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Adolescentes em atendimento socioeducativo participam da última oficina do ano Despertando Talentos

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Adolescentes em atendimento socioeducativo em meio aberto, acompanhados dos responsáveis, participaram do último encontro de 2024 ‘Despertando Talentos: Preparação para o Mercado de Trabalho’.
 
Organizado pela 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Cejusc da Infância e Juventude da capital, a oficina de profissionalização também contou com uma roda de conversa. “Essa palestra é voltada para explicar aos adolescentes como se comportar no mercado de trabalho, já que além de ser o 1ª emprego, na sua maioria não tem ninguém da família para ensiná-los conceitos básicos de higiene, vestimenta ou comportamento”, explicou Juliana Kido, gestora do Cejusc da Infância e Juventude de Cuiabá.
 
A gestora da coordenadoria da infância e juventude (CIJ-TJMT), Wanderleia da Silva Dias, reforçou que a finalidade é a ressocialização humanizada. “É trazer esses adolescentes em atendimento socioeducativo para o protagonismo da sua vida, da sua existência. E não acreditamos na ressocialização sem a oportunidade. Então esses encontros despertam neles um novo caminhar, um novo olhar, despertando também a sociedade”, observou.
 
Como se portar em uma entrevista de emprego, saber o que falar, como se vestir foram alguns dos tópicos abordados. A adolescente A.C.B, de 16 anos, conta que aprendeu muito. “ Eu aprendi bastante coisa. Inclusive a me comunicar melhor, como se comportar no trabalho, respeitar as pessoas, ter mais empatia também com o próximo. Fazendo tudo certo a gente chega lá”, afirmou.
 
Para o adolescente J.F.S, que aos 16 anos de idade já vai ser pai, ter uma oportunidade para entrar no mundo do trabalho pela primeira vez é muito importante. “Importante pra mim porque vou ser pai, eu quero também trabalhar, arrumar um serviço bom e pensar no meu futuro e da minha filha que vai nascer, uma grande oportunidade pra mim esse projeto”, destacou.  
 
A oficina também contou com a presença de empregadores que apoiam o projeto, a exemplo do Grupo Pereira, representado pela analista de gente e gestão sênior, Karine Mota, que enalteceu a iniciativa da Justiça Estadual. “Esse projeto vem ao encontro da nossa política de transformação do ser humano. Oferecemos para eles essa oportunidade de emprego, damos treinamento, capacitação por meio da empregabilidade. É uma parceria fantástica”, avaliou a analista.
 
Balanço – Conforme a gestora da Central de Execução de Medidas Socioeducativa, Alciane Rodrigues Alves, nos últimos dois encontros do ano, oito adolescentes foram encaminhados para o mercado de trabalho. “Um balanço positivo. Com essa parceria com o Supermercado Comper, desses oito, três deles já encontraram outro trabalho e solicitaram desligamento e cinco se encontram efetivamente trabalhando. Nessa última turma do ano, oito adolescentes compareceram acompanhados de seus responsáveis e em fevereiro do ano que vem já temos outra capacitação para encaminhar mais adolescentes para o primeiro emprego”, concluiu.
 
Garotos do Futuro – O programa Garotos do Futuro é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso que vem sendo desenvolvida desde 2015, na qual são ofertadas 10 vagas dentro do Poder Judiciário para adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa que cursam o ensino médio.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida, na horizontal, do palestrante durante a oficina com os adolescentes. Ele está de camisa vermelha, é moreno, usa barba e usa óculos de grau. Em sua frente, demais servidores, assessores e coordenadores que participam do encontro com os adolescentes e responsáveis.
 
Coordenadoria de Comunicação do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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