exportações do país. A decisão norte-americana, segundo a associação, fortalece essa parceria comercial e cria condições para uma retomada mais estável e equilibrada das vendas nos próximos meses.

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Com a redução das tarifas, as indústrias exportadoras esperam ganhos de competitividade, principalmente em cortes de maior valor agregado, ampliando a presença do produto brasileiro no mercado americano — um dos mais exigentes e valiosos do mundo.

Setor reforça compromisso com qualidade e sustentabilidade

A ABIEC reafirmou que o setor continuará trabalhando em cooperação com as autoridades brasileiras e americanas, tanto na área sanitária quanto nas questões comerciais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de exportação e consolidar o Brasil como um parceiro confiável e competitivo no cenário global.

A entidade também reforçou o compromisso das indústrias associadas com práticas sustentáveis, rastreabilidade e segurança alimentar, pilares que sustentam a reputação da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor

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O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.

O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.

A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.

O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.

Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.

A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.

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Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.

Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.

Fonte: Pensar Agro

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