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Alexandre Silveira anuncia início da descarbonização de Fernando de Noronha como entrega estratégica da COP30

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou neste sábado (8/11) do lançamento do projeto Noronha Verde, iniciativa que marca o início da transição para uma matriz energética limpa e renovável no arquipélago de Fernando de Noronha. A ação é apresentada como uma das principais entregas do Brasil para a COP30, reforçando o compromisso do país com a descarbonização e a segurança energética em territórios sensíveis e de alta relevância ambiental.

Durante a cerimônia, o ministro Alexandre Silveira destacou o marco histórico para a transição energética do país. “Hoje, o Brasil inicia o processo de desligamento de uma térmica que consome 8,6 milhões de litros de óleo diesel por ano. Isso é uma mudança de paradigma: aquilo que durante tanto tempo castigou parte do Nordeste, o sol forte, hoje é uma grande fonte de energia para o nosso país. E com a entrada das baterias, nós passamos a ter capacidade real de armazenamento. Vamos, literalmente, poder ‘estocar o vento’ das nossas eólicas e prolongar o tempo do sol, porque a energia que ele gera durante o dia poderá ser armazenada e utilizada depois. É assim que garantimos segurança ao nosso sistema. Avançar nas renováveis é essencial, mas precisamos avançar com segurança energética”, disse Silveira.

Com investimento estimado de R$ 350 milhões, o projeto prevê a construção de uma usina solar fotovoltaica integrada a um sistema de armazenamento em baterias (BESS), além da integração com a usina solar flutuante já instalada no Açude do Xaréu. A solução permitirá reduzir de forma progressiva a dependência atual da ilha do uso de diesel para geração de energia, garantindo mais estabilidade, eficiência e proteção ambiental.

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A implantação completa poderá evitar, por ano, o consumo de cerca de 8,6 milhões de litros de óleo diesel. A redução da logística de abastecimento e da queima do combustível contribui diretamente para a diminuição de emissões de CO₂ e reduz os custos hoje cobertos pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), o que significa alívio para encargos do setor elétrico nacional.

O projeto está alinhado às diretrizes do Planejamento dos Sistemas Isolados (SISOL) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e autorizado pela Portaria MME nº 818/2024, que determinou a expansão da geração renovável de forma integrada ao parque já existente na ilha. O licenciamento é conduzido pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), assegurando conformidade ambiental e proteção do patrimônio natural.

Ao destacar o avanço das ações de transição energética na ilha, a governadora Raquel Lyra reforçou a importância de posicionar Fernando de Noronha como referência em sustentabilidade e turismo responsável. “Hoje, damos um passo fundamental para que Noronha seja reconhecida como destino sustentável, capaz de atrair investimentos e empresas que queiram associar sua marca a uma matriz energética limpa. É uma decisão estratégica, política e de futuro, que acredita no potencial de Pernambuco e do nosso turismo”, disse.

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O evento contou com a presença do secretário nacional de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia, Gustavo Ataíde, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, do deputado federal Waldemar Oliveira, além de Eduardo Capelastegui, representante da concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica na ilha, e Ignacio Galán, representante do grupo controlador internacional da concessionária.

Cronograma

A implementação ocorrerá em duas fases:
• 2026: entrada parcial em operação (aprox. 16% da planta);
• 2027: conclusão da infraestrutura total de geração e armazenamento.

Com o Noronha Verde, o Brasil demonstra que a transição energética pode ser justa, sustentável e tecnicamente segura, aliando inovação, proteção ambiental e desenvolvimento socioeconômico.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Como a energia chega até sua casa: conheça as etapas do setor elétrico brasileiro

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A energia elétrica é um serviço essencial para a sociedade e está presente em praticamente todas as atividades do dia a dia dos brasileiros. Seu fornecimento depende de uma ampla estrutura que conecta usinas, linhas de transmissão e redes de distribuição em todo o país. Para garantir que a energia chegue aos consumidores de forma segura e contínua, o setor elétrico brasileiro é organizado em etapas que envolvem geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia.

O funcionamento integrado dessas atividades garante que a energia produzida nas usinas seja entregue com segurança aos consumidores.

Da usina às linhas de transmissão

O primeiro passo é a geração de energia. No Brasil, a eletricidade é produzida por diferentes fontes, como hídrica, solar, eólica e térmica. Após a geração, a energia é transportada pelas linhas de transmissão em alta tensão, que conectam as usinas aos centros consumidores.
A transmissão é responsável por transportar grandes volumes de energia por longas distâncias, aproveitando o potencial energético de todas as regiões do país.

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A etapa mais próxima do consumidor

Quando a energia elétrica chega às cidades, entra em ação o sistema de distribuição. As distribuidoras recebem a energia das redes de transmissão, reduzem a tensão em subestações e realizam a entrega para residências, comércios, indústrias, propriedades rurais, enfim, para toda a sociedade.

Além da distribuição física da energia, existem empresas responsáveis pela comercialização, atividade que envolve a compra e venda de energia elétrica entre agentes do setor.

O conjunto dessas etapas forma a cadeia responsável por garantir que a energia produzida nas usinas chegue aos consumidores em todo o território nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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