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Acordos ambientais avançam com mutirão em Cuiabá

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Participante da 7ª edição do Mutirão Ambiental de 1º Grau, um produtor rural de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) firmou acordos nas esferas cível e criminal após perfurar poços tubulares para irrigação em sua propriedade sem autorização ambiental. Como forma de reparação pelo dano, o fazendeiro assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se a pagar R$ 450 mil, e um Acordo de Não Persecução Penal, no valor de R$ 50 mil.Além disso, ele assumiu o compromisso de realizar a reposição florestal e recuperar a área degradada pela intervenção irregular. Balanço parcial realizado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução Ambiental (Caex Ambiental) aponta que os acordos realizados no mutirão até o momento resultarão na reposição florestal de 1,5 mil hectares e na recomposição de 580 hectares de Área de Preservação Permanente (APP) ou de Área de Reserva Legal (ARL) no estado.O Mutirão Ambiental de 1º Grau teve início na segunda-feira (15), no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá, e segue até sexta-feira (19), com audiências realizadas das 8h às 18h. Estão previstas 291 sessões, envolvendo ações civis públicas já ajuizadas, inquéritos civis em andamento e procedimentos administrativos previamente selecionados.
A iniciativa é uma parceria do Ministério Público Estadual (MPMT), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), da Polícia Judiciária Civil (PJC) e do Tribunal de Justiça (TJMT).À frente da coordenação do mutirão, o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, titular da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania e coordenador do Núcleo Estadual de Autocomposição (NEA) do MPMT, destaca os benefícios da resolução consensual.“Nossa tarefa aqui é utilizar os meios de autocomposição, como a conciliação e a negociação, para chegarmos a acordos que sejam mais benéficos ao meio ambiente e que permitam resolver de forma eficiente, rápida e célere questões ambientais que, muitas vezes, ficam anos sendo discutidas no Poder Judiciário. Às vezes, esses casos permanecem nos gabinetes das promotorias aguardando uma perícia ou algum outro elemento de prova. Aqui, conseguimos antecipar e solucionar essas demandas por meio das autocomposições. Nesse sentido, o Ministério Público busca, ao máximo, firmar acordos que acelerem a resolução dos conflitos e facilitem a recomposição ambiental”, afirmou.O procurador de Justiça Gerson Barbosa, coordenador do Centro de Apoio Técnico à Execução Ambiental (Caex Ambiental), destaca que ter um meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental, e a solução de litígios ambientais por intermédio da conciliação traz resultados com mais celeridade. Ele lembra que a autocomposição foi preconizada há 11 anos por meio de uma resolução do Conselho Nacional do Ministério Público e ressalta que Mato Grosso tem colocado essa prática em ação de forma extremamente eficiente.“Ações que às vezes demoram 10, 15 anos, aqui conseguimos resolver em pouco tempo, sempre buscando um meio ambiente ecologicamente equilibrado. E o mais importante é que essas audiências são realizadas nas esferas administrativa, criminal e cível. A Constituição da República é muito clara. Além da reparação do dano, há também a responsabilidade criminal e administrativa. Eu diria que essa iniciativa tem tudo para ser replicada futuramente em outras regiões do Brasil”, defendeu.Para a promotora de Justiça Alice Cristina de Arruda e Silva Alves, que participa pela terceira vez do mutirão, a autocomposição de fato representa o futuro. “Acredito que não há forma mais efetiva de defender o meio ambiente e, ao mesmo tempo, compatibilizar os interesses dos cidadãos do que por meio da conciliação. As pessoas saem felizes, saem sorrindo, então você percebe que é benéfico para todos. Para nós, que buscamos a tutela do meio ambiente, e para a parte envolvida, que sai satisfeita. A conciliação tem um espectro muito amplo de proteção. Ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente, ela proporciona à parte a oportunidade de participar ativamente da solução do seu próprio problema. Colocamos a pessoa como protagonista na resolução do conflito”, analisou.Já a promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, que participa pela primeira vez do mutirão, enalteceu a presença de todas as instituições envolvidas e destacou o quanto essa integração é benéfica para a efetividade das ações. “A experiência tem sido muito produtiva, porque aqui conseguimos envolver todas as esferas, esclarecer dúvidas e conduzir tudo de forma muito dinâmica. Os técnicos da Sema-MT e do Caex do Ministério Público nos dão apoio imediato na elucidação das questões que surgem, o que facilita bastante. E, de fato, conseguimos resolver todas as frentes, administrativa, cível e criminal, em um único acordo. Tem sido realmente muito produtivo”, avaliou.A advogada e mediadora Erenita Costa Soares Guimarães saiu satisfeita com mais um acordo celebrado. “Todo mundo ganha, e isso evita desgaste para todas as partes. São menos processos e, digamos assim, é uma forma de facilitar a resolução da questão de maneira mais célere, menos onerosa e amigável. Todo mundo sai em paz, sem conflitos, e o melhor, com a questão resolvida de forma consensual, de acordo com a vontade das partes. Não é um terceiro impondo o que deve ser feito, mas sim as próprias partes decidindo o que é melhor para elas”, ponderou.Pelo MPMT, participam das audiências o procurador de Justiça Gerson Barbosa e os promotores de Justiça Adalberto Biazotto Junior, Alice Cristina de Arruda e Silva Alves, Fabricio Miranda Mereb, Felipe Augusto Ribeiro de Oliveira, José Mariano de Almeida Neto, Mariana Batizoco Silva Alcântara, Michelle de Miranda Rezende Villela, Miguel Slhessarenko Junior e Rodrigo Ribeiro Domingues.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Aurélio René Arrais toma posse como procurador de Justiça

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Aurélio René Arrais tomou posse no cargo de procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) nesta terça-feira (1º), em cerimônia realizada no gabinete do procurador-geral de Justiça, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá.O referendo pelo egrégio Colégio de Procuradores de Justiça ocorrerá na quinta-feira (3), e o ato solene de posse será realizado em data a ser definida. O novo procurador assumirá a 17ª Procuradoria de Justiça (Cível). A promoção foi concedida por unanimidade, pelo critério de antiguidade.  Com quase 30 anos de atuação no Ministério Público de Mato Grosso, Aurélio René Arrais alcança o último nível da carreira ministerial após uma trajetória marcada pela atuação em diversas comarcas do estado.O novo procurador ingressou na instituição em 1995, com atuação inicial nas comarcas de Peixoto de Azevedo e Colíder. Posteriormente, foi promovido para Sinop, onde permaneceu por um ano, seguindo depois para Cáceres. Durante esse período, também respondeu pela comarca de Rio Branco. Em dezembro de 2003, foi promovido para Cuiabá, onde permaneceu exercendo suas funções até a posse como procurador de Justiça.Durante a solenidade, Aurélio René Arrais destacou que assume a nova missão com o mesmo entusiasmo que o acompanhou desde o início da carreira.“É a mesma determinação. Com os mesmos propósitos do Ministério Público de servir a sociedade, com os mesmos ideais de quando eu ingressei na carreira. Eu acredito que é a mesma empolgação de cumprir realmente e respeitar os interesses sociais da Constituição Federal”, afirmou.O novo integrante da Procuradoria de Justiça foi recepcionado pelo procurador-geral de Justiça e presidente do Colégio de Procuradores de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, que ressaltou a experiência acumulada pelo empossado ao longo de três décadas de atuação ministerial.“É um momento muito importante para nós. O doutor Aurélio é um colega com 30 anos de carreira, que agrega muita experiência à Procuradoria de Justiça. É um promotor que trabalhou praticamente todo o tempo de carreira em Cuiabá, na área cível, possui grande experiência em Direito de Família, área em que atuará muito em segundo grau, e traz novamente o nosso quadro completo de procuradores de Justiça”, destacou o procurador-geral.O termo de posse foi assinado pelo procurador-geral de Justiça e presidente do Colégio de Procuradores, Rodrigo Fonseca Costa, pela secretária do colegiado, procuradora de Justiça Rosana Marra, pelo corregedor-geral do Ministério Público, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, e pelo empossado.Também participaram da posse o secretário-geral do MPMT, procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, a ouvidora geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, o subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, procurador de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho, o procurador de Justiça Flávio Cezar Fachone, o procurador de Justiça Roberto Aparecido Turin e familiares do novo procurador.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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