Educação

Ações do MEC apoiam mães na carreira acadêmica

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Conciliar maternidade, estudos e carreira acadêmica ainda é um desafio para milhares de brasileiras. Entre pesquisas, aulas, produção científica e os cuidados com os filhos, muitas mulheres acabam enfrentando barreiras que impactam diretamente sua permanência e progressão na educação. Para enfrentar essa realidade, o Ministério da Educação (MEC) vem ampliando políticas públicas voltadas ao acolhimento, à permanência estudantil e à valorização das trajetórias de mães estudantes, pesquisadoras e profissionais da educação. 

Uma das iniciativas é o Programa Aurora, lançado em março deste ano pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao MEC. Instituído pela Portaria nº 129/2026, o programa prevê a concessão de bolsas para apoiar professoras orientadoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu e que estejam gestantes ou sejam mães de crianças de até dois anos. Atualmente, 50.629 mulheres possuem bolsas da Capes em cursos de mestrado e doutorado no país, o equivalente a 57,4% do total de bolsistas da fundação. 

O programa foi proposto pelo Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades da Capes, criado para discutir medidas de enfrentamento às desigualdades de gênero no ambiente acadêmico. Entre os eixos de atuação do grupo estão o combate à violência e à discriminação, o aumento da representatividade de grupos minorizados e o fortalecimento de políticas de apoio à parentalidade e maternidade. 

Segundo integrantes do comitê, a criação do Aurora foi motivada por levantamentos nacionais e internacionais que apontam os impactos da maternidade na trajetória acadêmica de mulheres. Estudos realizados pelo movimento “Parent in Science” mostram que, após o nascimento dos filhos, há uma queda de mais de 66% na produtividade científica de pesquisadoras, especialmente na publicação de artigos e no desenvolvimento de orientações acadêmicas – impacto que não se repete na mesma proporção entre homens. 

Por isso, o programa prevê apoio às docentes desde o segundo trimestre da gestação até os dois anos da criança. A iniciativa permitirá que pesquisadoras contem com bolsistas de pós-doutorado para auxiliar nas atividades acadêmicas e científicas durante esse período, contribuindo para a continuidade das pesquisas e para a permanência dessas mulheres na pós-graduação. 

Esse programa teria ajudado muito em minha trajetória. Eu teria tido alguém para me auxiliar nas atividades de laboratório e na orientação dos alunos”. Letícia de Oliveira, mãe e neurocientista. 

Mãe, neurocientista, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e integrante do Comitê da Capes, Letícia de Oliveira avalia que o Programa Aurora pode representar uma mudança importante na pós-graduação brasileira. “Esse programa teria ajudado muito em minha trajetória. Eu teria tido alguém para me auxiliar nas atividades de laboratório e na orientação dos alunos. No meu caso, contei com o apoio de outras colegas docentes, também mães. Formamos uma rede de mães que se apoiaram e ainda se apoiam”, conta. 

Assistência estudantil – Ações do MEC de apoio às mães também integram a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), instituída pela Lei nº 14.914/2024. A iniciativa busca ampliar as condições de permanência e o êxito de estudantes das instituições federais de educação superior e da educação profissional e tecnológica, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

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O Programa de Permanência Parental na Educação (Propepe), parte da Pnaes, busca assegurar que estudantes com filhos consigam permanecer estudando com dignidade até concluir seus cursos de graduação, como forma de reduzir as desigualdades no ambiente universitário. Em 2025, o programa contou com um investimento total de mais de R$ 4,5 milhões. Desse total, R$ 2,3 milhões foram destinados especificamente ao auxílio-creche. 

Além do Propepe, outros equipamentos de assistência estudantil, como os restaurantes universitários, assumem papel estratégico ao assegurar alimentação adequada, suporte social e melhores condições de permanência acadêmica não apenas às estudantes mães, mas também aos seus filhos. 

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Camila Silva, formada em serviço social pela Ufpa, com sua filha no restaurante universitário. Foto: Arquivo pessoal

Segundo Camila Cristina de Souza e Silva, egressa da Universidade Federal do Pará (Ufpa), o restaurante universitário garantiu a segurança alimentar da família e viabilizou sua permanência na universidade. Poder almoçar diariamente com a filha por um preço acessível permitiu que ela superasse os desafios da jornada acadêmica e concluísse sua graduação em serviço social. 

Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o projeto “Maternidade Plena: entre colo e livros, uma jornada de equilíbrio”, instalou no restaurante universitário do campus sede cadeiras de alimentação infantil. Para a Pró-Reitora de Assistência Estudantil da UFSM, Jaciele Carine Vidor Sell, “as políticas de parentalidade no ensino superior são fundamentais para garantir a permanência estudantil de mães e pais universitários. Com a assistência estudantil, nós aprendemos, diariamente, que permanecer não significa apenas acesso financeiro, mas envolve condições concretas de vida, cuidado, acolhimento e possibilidade real de conciliar estudo, trabalho e maternidade”. 

As políticas de parentalidade no ensino superior são fundamentais para garantir a permanência estudantil de mães e pais universitários. A assistência estudantil envolve condições concretas de vida, cuidado, acolhimento e possibilidade real de conciliar estudo, trabalho e maternidade”. Jaciele Sell, pró-reitora de Assistência Estudantil da UFSM. 

A UFSM também ampliou o direito à moradia estudantil para filhos menores de 12 anos e alterou a estruturação dos apartamentos para serem adaptados às necessidades de estudantes com filhos, além de permitir a oferta integrada de alimentação, saúde, apoio psicossocial e assistência estudantil. “Essas iniciativas reforçam o compromisso da universidade com inclusão, equidade e construção de condições mais justas para que mães e pais universitários possam concluir suas trajetórias acadêmicas”, defendeu. 

Cuidotecas – Como iniciativa complementar, o MEC vai financiar a multiplicação de estruturas de acolhimento de crianças de estudantes nas instituições federais de ensino. Em março deste ano, a pasta anunciou que destinará recursos para a criação desses espaços, chamados cuidotecas, que integram o Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida. Os ambientes ficam abertos às crianças durante todo o calendário letivo das universidades, especialmente no período noturno, permitindo que mães e pais consigam participar de aulas, atividades acadêmicas e compromissos de pesquisa com mais tranquilidade. 

Em todo o Brasil, a iniciativa de implementação das cuidotecas tem como referência uma experiência piloto desenvolvida na UFF. A proposta é ampliar o modelo por meio da implantação de cuidotecas em todas as regiões do país. 

No ano passado, participei do projeto como bolsista e, neste ano, minha filha também foi contemplada com uma vaga. Nos dias em que estudo à noite, ela fica no espaço. Isso permite que eu continue minha formação”. Hestefania Motta, mãe e estudante de pedagogia da UFF. 

Estudante de pedagogia na UFF e integrante do Movimento de Mães da Universidade (MMU), Hestefania Motta vivencia a cuidoteca da universidade de duas formas: como bolsista do projeto e como mãe. Para ela, a criação do espaço representa uma resposta concreta a uma demanda histórica de estudantes que conciliam maternidade e formação acadêmica: “esse projeto foi muito sonhado pelas mães da UFF. No ano passado, participei como bolsista e, neste ano, minha filha também foi contemplada com uma vaga. Nos dias em que estudo à noite, ela fica no espaço. Isso permite que eu continue minha formação”. 

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Formação profissional – Na educação profissional e tecnológica, o MEC também desenvolve ações voltadas à inclusão educacional e produtiva de mulheres por meio do programa Mulheres Mil. Retomada pela Portaria MEC nº 725/2023, a iniciativa oferece cursos gratuitos de qualificação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com prioridade para aquelas responsáveis pelos cuidados familiares, com baixa escolarização ou vítimas de violência doméstica. 

Além da formação profissional, o programa prevê apoio à permanência das estudantes, com auxílio para transporte e alimentação e acolhimento de crianças sob cuidados das participantes e assistência social. Entre 2023 e 2026, o MEC investiu R$ 216,1 milhões no programa, garantindo mais de 127,1 mil vagas em mais de 520 municípios brasileiros. 

As oportunidades estão distribuídas em mais de 600 cursos gratuitos de qualificação profissional, organizados em 12 eixos tecnológicos. Entre os cursos mais procurados estão cuidadora de idosos, assistente administrativa, microempreendedora individual e maquiadora. 

Equidade – Em abril de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.124/2025, que proíbe discriminação contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção e renovação de bolsas acadêmicas por motivo de gestação, parto, adoção ou guarda judicial. 

A legislação também proíbe perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas de seleção e amplia em dois anos o período de avaliação de produtividade científica em casos de licença-maternidade. A medida vale para todas as instituições de educação superior e agências de fomento à pesquisa. 

Outra frente de atuação é o fortalecimento de medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres nas instituições de ensino. Em parceria com o Ministério das Mulheres (MMulheres), a pasta lançou o “Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas Instituições de Ensino”. 

A iniciativa prevê ações de formação para a comunidade acadêmica, fortalecimento de canais de acolhimento e denúncia, além da implementação de mecanismos institucionais de prevenção à violência em universidades federais e instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

O protocolo também prevê a criação ou ampliação de estruturas permanentes de acolhimento às vítimas, orientação jurídica e campanhas educativas voltadas à promoção de ambientes acadêmicos mais seguros e respeitosos para mulheres estudantes, pesquisadoras, docentes e servidoras. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu, Capes e da Setec 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Obmep premia 682 estudantes com medalhas de ouro em cerimônia

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O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta segunda-feira, 22 de junho, da Cerimônia Nacional de Premiação da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), realizada no Rio de Janeiro. Durante o evento, que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini, 682 estudantes de todas as regiões do Brasil foram premiados com medalhas de ouro. A competição é organizada, desde 2005, pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a fim de reconhecer o potencial da educação em abrir caminhos e transformar vidas. 

No evento, o presidente Lula destacou a importância de ampliar o acesso ao conhecimento e de despertar o interesse dos estudantes pela matemática desde a educação básica. “Todo mundo gosta de tudo, se tiver a oportunidade de conhecer. Uma professora falou para mim que, quando os alunos aprenderem matemática, esta passará a ser a matéria que eles vão ter mais interesse, e o número de meninos e meninas na Obmep só vai crescer. Isso é um fato concreto”, disse. 

Lula também deixou uma reflexão aos estudantes premiados, ao defender a educação como instrumento de promoção da igualdade de oportunidades. “Eu acredito que a obrigação do Estado é garantir que a filha da empregada doméstica possa disputar a mesma vaga que a filha de seu patrão. Nós não queremos tirar ninguém, nós queremos colocar todos. Quero que os seus pais fiquem felizes quando vocês passarem no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], quando ganharem uma medalha de ouro e quando vocês virarem doutores. 

O ministro Leonardo Barchini lembrou do crescimento da olimpíada desde a primeira edição. “É com muita emoção que podemos dizer: ‘o que a gente plantou é indestrutível hoje em dia’. Não existe governo capaz de destruir a Obmep neste país. Ela já é uma realidade, e vocês estarão protegidos por aquilo que conquistaram“, disse. 

É com muita emoção que a gente pode dizer: ‘o que a gente plantou é indestrutível hoje em dia’. Não existe governo capaz de destruir a Obmep neste país.” Leonardo Barchini, ministro da Educação 

Barchini também ressaltou a importância da olimpíada para a identificação de talentos e ampliação de oportunidades educacionais aos jovens de todo o país. O talento não tem endereço, o que a gente precisa é que novas portas sejam abertas para que vocês cheguem ao seu objetivo, a Obmep é uma delas. Se a gente investir na educação, nós teremos uma sala cheia de medalhistas de matemática nas escolas deste país”. 

Ao todo, nesta edição, foram premiados 682 alunos com a medalha de ouro, 2.046 com a de prata e 5.888 com a de bronze. Dos primeiros colocados, 523 são estudantes de escolas públicas, enquanto 159 vêm de instituições privadas. Na categoria de prata, 1.560 são da rede pública e 485 da rede privada. Já entre os medalhistas de bronze, 4.508 são de instituições públicas e 1.380 de escolas privadas. São Paulo foi o estado com mais medalhas de ouro, com 180, seguido por Minas Gerais (74), Rio Grande do Sul (64), Santa Catarina (44) e Ceará (43). Além deles, outros 51 mil alunos receberam menção honrosa. 

O diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, destacou a trajetória da Obmep ao longo de seus 20 anos, e o potencial dos estudantes premiados. “Nessas duas décadas, a olímpiada cresceu junto aos estudantes e junto ao Brasil. Tenho certeza de que as trajetórias desses jovens serão de enorme sucesso. Vocês são o futuro do nosso país”. 

A Obmep reúne anualmente mais de 18,3 milhões de estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio e acontece em 99,9% dos municípios brasileiros. A iniciativa é uma das principais políticas públicas de identificação e desenvolvimento de talentos científicos do país, contribuindo para que muitos dos premiados sejam convidados a integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que oferece aulas avançadas de matemática e uma bolsa de iniciação científica de R$ 300 concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aos estudantes de escolas públicas.  

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Além disso, ao longo de duas décadas, a olimpíada também ajudou a aproximar jovens talentos de universidades e centros de excelência. Hoje, diversas instituições de ensino superior consideram o desempenho em olimpíadas científicas em seus processos seletivos, e muitos ex-medalhistas da Obmep seguem carreira em áreas como ciência, tecnologia, engenharia, educação e pesquisa. 

Confira o número de medalhistas por Unidade da Federação (UF):

UF 

OURO 

PRATA 

BRONZE 

MENÇÃO HONROSA 

TOTAL 

Acre 

0 

7 

6 

161 

174 

Alagoas 

8 

10 

63 

556 

637 

Amapá 

2 

4 

22 

171 

199 

Amazonas 

8 

24 

51 

490 

573 

Bahia 

23 

60 

170 

1.954 

2.207 

Ceará 

43 

139 

369 

3.836 

4.387 

Distrito Federal 

26 

76 

158 

762 

1.022 

Espírito Santo 

32 

56 

200 

1.302 

1.590 

Goiás 

11 

37 

162 

1.621 

2.831 

Maranhão 

6 

27 

75 

874 

982 

Mato Grosso 

5 

22 

59 

663 

749 

Mato Grosso do Sul 

5 

26 

60 

596 

687 

Minas Gerais 

74 

258 

773 

7.247 

8.352 

Pará 

17 

21 

68 

955 

1.061 

Paraíba 

16 

27 

62 

732 

837 

Paraná 

35 

156 

412 

3.644 

4.247 

Pernambuco 

27 

59 

167 

1.680 

1.933 

Piauí 

14 

35 

100 

1.070 

1.216 

Rio de Janeiro 

32 

137 

323 

2.213 

2.705 

Rio Grande do Norte 

2 

25 

55 

568 

650 

Rio Grande do Sul 

64 

165 

451 

3.073 

3.753 

Rondônia 

0 

5 

10 

228 

243 

Roraima 

1 

1 

7 

108 

117 

Santa Catarina 

44 

114 

393 

2.643 

3.194 

São Paulo 

180 

539 

1.608 

13.359 

15.686 

Sergipe 

4 

9 

31 

209 

253 

Tocantins 

3 

7 

33 

333 

376 

Total 

682 

2.046 

5.888 

51.048 

59.664 

Olimpíada Internacional de Matemática Ainda durante a solenidade, o presidente Lula e o ministro Barchini receberam os alunos que representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática, que será realizada em Tóquio, no Japão, entre 10 e 14 de julho. O MEC investiu R$ 570 mil para custear a viagem de 17 estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) e de sete alunos do Colégio Pedro II, além de professores que acompanharão a comitiva. 

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Para serem selecionados, os discentes tinham que ser medalhistas de ouro ou prata na etapa nacional da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras 2025 (OIMSF), competição que busca estimular o interesse pela disciplina e a melhoria do seu aprendizado; promover o intercâmbio científico juvenil; e fortalecer a imagem das instituições federais de educação no cenário educacional internacional. Também era necessário apresentar desempenho acadêmico elevadíssimo em matemática; estar vinculado a projetos de ensino e atividades pedagógicas complementares institucionais. 

Toda Matemática A premiação ocorre em um contexto de fortalecimento das políticas públicas voltadas à matemática na educação básica. Além do apoio à Obmep, o MEC coordena o Compromisso Nacional Toda Matemática (CNTM), estratégia desenvolvida em regime de colaboração com estados e municípios para promover avanços na aprendizagem da matemática. O CNTM atua por meio de ações voltadas à formação de professores, ao fortalecimento curricular e ao apoio técnico às redes de ensino para assegurar o direito de todos os estudantes ao desenvolvimento desse conhecimento essencial para suas trajetórias educacionais e para o futuro do país.  

ImpaFundado em 1952, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada é um centro de pesquisa matemática e de pós-graduação, que tem como missão desenvolver pesquisa avançada em matemática pura e aplicada, dar continuidade à formação acadêmica com cursos de pós-graduação e promover a disseminação da matemática. A instituição atua, principalmente, nas áreas de sistemas dinâmicos, probabilidade, computação gráfica, dinâmica dos fluidos, entre outras, e conta com um corpo científico com mais de 45 pesquisadores. 

O Impa oferece cursos de pós-graduação em mestrado, doutorado e mestrado profissionalizante, além de programas de formação continuada para professores de matemática. Desde 2024, oferece também o curso de graduação, o Impa Tech, bacharelado em matemática da tecnologia e inovação, que tem o objetivo de capacitar os estudantes para entrar de forma efetiva no mercado de tecnologia e inovação. O programa reserva até 80% das vagas para medalhistas de olimpíadas do conhecimento, entre elas a Obmep. 

ObmepCriada em 2005, a Obmep é um projeto nacional realizado pelo Impa e promovido com recursos do MEC e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo é estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área, promovendo a inclusão social por meio da difusão do conhecimento, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação básica e possibilitando que maior número de alunos brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade.   

A olimpíada também busca identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas, além de contribuir para a integração das escolas brasileiras com as universidades públicas, os institutos de pesquisa e as sociedades científicas. O incentivo ao aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas de forma a contribuir para a sua valorização profissional também é objetivo da Obmep.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Impa 

Fonte: Ministério da Educação

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