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Ações chinesas têm maior alta semanal em nove meses, apesar de dados econômicos fracos

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As bolsas da China encerraram a semana com ganhos expressivos, impulsionadas pelo apetite ao risco dos investidores, que ignoraram temporariamente a sequência de indicadores econômicos abaixo das expectativas. O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, acumulou alta de 2,4% na semana, registrando o melhor desempenho desde novembro de 2024.

Desempenho dos índices na China e em Hong Kong

Nesta sexta-feira (15), o índice de Xangai fechou em alta de 0,83%, a 3.696 pontos. Já o CSI300 avançou 0,70%, alcançando 4.202 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,98%, encerrando o pregão em 25.270 pontos, mas acumulou avanço de 1,7% na semana.

Economia chinesa enfrenta desafios

Apesar do otimismo nos mercados, os últimos dados econômicos reforçam sinais de desaceleração. A produção industrial do país registrou em julho o menor crescimento em oito meses, enquanto as vendas no varejo apresentaram queda acentuada. Esses números indicam dificuldades para o governo manter o ritmo de expansão econômica diante da demanda interna enfraquecida e de riscos externos.

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Analistas do UBS afirmam que a fraqueza dos indicadores deve aumentar as expectativas de novos estímulos, especialmente voltados para o consumo e o setor imobiliário, com o objetivo de sustentar a meta de crescimento do PIB em torno de 5% para 2025.

Mercados asiáticos fecham em direções mistas

O cenário positivo da China influenciou parcialmente outras bolsas da região, mas os resultados foram mistos:

  • Tóquio (Nikkei 225): +1,71%, a 43.378 pontos
  • Seul (Kospi): +0,04%, a 3.225 pontos
  • Taiwan (Taiex): +0,40%, a 24.334 pontos
  • Cingapura (Straits Times): -0,61%, a 4.230 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): +0,73%, a 8.938 pontos
Perspectivas para o mercado

Os ganhos expressivos desta semana indicam que investidores continuam confiantes na capacidade de Pequim adotar medidas de estímulo para sustentar o crescimento. No entanto, a trajetória do mercado seguirá sensível à divulgação de novos dados econômicos e aos próximos anúncios do governo chinês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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