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MMA participa de prova piloto para inclusão de povos e comunidades tradicionais no Censo Agropecuário

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) integrou, entre os dias 11 e 12 de maio, a segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A atividade, realizada em seis municípios e coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma etapa estratégica para validar metodologias e procedimentos de campo que serão aplicados em todo o território nacional.

A principal inovação desta prova piloto é a inclusão dos sistemas agroalimentares produtivos de povos e comunidades tradicionais. Pela primeira vez, os segmentos previstos no Decreto nº 8.750/2016, serão retratados de forma detalhada, garantindo maior representatividade no levantamento estatístico oficial do país.

Na avaliação do diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural do MMA, o mecanismo permitirá identificar de forma mais precisa os territórios de povos e comunidades tradicionais. “Esse processo é essencial e vem para sanar um gargalo de dados e informações sobre os territórios de povos e comunidades tradicionais. É a oportunidade para que os territórios sejam devidamente caracterizados e possamos dar visibilidade a esses grupos sociais”, enfatizou.

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Políticas Públicas

A participação do ministério nesta etapa busca assegurar que a coleta de dados reflita a realidade dos territórios tradicionais. A obtenção de informações qualificadas sobre a produção desses povos e populações tradicionais é essencial para o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à segurança alimentar e à conservação da sociobiodiversidade e dos territórios.

O analista técnico de políticas sociais do Departamento de Gestão Socioambiental e Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do MMA, Marcus Garcia, acompanhou a realização da prova piloto em Viamão (RS). Segundo ele, o censo ampliará o conhecimento sobre a territorialidade de povos e comunidades tradicionais. “Esses dados subsidiarão a implementação de políticas públicas mais adequadas e assertivas, de acordo com as realidades socioambientais desses grupos populacionais”, avaliou.

Abrangência Nacional

A operação ocorreu em seis municípios distribuídos por quatro regiões do país, com testes de metodologias e equipamentos em diferentes biomas e contextos produtivos. Na região Norte, as atividades concentraram em Barcarena (PA); no Nordeste, em Uruçuí (PI); no Centro-Oeste, os testes ocorreram em Rio Verde (GO) e Corumbá (MS); e na região Sul, a coleta foi validada em Irati (PR) e Viamão (RS).

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Cronograma

O cronograma do 12º Censo Agropecuário prevê a atualização cadastral entre outubro deste ano e fevereiro de 2027, com a coleta oficial programada para os meses de março a setembro de 2027. O levantamento deve visitar cerca de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários nos 5.571 municípios do país, consolidando informações sobre produção agropecuária, uso da terra, geração de renda e o papel socioambiental das atividades rurais.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Simbrasil: raça bovina desenvolvida no Brasil ganha espaço pela resistência e alta produtividade

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Enquanto o Brasil respira futebol, veste verde e amarelo e celebra sua identidade nacional, um outro símbolo genuinamente brasileiro segue ganhando espaço no agronegócio: a raça bovina Simbrasil.

Desenvolvida no país para enfrentar as condições tropicais e entregar alta eficiência produtiva, a raça reúne características que a transformaram em referência na pecuária nacional, tanto na produção de carne quanto de leite.

O próprio nome já revela sua origem. O Simbrasil nasceu da combinação entre genética europeia de alta produtividade e a rusticidade do zebu brasileiro, considerado um dos mais adaptados do mundo ao clima tropical.

Raça foi criada para suportar calor e produzir com eficiência

A formação da raça começou em 1945, a partir do cruzamento entre bovinos da raça Simental, de origem europeia, e raças zebuínas de corte e leite.

O objetivo era desenvolver um animal capaz de unir:

  • alta produtividade;
  • resistência ao calor;
  • adaptação às pastagens tropicais;
  • fertilidade;
  • desempenho em regiões desafiadoras.

O resultado foi uma raça adaptada às condições brasileiras, com capacidade de produção eficiente mesmo em ambientes de altas temperaturas e manejo extensivo.

Simbrasil combina carne e leite na mesma genética

Uma das principais características do Simbrasil é a dupla aptidão, permitindo utilização tanto para produção de carne quanto para leite.

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A raça apresenta linhagens específicas voltadas para cada segmento, além de excelente desempenho em cruzamentos industriais.

Entre os principais atributos do Simbrasil estão:

  • resistência ao clima tropical;
  • precocidade produtiva;
  • habilidade materna;
  • longevidade;
  • ganho de peso;
  • eficiência alimentar;
  • boa fertilidade.

Segundo criadores e técnicos do setor, a combinação genética proporciona animais equilibrados, produtivos e altamente adaptados às diferentes regiões brasileiras.

Reconhecimento oficial veio em 1989

Embora o desenvolvimento da raça tenha começado ainda na década de 1940, o Simbrasil foi oficialmente reconhecido pelo Ministério da Agricultura em 1989.

No exterior, cruzamentos semelhantes ficaram conhecidos como Simbrah, especialmente pela utilização da raça Brahman como base zebuína.

No Brasil, no entanto, a genética desenvolvida ganhou características próprias e passou a ser reconhecida como Simbrasil, refletindo sua adaptação às condições nacionais.

Raça se adapta do semiárido ao Centro-Oeste

A rusticidade é um dos fatores que mais impulsionam o crescimento da raça no país.

Atualmente, o Simbrasil está presente em diversas regiões brasileiras, desde áreas de semiárido até sistemas de produção intensiva no Centro-Oeste e Sudeste.

Um dos principais plantéis da raça está na SAEXI Agropecuária, localizada em municípios mineiros como:

  • Itabira;
  • Bom Jesus do Amparo;
  • Nova União;
  • regiões do Norte de Minas Gerais.

A presença em áreas de clima mais severo reforça a capacidade adaptativa da raça em diferentes sistemas produtivos.

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Pecuária tropical busca eficiência e genética adaptada

Com o avanço da pecuária de precisão e da busca por maior eficiência produtiva, cresce também o interesse por raças capazes de entregar desempenho sem perder rusticidade.

Nesse cenário, o Simbrasil se destaca como uma alternativa estratégica para sistemas tropicais, principalmente em regiões com temperaturas elevadas e desafios de manejo.

Além da produção direta, a raça também vem sendo utilizada em programas de cruzamento para melhorar características produtivas e reprodutivas dos rebanhos.

Genética brasileira ganha espaço no agro nacional

A trajetória do Simbrasil mostra como o melhoramento genético desenvolvido no país passou a desempenhar papel importante na evolução da pecuária tropical.

Ao unir produtividade, adaptação climática e eficiência, a raça se consolidou como uma genética genuinamente brasileira, presente tanto na produção de leite quanto na cadeia da carne bovina.

Para muitos consumidores, o Simbrasil já faz parte do dia a dia — seja no leite consumido no café da manhã ou na carne que chega ao churrasco de fim de semana — mesmo sem que a origem genética seja percebida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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