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Em última reunião do ano, Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo realiza balanço do ano de 2025

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O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif) realizou, na última terça-feira (2/12), em sua 5ª reunião ordinária, o balanço das ações realizadas no último ano. O encontro também discutiu as perspectivas para 2026 e detalhou o Relatório de Atividades de 2024 do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman). 

Na oportunidade, o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, destacou as atividades realizadas no contexto da COP30 com foco no manejo integrado do fogo. Entre elas o lançamento do Chamado à Ação pelo Manejo Integrado do Fogo e Resiliência a Incêndios Florestais. 

“Apresentamos o Chamado à Ação para elevar o debate sobre os incêndios florestais. Essa é a abordagem que estamos adotando no Comif, seguindo uma perspectiva de planejamento territorial e de fortalecimento de comunidades e territórios resilientes ao fogo”, ressaltou.  

A medida reforça o manejo integrado do fogo como uma prioridade global compartilhada e reafirma o compromisso de ampliar a colaboração entre fronteiras e instituições, por meio do compartilhamento de tecnologias, conhecimentos e recursos. Saiba mais aqui  

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Já o Relatório de Atividades do Ciman, apresentou ações, condições ambientais e climáticas, recursos, dados e áreas monitoradas de 2024. 

O colegiado também discutiu o andamento da Resolução n° 4/2025 do Comif, que trata da Estratégia Nacional do Voluntariado em Manejo Integrado do Fogo. A proposta regulamenta a atuação de brigadas voluntárias e comunitárias no combate aos incêndios florestais, que é debatida em um grupo de trabalho (GT) específico para o tema. Também na reunião, o GT teve seu mandato ampliado até março de 2026, quando deve apresentar a estratégia para apreciação em plenária.  

Ainda no encontro, foi apresentado o calendário de reuniões ordinárias do colegiado para o próximo ano. Os encontros estão previstos para março, abril, agosto e novembro de 2026.  

Balanço

Este ano, o Comif já realizou cinco reuniões plenárias, sendo quatro ordinárias e uma extraordinária, dezenas de reuniões de grupos de trabalho, além de cinco encontros com especialistas para monitoramento e previsão climática. Também foram aprovadas quatro resoluções, quatro recomendações e uma Câmara Técnica Permanente de Articulação Interfederativa.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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