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Agronegócio goiano registra superávit recorde de US$ 10,8 bilhões em 2025 e reforça liderança nas exportações

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O agronegócio de Goiás manteve sua posição de destaque na economia estadual em 2025, com superávit de US$ 10,8 bilhões, um avanço de 11,6% em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados pelo governo estadual, mostram que o setor segue como o principal motor das exportações goianas, sendo responsável por 83% de todas as vendas externas do Estado.

O desempenho do agro contribuiu para o crescimento geral da balança comercial de Goiás, cujo saldo aumentou 19,8%, passando de US$ 6,71 bilhões em 2024 para US$ 8,04 bilhões em 2025.

Exportações do agronegócio superam US$ 11 bilhões

As exportações do agronegócio goiano totalizaram US$ 11,16 bilhões em 2025, o que representa uma alta de 9,6% frente ao ano anterior. O resultado consolida o setor como base da economia exportadora do Estado, sustentado principalmente pelos desempenhos da soja e da carne bovina.

Soja mantém liderança com mais de 14 milhões de toneladas embarcadas

O complexo soja permaneceu como o carro-chefe das exportações goianas, com US$ 5,78 bilhões em vendas externas — um aumento de 9,7% em relação a 2024. O volume exportado superou 14 milhões de toneladas de grãos e derivados, crescimento de 19% na comparação anual, reforçando a importância do segmento no saldo positivo do Estado.

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Carne bovina e milho seguem entre os destaques

A carne bovina consolidou-se como o segundo produto mais exportado do agro goiano, somando US$ 2,1 bilhões, alta de 18,9% frente a 2024. O volume embarcado ultrapassou 391 mil toneladas, com expansão de 8,6%.

O milho também teve participação relevante, com US$ 992 milhões exportados, crescimento de 8,9%. Em seguida, aparecem açúcar (US$ 648 milhões, +5,8%) e café (US$ 105,5 milhões, +30%), que registrou o maior avanço percentual entre os principais produtos.

Esses cinco segmentos — soja, carne bovina, milho, açúcar e café — concentraram a maior parte das exportações do agronegócio goiano em 2025.

China segue como principal destino das exportações goianas

A China manteve a liderança entre os destinos do agronegócio goiano, com US$ 5,36 bilhões em compras, o equivalente a 48% do total exportado. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 518 milhões, registrando um expressivo crescimento de 78% em relação ao ano anterior.

O Irã, o Vietnã e o México completam o top 5 dos principais parceiros comerciais, com US$ 391 milhões, US$ 319 milhões e US$ 303 milhões, respectivamente. Ao todo, produtos goianos chegaram a 172 países em 2025, demonstrando a ampla diversificação de mercados do Estado.

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Importações caem e adubos lideram compras externas do setor

Do lado das importações, o agronegócio representou apenas 6,7% das compras externas totais do Estado. Em 2025, foram importados US$ 359 milhões em produtos do setor — queda de 28,6% frente a 2024.

Os adubos e fertilizantes responderam por 53,6% das importações, somando US$ 192,7 milhões no período, refletindo a demanda constante por insumos agrícolas, mesmo diante da forte balança positiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Região Norte registra alta de 12,85% na movimentação portuária e reforça papel estratégico nas exportações brasileiras

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Movimentação portuária no Norte cresce 12,85% no 1º bimestre de 2026

A movimentação portuária da Região Norte registrou crescimento de 12,85% no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos, foram movimentadas 24,2 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e fevereiro.

O desempenho reforça a importância estratégica da região na logística nacional e nas exportações brasileiras.

Granéis sólidos lideram movimentação e impulsionam o Arco Norte

O crescimento foi puxado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 18,4 milhões de toneladas, com alta de 15,28%. O resultado reflete o avanço da produção agrícola e mineral, além do aumento do uso do Arco Norte como alternativa mais eficiente para o escoamento da produção nacional.

A movimentação de contêineres também apresentou alta de 15,8%, alcançando 2 milhões de toneladas. Já a carga geral totalizou 1 milhão de tonelada, com crescimento de 4,5% no período.

Soja, bauxita e milho lideram cargas movimentadas

Entre as principais commodities, a soja foi o destaque, com 8,6 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 8,2%. A bauxita somou 4,1 milhões de toneladas, alta de 7,1%. Juntas, as duas cargas representaram 52,5% de todo o volume movimentado nos portos da região.

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O milho apresentou o maior ritmo de expansão, com 3 milhões de toneladas e crescimento superior a 114%, reforçando o papel do Norte como corredor logístico do agronegócio brasileiro.

Exportações crescem 16,9% e fortalecem balança comercial

O avanço da movimentação portuária foi acompanhado pelo desempenho positivo do comércio exterior. As exportações da Região Norte cresceram 16,9% no primeiro bimestre de 2026, reforçando sua relevância para a competitividade da balança comercial brasileira.

Na navegação de longo curso, a movimentação atingiu 9,1 milhões de toneladas, com alta de 11,9%. Já a cabotagem registrou 2 milhões de toneladas, avanço de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Terminais privados concentram maior volume de cargas

Os terminais privados foram responsáveis por 17,1 milhões de toneladas movimentadas, o equivalente a mais de 70% do total da região, com crescimento de 10,4%.

Entre os principais destaques estão o Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 2,2 milhões de toneladas e alta de 19%; o Terminal Trombetas (PA), com 1,9 milhão de toneladas e crescimento de 5%; e o Porto Chibatão (AM), que movimentou 1,5 milhão de toneladas, avanço de 24,6%.

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No segmento, os granéis sólidos somaram 12,9 milhões de toneladas, com crescimento de 14%. As importações avançaram 14%, enquanto as exportações cresceram 8,37%.

Portos públicos também registram forte expansão

Os portos públicos da Região Norte movimentaram 7,1 milhões de toneladas, com alta de 19,3% no período. As exportações nesse segmento cresceram 34%, reforçando seu papel complementar na logística regional.

Entre os destaques estão o Porto de Vila do Conde (PA), com 3,1 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 8%, e o Porto de Santarém (PA), que registrou 2,9 milhões de toneladas e expressiva alta de 51,8%.

Integração logística consolida Norte como eixo estratégico

Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os resultados refletem um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor e à integração logística da região.

Segundo ele, o crescimento simultâneo de portos públicos estratégicos e a expansão dos terminais privados demonstram avanços na modernização da infraestrutura e na consolidação do Norte, especialmente da Amazônia, como parte essencial da rota de desenvolvimento econômico e do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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