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Agro projeta união e inovação para recuperar protagonismo no desenvolvimento regional

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A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada em Capão do Leão (RS), começou com um debate voltado à reconstrução da força estratégica do agronegócio nacional. O painel “Agro Unido: onde a inovação encontra a oportunidade” reuniu lideranças do setor produtivo, representantes do poder público e da iniciativa privada, com mediação de Paulo Hermann, diretor da PH Advisory Group.

O objetivo foi discutir como a união, a inovação e a diversificação produtiva podem fortalecer o agro nas próximas décadas e ampliar sua relevância econômica e social.

Diversificação produtiva e estabilidade econômica

Durante o painel, Rodrigo Alarcon Pardo, diretor da Bosques Brasil CMPC Projeto Natureza, destacou a trajetória de 126 anos do grupo chileno e sua contribuição ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. Segundo ele, a diversificação de culturas é essencial para garantir estabilidade de renda aos produtores.

Na sequência, Luiz Augusto Dumoncel, vice-presidente da 3tentos, ressaltou o avanço da empresa — formada por produtores do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso — e o crescimento da área de milho impulsionado pela cadeia do etanol. Dumoncel também destacou o avanço da canola, cultura que teve sua capacidade produtiva ampliada em 50% no estado.

União das entidades e valorização do agro brasileiro

O presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, chamou atenção para o reconhecimento internacional do agro brasileiro, mas alertou para a dificuldade de transformar essa valorização em influência estratégica dentro do país.

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Ele defendeu maior união entre as entidades e criticou a perda de espaço do setor em pautas centrais, como questões fundiárias, índices de produtividade, transgenia, meio ambiente e, mais recentemente, inteligência artificial.

“Deixamos o espaço ser ocupado. Eventos como a Abertura da Colheita representam a oportunidade de retomar protagonismo e projetar o agro para o futuro”, afirmou.

Papel do poder público e avanço tecnológico no campo

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, destacou o papel das universidades, do Senar e da Emater na qualificação técnica e no apoio ao produtor rural. Ele comparou a evolução tecnológica das lavouras de arroz nos últimos 20 anos, ressaltando o salto em produtividade e eficiência.

Encerrando o debate, Paulo Hermann reforçou a importância de uma mudança de mentalidade no uso da tecnologia:

“Precisamos respirar o ar do futuro, o ar da inovação, o ar de tentar.”

Projeto “Cidade do Agro” quer integrar produção, inovação e conhecimento

Dentro da Arena da Inovação, foi apresentado o projeto “Cidade do Agro”, iniciativa que busca integrar produção, educação, pesquisa e cultura para impulsionar o desenvolvimento regional.

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O case foi apresentado por Lauro Soares Ribeiro, diretor da Agropecuária Canoa Mirim, que explicou que a proposta prevê uma estrutura de cerca de 200 hectares entre Capão do Leão e Pelotas. O complexo contará com áreas demonstrativas, instituto, hub de inovação, museu, laboratórios e centro de eventos, em formato semelhante a um parque tecnológico.

Segundo Ribeiro, o projeto vem sendo desenvolvido há dois anos e tem como meta promover o crescimento da Metade Sul do RS.

“Estamos reunindo lideranças do agro para encontrar um caminho que desenvolva nossa região”, afirmou.

Além das culturas de arroz e grãos, o complexo também pretende incluir pequenos produtores, com foco em hortifruti, flores, silvicultura e outros segmentos, criando um ecossistema de inovação e novos negócios.

Evento conecta campo e mercado

Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é promovida pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, além de patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site oficial: www.colheitadoarroz.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fiscalização do Mapa identifica fábrica irregular de ração animal em Santa Catarina

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou, durante fiscalização em Blumenau (SC), uma fábrica que produzia e comercializava produtos destinados à alimentação animal sem registro no órgão federal. A ação foi realizada após o recebimento de uma denúncia.

Durante a fiscalização, a equipe constatou que o estabelecimento possuía estrutura para produção, armazenamento, mistura, pesagem, ensacamento e comercialização de produtos destinados à alimentação animal. No local, foram encontrados misturadores, silos, transportadores de ingredientes, balanças e máquinas para fechamento de embalagens, além de matérias-primas e produtos destinados a diferentes espécies.

Também foram identificadas irregularidades nas condições de funcionamento do estabelecimento, como ausência de registro no Mapa, falhas de higiene, acúmulo de poeira e resíduos em equipamentos, presença de insetos e teias de aranha, circulação de animais nas áreas de armazenamento e deficiência no controle de pragas.

A fiscalização constatou ainda problemas relacionados à rastreabilidade e à identificação de produtos e lotes, além de condições inadequadas para o armazenamento de matérias-primas e produtos acabados.

As condições encontradas podem comprometer a qualidade e a segurança dos produtos destinados à alimentação animal. A presença de pragas, sujeira e outros agentes externos pode favorecer a contaminação por microrganismos. Já a ausência de mecanismos adequados de rastreabilidade dificulta a identificação da origem dos insumos e a adoção de medidas de controle em caso de problemas sanitários ou necessidade de recolhimento de produtos.

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A fabricação de produtos destinados à alimentação animal deve atender a requisitos de registro, boas práticas de fabricação, controle de qualidade e rastreabilidade, estabelecidos pela legislação.

Diante das irregularidades constatadas, o Mapa adotou as medidas administrativas previstas na legislação, conforme as normas aplicáveis à fabricação e à comercialização de produtos destinados à alimentação animal.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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