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AgBiTech lança laboratório móvel para treinamento sobre controle de lagartas em mais de 50 cidades

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A AgBiTech, principal empresa de bioinseticidas voltados ao controle de lagartas, lançou o programa AgBiTech Experience, uma iniciativa itinerante com foco na capacitação de produtores agrícolas e profissionais do setor. A ação será realizada por meio de um caminhão adaptado como laboratório móvel, que percorrerá mais de 50 cidades em sete estados brasileiros, totalizando cerca de 20 mil quilômetros até dezembro de 2025.

O objetivo é difundir a importância do manejo de lepidópteros, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), e compartilhar técnicas de controle biológico com foco em eficiência e sustentabilidade.

Laboratório móvel oferece experiência prática e tecnológica

Segundo o gerente de portfólio e novos negócios da AgBiTech, Victor Hugo Costa, o AgBiTech Experience reforça o compromisso da empresa com pesquisa e desenvolvimento.

“O laboratório móvel conecta o produtor à essência da companhia, especialista em lagartas, que busca oferecer o melhor manejo dessas pragas por meio de inovação e ciência”, explica Costa.

O caminhão-laboratório está equipado com lupas, equipamentos avançados e apresentações audiovisuais, permitindo aos produtores observar na prática a ação dos baculovírus, bioinseticidas de alta eficácia, sobre diferentes espécies de lagartas.

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Eventos contam com especialistas e consultores independentes

Além da equipe da AgBiTech, os encontros do programa envolvem consultores independentes especializados em manejo de lagartas. Eles orientam os produtores sobre identificação correta das espécies e o controle integrado usando baculovírus, proporcionando uma abordagem estratégica e eficiente para proteger as lavouras.

“Os encontros possibilitam a troca de experiências e o compartilhamento das melhores práticas de controle de pragas, cada vez mais preocupantes para a agricultura brasileira”, acrescenta Costa.

Foco em educação, inovação e confiança no portfólio

De acordo com o executivo, que é mestre em produção vegetal e doutor em biotecnologia, o laboratório móvel também busca melhorar a experiência do cliente com insumos biológicos, fortalecendo a credibilidade do portfólio da empresa, que inclui produtos de destaque como Cartugen MAX® e Chamariz®, reconhecidos por sua eficácia no manejo de lagartas.

Roteiro do AgBiTech Experience em 2025

O programa começou pela cidade de Rio Verde (GO) e seguirá para os municípios mato-grossenses de Campo Novo dos Parecis, Campo Verde, Campos de Júlio, Itiquira, Primavera do Leste, Rondonópolis e Sapezal.

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Ao longo do ano, a expectativa é realizar cerca de 70 eventos, envolvendo aproximadamente 2 mil pessoas nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará e Tocantins.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça suspende cobrança de dívida rural e garante fôlego financeiro a pecuarista no Paraná

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Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu a cobrança de uma dívida rural de R$ 1 milhão e proibiu a negativação do nome de um pecuarista de Nova Londrina, no noroeste do estado. A medida representa um importante precedente para produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras provocadas por oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

O caso envolve o pecuarista Silvio Peres, diretor do sindicato patronal rural do município, que contratou financiamento para custeio e ampliação da atividade pecuária. A fazenda da família, administrada há três gerações desde o fim da década de 1960, possui cerca de 120 alqueires e trabalha com criação de gado nelore e cruzamento com angus.

Atualmente, a propriedade produz entre 350 e 400 cabeças por ano, com entrega aproximada de 6,4 mil arrobas anuais para uma cooperativa de carnes. O recurso obtido junto à instituição financeira foi utilizado para ampliar o rebanho, adquirir bezerros e aumentar o capital de giro da operação.

Queda da arroba e alta dos custos pressionaram a atividade

Segundo o produtor, o investimento ocorreu em um período de valorização da pecuária, quando havia expectativa de crescimento da rentabilidade e expansão da produção. No entanto, durante o ciclo produtivo, o cenário mudou drasticamente.

De acordo com Peres, houve forte desvalorização da arroba bovina no momento da comercialização dos animais, gerando perdas significativas. “Compramos os animais em um período de valorização e, na hora da venda, o mercado virou. Tivemos uma queda significativa no preço da arroba, com deságio de 30% a 40%, e os custos de produção também subiram”, relatou.

Além da queda nos preços, a propriedade enfrentou impactos climáticos provocados por um período de veranico, que comprometeu as pastagens e obrigou o uso intensivo de suplementação alimentar com ração. O aumento das despesas reduziu as margens da atividade e comprometeu a capacidade de pagamento do financiamento.

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Produtor buscou renegociação antes do vencimento da dívida

Antes do vencimento das parcelas, o pecuarista procurou a instituição financeira para solicitar a prorrogação da dívida rural. Com apoio jurídico, apresentou laudos técnicos, demonstrativos financeiros e um cronograma compatível com a nova realidade econômica da fazenda.

Mesmo com a documentação, o pedido foi negado pelo banco sem análise individualizada da situação da atividade pecuária. A instituição manteve as medidas de cobrança e a possibilidade de restrição de crédito, entendimento inicialmente mantido também pela primeira instância judicial.

No recurso ao Tribunal de Justiça, a defesa argumentou que a crise enfrentada pelo produtor decorre de fatores externos, como volatilidade do mercado pecuário e aumento dos custos operacionais, e não de má gestão da propriedade.

A defesa também sustentou que o Manual de Crédito Rural prevê o alongamento das dívidas em situações de dificuldade temporária, especialmente quando há comprovação técnica da capacidade futura de pagamento.

Tribunal reconhece direito ao alongamento da dívida rural

Ao analisar o caso, o desembargador responsável pela decisão entendeu que os documentos apresentados demonstram uma dificuldade financeira pontual e reconheceu respaldo legal para a prorrogação da dívida.

A decisão menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o alongamento da dívida rural não é mera faculdade da instituição financeira, mas um direito do produtor rural quando preenchidos os requisitos legais.

O magistrado também destacou que a negativação de produtores rurais vai além de uma restrição cadastral, afetando diretamente a continuidade da atividade agropecuária.

Segundo a decisão, a limitação ao crédito compromete o acesso a recursos fundamentais para aquisição de insumos, manutenção do rebanho, compra de ração e continuidade da produção.

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Com a liminar, ficou determinada a suspensão imediata da exigibilidade da dívida. O banco também foi impedido de realizar ou manter registros de inadimplência relacionados aos contratos discutidos no processo.

Especialista aponta necessidade de análise individualizada no crédito rural

Para o advogado do pecuarista e especialista em direito do agronegócio, Raphael Condado, o caso evidencia a importância de uma análise mais técnica e individualizada por parte das instituições financeiras.

Segundo ele, o produtor apresentou documentação completa, comprovou a nova capacidade de pagamento e buscou renegociação dentro do prazo contratual.

“O produtor apresentou documentação técnica, demonstrou nova capacidade de pagamento e buscou o banco dentro do prazo. Ainda assim, teve o pedido negado sem uma análise justa. A decisão corrige esse desequilíbrio e garante que a situação seja avaliada com base na efetiva realidade da atividade rural”, afirmou.

O especialista destacou ainda que a própria dinâmica da pecuária exige mecanismos de renegociação em momentos de instabilidade.

“A pecuária trabalha com ciclos longos e está exposta às oscilações de mercado e custos de produção. Quando existe uma dificuldade temporária, o alongamento da dívida é um instrumento previsto justamente para preservar a atividade produtiva”, explicou.

Decisão garante continuidade da atividade pecuária

Para Silvio Peres, a decisão judicial representa uma oportunidade de manter a fazenda em funcionamento e reorganizar financeiramente a atividade.

“Com certeza o resultado no tribunal nos trouxe um fôlego diante da impossibilidade de pagar essa conta. Tentamos negociar com o banco, mas ele apenas queria executar a dívida, mesmo com toda a situação comprovada. Por isso buscamos a Justiça, para conseguir permanecer na atividade”, concluiu o pecuarista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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