Economia

Acordo fortalece exportações brasileiras no mercado de cosméticos da América Latina

Publicado

Brasil e países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) concluíram na quinta-feira (21/11), em Montevidéu, a negociação técnica do Acordo de Alcance Parcial para Eliminação de Obstáculos Técnicos ao Comércio de Produtos Cosméticos, incluindo itens de higiene pessoal e perfumaria.

 O acordo prevê convergência regulatória, simplificação de requisitos técnicos e eliminação de barreiras, facilitando o comércio intrarregional em um mercado que movimenta mais de US$ 55 bilhões, de acordo com a Aladi.

 Sua implementação favorece a redução de custos e prazos para empresas do setor de beleza e cuidados pessoais, além de dar maior previsibilidade às operações, promover a expansão do comércio e levar aos consumidores produtos mais seguros e de maior qualidade.

 O processo negociador brasileiro foi conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com colaboração do setor privado.

 A negociação resultou na adesão de 10 dos 13 países-membros da associação: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Leia mais:  NOTA À IMPRENSA - Reunião com representante de Comércio dos Estados Unidos

Entre os compromissos acordados estão a eliminação da exigência de documentos, como o certificado de venda livre; a adoção de padrões internacionais; a simplificação de procedimentos; a harmonização de requisitos mínimos de rotulagem; e a vigilância de mercado com foco em risco.

 O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou os benefícios da medida para o setor exportador brasileiro. “Fechamos um importante acordo na agenda de facilitação de comércio da região. Com ele, reduzimos custos operacionais e abrimos caminho para que mais empresas brasileiras possam competir, inovar e exportar com segurança e previsibilidade”, afirmou.

“Com isso, estamos fortalecendo a competitividade industrial, estimulando investimentos, incentivando a inovação e abrindo espaço para a expansão das exportações brasileiras”, ressaltou.

 Em 2024, a venda de cosméticos brasileiros para os 13 países da Aladi somou US$ 677,9 milhões, o equivalente a 77% das exportações do setor. Os 10 países envolvidos no acordo responderam por US$ 533,3 milhões desse total. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, essas exportações já alcançaram US$ 556,6 milhões.

Leia mais:  Governo lança Plano de Desenvolvimento da Bioeconomia para fortalecer indústria verde

 Próximos passos

 Com a conclusão das negociações, inicia-se agora a etapa jurídico-administrativa do processo, que deve se estender até o final de janeiro de 2026. A assinatura ocorrerá após essa etapa. A entrada em vigor se dará 15 dias após a segunda notificação formal à Secretaria-Geral da Aladi, podendo ser implementada gradualmente pelos demais países conforme concluam seus trâmites internos.

 Sobre a Aladi

 Criada pelo Tratado de Montevidéu de 1980, a Aladi reúne 13 países — Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e Panamá — com o objetivo de promover a integração econômica latino-americana de forma gradual. Os Acordos de Alcance Parcial permitem que um grupo de membros avance em áreas específicas, com possibilidade de incorporações futuras.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

publicidade

Economia

Reunião presencial Brasil-EUA sobre temas comerciais

Publicado

Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores (MRE), e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reuniram-se nesta quarta-feira (30/9), em Milwaukee, com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, à margem da Reunião de Ministros do Comércio do G20.

O encontro deu continuidade ao diálogo de alto nível entre Brasil e Estados Unidos, iniciado após o telefonema, em 21 de agosto, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, e aos contatos realizados desde então entre os dois governos.

Durante a reunião, os ministros brasileiros reafirmaram a disposição do Brasil de avançar, por meio do diálogo e da negociação, na construção de soluções para os temas que afetam o comércio bilateral, sempre tendo como referência a defesa dos interesses brasileiros e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

A reunião transcorreu de forma construtiva, com discussão dos principais temas da agenda comercial bilateral. Brasil e Estados Unidos reconheceram a importância de avançar na superação dos obstáculos existentes e manifestaram disposição de trabalhar de forma célere na busca de um entendimento mutuamente satisfatório.

Leia mais:  MDIC e CGU debatem mensuração de patentes públicas brasileiras

O governo norte-americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para o escopo dos trabalhos, contemplando questões tarifárias e não tarifárias. Também foi acordada a criação de um Grupo de Trabalho para discutir temas relacionados a um possível acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Continue lendo

Mais Lidas da Semana