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Açúcar fecha semana pressionado por oferta global, clima e petróleo enquanto mercado segue sem direção clara

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O mercado internacional do açúcar encerrou a semana em tom negativo, refletindo o avanço da oferta global, o ritmo forte da safra brasileira e a cautela dos investidores diante das incertezas climáticas e geopolíticas. Apesar das oscilações limitadas nos preços, o sentimento entre agentes do setor segue bastante volátil, em um ambiente marcado por baixa liquidez e ausência de gatilhos consistentes para recuperação das cotações.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho/26 do açúcar bruto fechou a sexta-feira cotado a 14,70 centavos de dólar por libra-peso, após chegar a tocar 14,91 centavos durante o pregão. Na semana, a perda acumulada foi relativamente modesta, mas suficiente para manter o mercado pressionado.

Os demais vencimentos apresentaram comportamento misto, refletindo um mercado sem direção definida. O cenário foi influenciado também pelo ritmo reduzido de negociações antes do feriado do Memorial Day, nos Estados Unidos, o que diminuiu a liquidez e reduziu a participação dos investidores.

Oferta global amplia pressão sobre as bolsas

O mercado repercutiu fortemente os dados mais recentes das exportações da Tailândia, um dos principais produtores globais da commodity. Entre janeiro e abril de 2026, o país exportou aproximadamente 1,6 milhão de toneladas de açúcar, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O aumento da disponibilidade global reforçou a pressão sobre os preços internacionais, tanto em Nova York quanto em Londres.

Na ICE Europe, o açúcar branco também encerrou a semana em baixa. O contrato agosto/26 fechou cotado a US$ 442,40 por tonelada, enquanto o outubro/26 recuou para US$ 441,90. O movimento refletiu o aumento da oferta disponível no mercado internacional e a percepção de que, no curto prazo, ainda não há sinais concretos de aperto global no balanço de oferta e demanda.

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Clima segue no radar do mercado

Apesar da pressão baixista, o mercado continua atento aos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que permanece como principal fator de preocupação para produtores, tradings e usinas.

Dados climáticos indicam elevada probabilidade de formação e persistência do fenômeno até o fim do ano, o que pode impactar importantes regiões produtoras no Brasil, Índia e Tailândia.

No Centro-Sul brasileiro, o tempo seco favoreceu o avanço da moagem em boa parte das regiões, permitindo que as usinas operassem próximas da plena capacidade. Porém, algumas áreas do Paraná e do noroeste paulista registraram chuvas relevantes nos últimos dias, provocando paralisações pontuais em unidades industriais.

Embora ainda seja cedo para estimar impactos concretos na produtividade ou no ATR, o mercado evita assumir um cenário de safra perfeita. A avaliação predominante entre analistas é de que os efeitos mais relevantes do clima costumam aparecer nos meses finais do ciclo.

Mercado trabalha abaixo do custo estimado de produção

Outro fator que mantém o setor em alerta é a relação entre preços internacionais e custos de produção.

Com o dólar ao redor de R$ 5,02 e custos industriais, agrícolas, financeiros e logísticos elevados, estimativas do mercado apontam que o custo FOB Santos do açúcar VHP gira próximo de 18 centavos de dólar por libra-peso.

Na prática, isso significa que o açúcar está sendo negociado aproximadamente 300 pontos abaixo do custo total estimado de produção e exportação, cenário que aumenta o desconforto entre usinas e exportadores.

O mercado doméstico também segue pressionado. O indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ, em São Paulo, fechou a sexta-feira cotado a R$ 93,56 por saca de 50 quilos, com queda diária de 0,55%.

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Com isso, as perdas acumuladas em maio chegaram a 4,44%, refletindo o avanço da safra 2026/27 e a postura cautelosa dos compradores.

Petróleo e etanol podem mudar o cenário

Apesar do ambiente negativo no curto prazo, o setor acompanha dois fatores que podem alterar significativamente a dinâmica dos preços nos próximos meses: clima e petróleo.

O Brent permanece próximo de US$ 104 por barril e segue sustentado pelas tensões geopolíticas globais. Uma eventual nova alta do petróleo tende a fortalecer o etanol, melhorar a arbitragem energética e impactar diretamente a precificação do açúcar.

Hoje, o etanol praticamente opera em paridade com o açúcar, reduzindo a atratividade de mudanças agressivas no mix açucareiro pelas usinas.

Análise técnica aponta resistência importante

Na análise gráfica, operadores destacam que o contrato julho/26 voltou a trabalhar próximo das médias móveis mais relevantes do mercado.

A média móvel de 200 dias está localizada na faixa de 14,84 centavos por libra-peso, enquanto a média de 50 dias encerrou a semana próxima de 14,74 centavos, formando uma região técnica importante de resistência.

Caso o mercado consiga superar essa faixa com consistência, analistas avaliam espaço para retomada em direção aos 15,50 centavos e posteriormente aos 16 centavos por libra-peso.

Do lado dos suportes, o mercado monitora os níveis de 14,45, 13,99 e 13,65 centavos.

Enquanto isso, o açúcar segue operando em um ambiente de forte sensibilidade emocional, baixa convicção e elevada dependência de fatores externos, especialmente clima, petróleo, câmbio e geopolítica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes verdes, beneficiamento de minerais críticos e IA: Eco Invest Brasil lança nova rodada para transformar inovação em competitividade

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O Governo do Brasil, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda lançou nesta segunda-feira (25/5), o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, nova etapa do programa voltada ao fortalecimento da inovação tecnológica e ao desenvolvimento de cadeias estratégicas para a competitividade brasileira. A rodada cria três mecanismos financeiros complementares para aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores, com foco em acelerar tecnologias ligadas à transformação ecológica e ao desenvolvimento industrial do país.

A iniciativa representa uma nova frente do Eco Invest Brasil, que passará a apoiar toda a jornada tecnológica, desde a pesquisa inicial nas universidades, até o escalonamento intermediário e a expansão de empresas inovadoras. Com isso, o Programa busca cobrir etapas em que tecnologias promissoras encontram gargalos de financiamento e acesso ao mercado, dando condições para que tecnologias desenvolvidas no Brasil avancem em escala produtiva e ganhem competitividade internacional.

O leilão prevê a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os instrumentos serão direcionados a cadeias consideradas estratégicas para a nova economia global, como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

Nesta rodada, o Tesouro Nacional aportará até R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão para cada fundo de inovação – que, a partir de uma alavancagem mínima de 2 vezes, poderá chegar a até R$ 4,5 bilhões – e até R$ 1 bilhão para a linha de crédito corporativo, considerando a exigência de ao menos o dobro de recursos privados em relação ao capital público. Esse incentivo representa uma mudança capaz de permitir que empresas brasileiras liderem a agenda de inovação global. O capital do Tesouro mitiga o risco do investidor.

“O Eco Invest se consolidou, nos últimos anos, como um dos principais instrumentos para financiar a transformação ecológica no país. O quinto leilão tem como foco a mobilização de capital privado com o objetivo de impulsionar tecnologias necessárias para posicionar o Brasil como liderança da nova economia global de baixo carbono. Fortalece ainda nossa soberania ao fomentar setores estratégicos como o de combustíveis verdes avançados e o de beneficiamento de minerais críticos, que estimulam o crescimento da indústria nacional e aumentam nosso grau de autonomia”, pontua o ministro João Paulo Capobianco. “O sucesso do Eco Invest, comprovado pelo lançamento deste novo leilão, demonstra o engajamento do setor privado com iniciativas que promovem o desenvolvimento em bases sustentáveis, movimento semelhante ao que ocorre com o Fundo Clima, que desde 2023 alavancou R$ 52,4 bilhões por meio de investimentos do Governo do Brasil e de empresas”.

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“Não existe competitividade sem inovação, e não existe inovação em escala sem conexão entre ciência, capital e setor produtivo. O que estamos estruturando é um modelo capaz de transformar demanda industrial em tecnologia, em produto real. Hoje, por exemplo, o Brasil importa 80% dos fertilizantes que consome. Com esses instrumentos, vamos desenvolver uma tecnologia nacional avançada, com montantes que elevam o patamar de investimento nesses setores. O Brasil passa a não apenas consumir, mas criar, exportar e liderar”, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Cada instituição financeira disputará uma das cadeias estratégicas do leilão com base na capacidade de mobilização de capital privado. As vencedoras serão responsáveis pela estruturação dos Fundos de Inovação Eco Invest e demais mecanismos financeiros. Quem aportar no fundo, poderá usar a estratégia de dívida conversível, mecanismo que combina retorno financeiro com participação no potencial de crescimento das empresas investidas.

As linhas de crédito seguirão o modelo padrão dos leilões anteriores, em que os bancos concedem financiamento direto às empresas prontas para escalar produção. Como contrapartida, as investidas deverão contratar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) conectados às demandas das cadeias elegíveis, podendo acionar tanto universidades e ICTs nacionais quanto internacionais, e até mesmo adquirir empresas de base tecnológica no exterior para internalizar conhecimento e acelerar o desenvolvimento dessas tecnologias no Brasil.

“O Eco Invest Brasil demonstra, na prática, como ambição climática pode ser transformada em oportunidades econômicas concretas. O Brasil está se consolidando como um líder na mobilização de capital para a transição verde, e o Reino Unido tem orgulho de apoiar esse modelo inovador por meio da nossa parceria estratégica. Também vemos grande potencial de colaboração entre instituições britânicas e brasileiras de pesquisa e inovação, contribuindo com conhecimento e tecnologia para acelerar a agenda de finanças verdes no país”, afirma Amy Barklam, Comissária de Comércio da Sua Majestade Real para a América Latina e Caribe

Outro diferencial do modelo é a destinação não reembolsável de parte dos recursos mobilizados para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. O instrumento foca nas fases iniciais da inovação em que o risco é mais alto e o mercado privado raramente financia sozinho, e busca integrar pesquisas universitárias às necessidades concretas da indústria. 

O Eco Invest Brasil conta com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa inclui um empréstimo de US$ 1 bilhão, mecanismos para gestão de risco cambial, instrumentos de blended finance e apoio à preparação de projetos para ampliar a mobilização de capital privado em setores estratégicos. 

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“O Eco Invest mostra como instrumentos financeiros inovadores podem mobilizar capital privado em escala para apoiar a inovação e a competitividade. O BID apoia essa iniciativa desde sua concepção e vê nesta experiência um modelo relevante para outros países da região e do mundo”, afirma Ilan Goldfajn, presidente do BID.

Resultado do 4º Leilão

Além do anúncio do novo Leilão, o Governo também apresentou os resultados do 4º Leilão do Eco Invest Brasil, voltado à bioeconomia, ao turismo sustentável e à infraestrutura habilitante na Amazônia Legal. A rodada recebeu propostas de oito instituições financeiras e registrou demanda superior a R$ 7 bilhões em recursos catalíticos, com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos.

Do total, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, a partir dos lances do ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. O montante deverá viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.

O eixo de infraestrutura concentrou o maior volume de recursos, com mais de R$ 7,8 bilhões destinados à Amazônia Legal. Já a bioeconomia mobilizou R$ 4,4 bilhões em investimentos ligados à bioindustrialização, sociobioeconomia e restauração produtiva. O turismo sustentável deverá receber cerca de R$ 900 milhões para iniciativas ligadas ao turismo ecológico, unidades de conservação e turismo de base comunitária.

Programa Eco Invest Brasil

O Eco Invest Brasil integra o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, e tem como objetivo mobilizar capital privado nacional e internacional para projetos com impacto econômico, social e ambiental. O Programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira.

Com os quatro leilões já realizados, o Eco Invest Brasil já alcançou mais de R$ 140 bilhões mobilizados e reúne 13 instituições financeiras credenciadas, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país.

Próximos Passos

Os documentos e informações relativas ao 5º leilão serão publicados oportunamente no site do Programa Eco Invest.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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