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AdaptaCidades estabelece meta de chegar a duas mil cidades brasileiras até 2035

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O programa AdaptaCidades, criado em 2024 pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), estabeleceu como meta dotar dois mil municípios brasileiros de estratégias de adaptação até 2035. A informação é da diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima (DPAR) do MMA, Inamara Mélo.

Durante o painel “Governança climática multinível para adaptação: AdptaCidades”, realizado na última quinta-feira (13) na Zona Azul da COP30, Mélo disse que o objetivo representa um desafio, na medida que apenas 23 prefeituras contavam com planos climáticos no ano passado, segundo informações da C40 Cities.

“Trata-se de um enorme esforço de mobilização, mas um salto necessário, porque mais de 80% dos municípios brasileiros foram afetados por desastres naturais nos últimos anos. São histórias de vidas pessoais e de comunidades inteiras que enfrentam, diariamente, problemas decorrentes das mudanças climáticas”, justificou Mélo ao mencionar levantamento feito pelo Ministério das Cidades.

O AdaptaCidades, que tem apoio técnico do Ministério das Cidades (MCID) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem como propósito fortalecer a atuação de estados e municípios na agenda de adaptação à mudança do clima, apoiando diretamente a elaboração de planos locais de adaptação. O programa é fruto de um processo participativo que reuniu contribuições de representantes dos governos federal, estaduais e municipais. A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com o federalismo climático, conforme estabelecido na nova NDC.

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O programa selecionou 581 cidades que abrigam mais de 50 milhões de habitantes, cerca de um quarto da população brasileira. São localidades identificadas como vulneráveis ou que já foram atingidas por desastres climáticos. “A iniciativa nasceu justamente para que os recursos, tanto técnicos quanto financeiros, cheguem onde são mais necessários, sem interferências políticas”, acrescentou a diretora.

Segundo Mélo, os objetivos do programa incluem fortalecimento técnico dos gestores locais, alinhamento dos municípios à Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), acesso à informação e bancos de dados sobre riscos e conexão para financiamento, além de apoio à elaboração de planos municipais de adaptação. A diretora destacou a adesão dos 26 estados da federação à iniciativa, “o que não é simples”, e a aprovação do AdaptaCidades junto ao Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês), mecanismo financeiro da UNFCCC para apoiar países em desenvolvimento em suas metas climáticas.

O painel teve a participação de gestores locais. A secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Marjorie Kauffmann, destacou que as preocupações com as questões ambientais ficaram mais presentes no estado após a tragédia climática de 2024. “A enchente fez as comunidades enxergarem que isso é de fato primordial”, disse a executiva.

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Kauffmann, mesmo assim, reconheceu que é preciso conversar com as comunidades e convencê-las da necessidade de políticas de adaptação. “É preciso que as pessoas vejam sentido no que estamos propondo”, opinou. 

No outro extremo do país o problema é outro. O diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte, Werner Farkatt, informou que parte significativa dos 167 municípios do estado já está em situação de calamidade por conta da seca no semiárido. Ele diz que o Idema tem incentivado a formação de consórcios regionais para dialogar com as comunidades locais. “Não temos como combater a seca e a desertificação. Temos de aprender a conviver com a realidade atual”, disse.

O painel teve ainda a participação do representante da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP), Bazileu Neto, do governador da província equatoriana de Morona-Santiago, Tiyua Uyunkar, e da diretora de investimentos do Fundo Verde para o Clima (GCF), Achala Abeysinghe. O evento foi mediado pelo coordenador-geral do DPAR, Lincoln Alves.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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