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Acadêmicos da Unic vivenciam rotina do TJMT em visita guiada pelo Programa Nosso Judiciário

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Ver de perto uma sessão de julgamento, ouvir uma sustentação oral e caminhar pelos corredores de uma instituição onde são tomadas decisões que impactam a sociedade. Essa foi a experiência vivida pelos acadêmicos dos 7º, 8º e 9º semestres do curso de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic), campus Beira Rio. Eles participaram, na tarde desta terça-feira (07), de uma visita guiada à sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Programa Nosso Judiciário.

A visita proporcionou aos estudantes uma imersão na rotina do Judiciário estadual, conhecendo o funcionamento prático das instâncias que são estudadas em salas de aula. Eles acompanharam uma sessão de julgamento, conheceram diversos setores do Tribunal e encerraram o tour no Espaço Memória, onde estão preservados registros históricos do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Cuiabá, acompanhou a visita e destacou a importância do projeto na formação dos futuros profissionais do Direito. “Esse projeto é encantador. Os alunos têm a oportunidade de conhecer o Tribunal, ouvir a fala de magistrados e servidores, assistir a uma sustentação oral e ver o funcionamento de uma sessão de julgamento. É uma experiência muito motivadora, que permite vivenciar na prática o que aprendem na teoria”, ressaltou.

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A magistrada deixou uma mensagem aos acadêmicos. “Acreditem nos seus sonhos, se dediquem aos estudos e entendam que é pela educação que conquistamos a transformação social e cultural. O estudo é o caminho da justiça”, completou.

A estudante Maria Oliveira de Moraes, do 10º semestre, destacou que a vivência prática ajuda a quebrar barreiras e a fortalecer a confiança dos futuros profissionais. “Participar dessa visita é enriquecedor. A gente conhece os espaços onde poderemos atuar e entende melhor o papel do Judiciário. Muitas vezes o estudante se sente inseguro, mas aqui percebemos o acolhimento e o apoio do Tribunal. Isso nos encoraja a sonhar e até a almejar cargos como o de juíza ou desembargadora”, afirmou.

Já o acadêmico Luiz Paulo da Silva Araújo, do 8º semestre, destacou a importância de observar o trabalho dos profissionais do Direito em atuação. “Foi a primeira vez que pude assistir a uma sustentação oral, e essa experiência é riquíssima. Na faculdade, ficamos muito na teoria, e aqui conseguimos ver como funciona na prática o trabalho do advogado, do Ministério Público e dos magistrados. Isso amplia nossa visão sobre o Judiciário e reforça o aprendizado”, comentou.

Para o professor e advogado Bruno Camelo, responsável por acompanhar a turma, o projeto é essencial para aproximar os alunos da realidade do sistema judicial. “O Programa Nosso Judiciário é transformador. Eu mesmo não tive essa oportunidade quando era acadêmico, e hoje é a nona visita que realizo com meus alunos. Eles saem inspirados, mais seguros e confiantes na Justiça. O momento que mais desperta o interesse é, sem dúvida, assistir à sustentação oral, especialmente nas Câmaras Criminais, já que muitos querem seguir nessa área”, relatou.

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Ao final da visita, os acadêmicos de Direito receberam o Glossário Jurídico, um guia atualizado anualmente, elaborado para tornar mais fácil a compreensão dos termos jurídicos e apresentá-los de forma clara, didática e acessível.

Desde que foi criado, o Programa Nosso Judiciário já recebeu mais de 10 mil estudantes de 17 municípios mato-grossenses. Além das visitas guiadas, o projeto também leva palestras educativas a escolas, abordando temas como ciberbullying, drogas, injúria, difamação e direitos do consumidor, sempre com linguagem acessível e uso de cartilhas didáticas.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Webnar sobre saúde indígena busca soluções para gargalos no atendimento

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Cartaz com fundo escuro e detalhes em vermelho traz o rosto de uma pessoa indígena e o texto destacado: “Saúde Indígena e Território: o corpo-terra sob ataque” é o tema da palestra desta quinta-feira (11/06) do webinar “SUS Negado, Povo Apagado: A Biopolítica da Morte de Indígenas”, realizado pelo Ministério Público de Mato Grosso e transmitido pelo canal do MPE/MT no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCOipaKaB_vmVsz2PwhMWy7g).

A palestrante é a doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com estágio doutoral na Universidad Complutense de Madrid, Haya Del Bel, que participa do debate ao lado da liderança indígena e professora Lucila da Costa Moreira Nawa e do missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Roberto Antônio Liebgott. A mediação será conduzida pelo promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho. 

O objetivo do webnar, que teve início na terça-feira, dia 09, e termina hoje, é identificar as fragilidades estruturais que marcam o atendimento à saúde indígena do Estado e definir ações práticas para que os povos indígenas não sofram mais por falta de assistência. Além de procuradores, promotores de justiça, representantes de órgãos de gestão pública, pesquisadores e professores, o encontro reúne diversas lideranças indígenas, que destacaram os gargalos de atenção à saúde indígena nas diferentes regiões de Mato Grosso.

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O webinar é promovido pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.

Na abertura do evento, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria Especializada, destacou o caráter do evento como instrumento de escuta ativa e crítica. “Este espaço funciona como uma escuta para que possamos compreender, com profundidade, os gargalos da saúde indígena, que muitas vezes se mantêm por interesses econômicos que não podem se sobrepor à vida”, afirmou. Ontem, segundo dia, o webinar aprofundou a escuta das demandas dos povos originários sobre deficiência no atendimento e no fornecimento de medicamentos.

Autor: Nadja Vasquez

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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