Economia

Alckmin entrega 1.155 moradias do Minha Casa, Minha Vida em Bauru, interior de São Paulo

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira (31/10), em Bauru (SP), da entrega de 1.155 moradias do residencial Vida Nova Harmonia, beneficiando cerca de 4 mil pessoas. A cerimônia marcou mais um avanço do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e reafirmou o compromisso do governo federal em ampliar o acesso à moradia digna e estimular o desenvolvimento urbano e social em todo o país.

As famílias contempladas têm renda a partir de R$ 2.500 e receberam descontos de até R$ 65 mil por meio de subsídios do MCMV e do Programa Casa Paulista, do governo do Estado de São Paulo. As moradias possuem 43,85 m² de área privativa, com valor de R$ 160 mil. O investimento total no empreendimento foi de R$ 219 milhões.

Durante a entrega das chaves, Alckmin destacou que o governo federal está atuando em várias frentes para apoiar o setor habitacional e promover o crescimento econômico com inclusão social.

“Não há programa mais importante do que o habitacional. Sair do aluguel é realizar o sonho da casa própria, é melhorar a renda e começar uma nova vida. Ficamos muito felizes em ver tantas famílias conquistando o seu lar. Cada casa entregue é um sonho realizado e também empregos gerados na construção civil”, afirmou o vice-presidente.

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Além do conjunto entregue, o município de Bauru tem outras 400 moradias em construção, subsidiadas pelo MCMV com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), totalizando cerca de R$ 62 milhões em investimentos. As novas unidades estão sendo construídas na Vila do Cerrado.

Novas ações federais na área habitacional

O governo federal lançou, no último dia 15 de outubro, o programa Reforma Casa Brasil, que facilita o acesso a crédito com juros baixos para reformas, ampliações e adequações de moradias em todo o país. São R$ 40 bilhões disponíveis para financiamentos com juros a partir de 1,17% ao mês e prazos de até 60 meses. O objetivo é assegurar o direito à moradia digna, promover inclusão social e urbana e movimentar a economia, gerando emprego e renda na cadeia da construção civil.

Outra iniciativa em andamento é o novo modelo de crédito imobiliário, que moderniza o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e prevê a injeção de R$ 20 bilhões no mercado habitacional, tornando o uso da poupança mais eficiente e ampliando a oferta de crédito para as famílias brasileiras.

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Em 2024, a Caixa Econômica Federal financiou 803,4 mil imóveis, um aumento de 15,7% em relação a 2023, beneficiando 3,2 milhões de brasileiros. No âmbito do MCMV, a instituição financeira é responsável por mais de 99% dos financiamentos do programa, consolidando sua liderança no mercado de crédito imobiliário.

MCMV

Desde a retomada do Minha Casa, Minha Vida, em 2023, o programa já contratou 1,83 milhão de residências em todo o país, superando 60% da meta de 2 milhões de moradias até 2026. Do total, 1,59 milhão foram financiadas e 244 mil subsidiadas com recursos do OGU.

Mais de 43 mil unidades já foram entregues e 38,9 mil obras foram retomadas desde o início do governo Lula. As ações do programa beneficiam 4.733 municípios brasileiros, o que representa 85% das cidades do país.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Estudo traz subsídios para Brasil avançar na Política Nacional de Economia de Dados

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou nesta quinta-feira (2/7) um Relatório de Recomendações Jurídicas com subsídios técnicos para apoiar a elaboração da Política Nacional de Economia de Dados (PNED).

O documento foi elaborado pela consultoria portuguesa Futura, por meio de uma parceria firmada entre o MDIC e a GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) no âmbito do Diálogo Digital Brasil–União Europeia. A iniciativa é apoiada pela União Europeia e pelo governo alemão, sendo a GIZ responsável pela implementação dos projetos no contexto dos Diálogos Digitais Internacionais.

“A transformação digital vem impulsionando um novo paradigma econômico, no qual o uso estratégico dos dados e o seu compartilhamento seguro são fundamentais para gerar valor, inovação e competitividade por meio de novos produtos, processos e serviços”, afirma Cristiane Rauen, diretora do Departamento de Transformação Digital e Inovação do MDIC.

“Contudo”, continua ela, “o país ainda enfrenta obstáculos estruturais e regulatórios, embora apresente elevada aptidão tecnológica, já que, por exemplo, existem 175 milhões de usuários no portal GOV.BR e, recentemente, foi alcançado o recorde 313,3 milhões de transações por PIX em único dia”.

O objetivo do relatório é apresentar um panorama do tema a partir das experiências de normatização em Economia de Dados realizadas pela União Europeia nos últimos anos. O pioneirismo europeu se consolida pela Lei de Governança de Dados (Data Governance Act, 2022), pelo Regulamento de dados (Data Act, 2023) e pelo Digital Omnibus (2025).

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O relatório do MDIC está estruturado baseando-se nas diferentes perspectivas para a elaboração de uma política pública fundamentada no compartilhamento de dados, em três fluxos distintos: Governo para Empresas (G2B); Entre Empresas (B2B); e Empresas para Governo (B2G). Essa abordagem – por modelos de negócios no compartilhamento de dados – permite redução das ambiguidades regulatórias e aumento da previsibilidade para os atores envolvidos.

Outro elemento central é a ênfase na implementação gradual, por meio de projetos-piloto em setores estratégicos. Segundo o relatório, essa estratégia permite testar, em condições reais, os instrumentos de governança, os padrões de interoperabilidade, os modelos de compartilhamento de dados e, até mesmo, meios rápidos e técnicos para resolução de disputas, reduzindo incertezas jurídicas.

O relatório destaca ainda a necessidade de coordenação institucional robusta para garantir escala e efetividade à política de dados. A experiência internacional demonstrou que a ausência de coordenação tende a gerar fragmentação e reduzir a adoção, especialmente entre pequenas e médias empresas. Essa coordenação deve ser acompanhada por instrumentos que reduzam riscos jurídicos, custos de transação e barreiras técnicas no compartilhamento de dados.

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Entre outros pontos, o relatório aponta que economia de dados não deveria ser compreendida apenas como um segmento isolado do setor de tecnologia, mas sim como uma infraestrutura econômica crítica, capaz de aumentar a produtividade, impulsionar a inovação e ampliar a competitividade sistêmica da economia brasileira.

“A utilização intensiva de dados contribuiu para ganhos de eficiência, melhoria na tomada de decisões, aumento da transparência e estímulo à inovação, além de favorecer a criação de empregos qualificados”, afirma Cristiane Rauen. “Esses efeitos reforçaram o papel estratégico dos dados para a agenda de desenvolvimento nacional, particularmente em um contexto de transformação digital acelerada e crescente competição internacional por capacidades tecnológicas”.

Em síntese, o estudo conclui que o Brasil dispõe dos elementos fundamentais para avançar na estruturação de uma economia de dados dinâmica e competitiva. Mas a transformação desse potencial em resultados depende da implementação de uma política pública coordenada, orientada a evidências e focada em execução.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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