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Alta do dólar pressiona custos de importados e desafia varejo brasileiro às vésperas do Natal

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Dólar em alta reacende alerta no comércio e eleva custos para o Natal

A forte oscilação do dólar em 2025 voltou a preocupar o varejo nacional. Com a proximidade das vendas de fim de ano, a valorização da moeda norte-americana tem encarecido produtos importados — especialmente brinquedos, eletrônicos e bebidas — e forçado empresas a buscar novas estratégias para conter o impacto no caixa.

Segundo cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a desvalorização do real pode elevar em até 20% os custos de importação em alguns segmentos, somando efeitos de tarifas, frete e seguros internacionais.

De acordo com Thiago Oliveira, CEO da Saygo, a volatilidade cambial exige atenção redobrada.

“Sem instrumentos de proteção, o varejo fica vulnerável a perdas inesperadas. O hedge, as contas em moeda estrangeira e as plataformas digitais são essenciais para trazer previsibilidade financeira”, explica.

A narrativa dos “R$ 6”: fato ou percepção?

Em agosto, ganhou força no mercado a ideia de que o dólar “ultrapassou os R$ 6”. No entanto, os dados oficiais mostram um cenário diferente. Conforme informações do site Dólar Histórico, a cotação Ptax encerrou agosto de 2025 em R$ 5,4258 para compra e R$ 5,4264 para venda, o que representa queda mensal de 3,24%.

Mesmo assim, o real segue pressionado por fatores como incertezas fiscais, política monetária e saída de capitais estrangeiros. Para analistas, a referência psicológica dos “R$ 6” atua como um gatilho de precaução, motivando o uso de contratos futuros e outras ferramentas de proteção cambial.

Setores mais afetados pela variação cambial

A alta do dólar impacta com diferentes intensidades cada ramo do varejo:

  • Brinquedos: grande parte é importada ou depende de componentes externos. O câmbio elevado encarece a produção e pode forçar o repasse ao consumidor.
  • Eletrônicos: insumos como semicondutores e chips são altamente sensíveis à variação cambial — uma alta de 10% no dólar pode corroer margens e obrigar reajustes de preços.
  • Bebidas importadas: vinhos, destilados e cervejas sentem o peso do câmbio, além de custos adicionais com estiva, seguros e impostos.
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A CNI destaca que o impacto combinado desses fatores pode gerar aumento de até 20% no custo final dos produtos importados.

Estratégias de proteção: como o varejo tenta se blindar

Com o cenário de instabilidade cambial, empresas têm ampliado o uso de ferramentas de gestão e proteção financeira. Entre as principais estratégias estão:

Hedge cambial

Consiste em fixar uma taxa de câmbio futura, funcionando como uma espécie de “seguro contra variações”. Embora não elimine a volatilidade, reduz perdas em momentos de forte oscilação. As modalidades mais utilizadas incluem contratos a termo, NDFs, swaps e opções.

Contas em moeda estrangeira

Empresas que mantêm balanços em dólar utilizam essa alternativa como uma forma de “proteção natural”, evitando conversões desfavoráveis no momento do pagamento. Essa prática, contudo, exige controle rigoroso de fluxo e compliance.

Plataformas digitais de câmbio

As soluções tecnológicas oferecidas por instituições financeiras permitem monitorar taxas em tempo real, simular cenários e automatizar operações, ampliando a eficiência da gestão cambial. Essa digitalização tem sido especialmente útil para importadores e exportadores que buscam reduzir custos operacionais e ganhar agilidade.

Natal com custos maiores e margens mais estreitas

Com a alta do dólar e o aumento dos custos logísticos e tributários, o varejo se vê diante de um dilema: repassar os aumentos ao consumidor ou absorver as perdas. Ambas as opções trazem riscos — a primeira pode enfraquecer as vendas, enquanto a segunda compromete as margens de lucro.

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Para Thiago Oliveira, quem adotar estratégias cambiais estruturadas sairá na frente em 2026:

“No varejo, não basta vender. É preciso garantir margem, mesmo quando o câmbio oscila de forma imprevisível”, afirma.

Custo Brasil agrava o cenário para o setor

Além da volatilidade cambial, o chamado “Custo Brasil” continua sendo um obstáculo importante para a competitividade. Segundo a CNI, ele representa cerca de 20% do PIB nacional, englobando tributos, logística, burocracia e regulamentação.

Levantamento da entidade mostra ainda que 70% dos empresários industriais apontam a carga tributária como o principal entrave à competitividade — um cenário que pressiona ainda mais o planejamento das empresas às vésperas das festas de fim de ano.

Planejamento e gestão de risco: o caminho para 2026

Com um ambiente econômico desafiador, especialistas reforçam que planejamento e disciplina financeira serão diferenciais para o próximo ano. O uso de ferramentas de hedge, a diversificação de moedas e a visibilidade total dos fluxos cambiais tendem a garantir mais estabilidade e segurança nas margens.

“O câmbio continuará a ser um fator de risco no varejo brasileiro. Quem investir em gestão de risco terá vantagem competitiva em 2026”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná amplia área de milho e pode registrar safra histórica na segunda safra de 2026

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O Paraná registra forte expansão na área destinada ao milho na primeira safra de 2025/26, com crescimento de 31% em relação ao ciclo anterior. O avanço consolida o cereal como uma das principais culturas do Estado e reforça a expectativa de uma segunda safra recorde, com potencial de ultrapassar 21 milhões de toneladas somando os dois ciclos.

Os dados são do relatório mensal de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e refletem mudanças importantes no comportamento do produtor diante do cenário de mercado.

Milho ganha espaço com preços mais estáveis e menor atratividade da soja

Na primeira safra, o milho ocupou 364,9 mil hectares no Paraná, contra 278,3 mil hectares registrados no ciclo anterior. O crescimento foi atribuído principalmente à maior estabilidade dos preços do cereal em comparação à soja, que enfrentou menor atratividade comercial no período.

Segundo técnicos do Deral, o cenário de preços levou muitos produtores a migrarem para o milho, que apresenta maior previsibilidade de produtividade e retorno em relação à oleaginosa em determinados momentos do mercado.

A produção da primeira safra superou 4 milhões de toneladas, reforçando o peso da cultura no planejamento agrícola estadual.

Segunda safra de milho deve ser a maior da história no Paraná

A segunda safra de milho também registra avanço expressivo, com 2,9 milhões de hectares cultivados, alta de 7% em relação ao ciclo anterior e maior área já registrada no estado.

A expansão ocorreu, principalmente, sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo, refletindo o fortalecimento do cereal no sistema produtivo paranaense.

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A projeção do Deral indica que, em condições climáticas normais, a produção da segunda safra pode superar 17,5 milhões de toneladas. Somadas as duas safras, o Paraná pode ultrapassar a marca de 21 milhões de toneladas de milho em 2026.

Clima e geadas ainda são fatores de atenção

Apesar do cenário positivo, o desempenho da segunda safra depende das condições climáticas nos próximos meses. Geadas recentes causaram impactos pontuais em regiões do Sul do estado, sem comprometimento relevante para a cultura do milho, segundo técnicos.

A preocupação agora se concentra na possibilidade de novos eventos climáticos nas próximas semanas, que podem interferir no potencial produtivo das lavouras em fase de definição.

Trigo mantém bom desenvolvimento no campo paranaense

A cultura do trigo apresenta bom desempenho no Paraná, com mais de 61% da área já semeada. A estimativa total para a safra 2026 é de 722 mil hectares, com produção projetada em 2,4 milhões de toneladas.

De acordo com técnicos do Deral, as condições climáticas do inverno tendem a ser influenciadas por um possível El Niño mais intenso no segundo semestre, o que pode resultar em temperaturas mais amenas e maior volume de chuvas, favorecendo tanto o trigo quanto o planejamento da próxima safra de verão.

Batata registra queda e clima impacta colheita da segunda safra

A primeira safra de batata foi concluída com redução de área e produção em comparação ao ciclo anterior. Já a segunda safra enfrenta dificuldades devido ao excesso de chuvas, que prejudicou o ritmo de colheita.

A produção estimada recuou cerca de 2%, enquanto a produtividade apresentou queda de 6%, segundo o Deral.

Cebola tem retração de área, mas produtividade avança com tecnologia

A área cultivada com cebola segue em queda no Paraná, refletindo o cenário nacional de excesso de produção nos últimos anos e pressão sobre os preços ao produtor.

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Para a safra 2026/27, já foram plantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área prevista de 2,4 mil hectares. A produção estimada é de 93,3 mil toneladas, com início de colheita previsto para outubro, dependendo das condições climáticas.

Apesar da retração na área, a cultura apresenta forte avanço tecnológico. O uso de híbridos, semeadura direta e irrigação elevou a produtividade de 26.092 kg/ha em 2018 para 39.075 kg/ha na safra atual.

O Paraná respondeu por 5,6% da produção nacional de cebolas em 2024, ocupando a sétima posição entre os estados produtores, com destaque para as regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba.

Leite e avicultura mostram desempenho positivo no boletim do Deral

O boletim semanal do Deral aponta valorização na cadeia do leite no Paraná, impulsionada pela redução na captação industrial. O preço do leite cru pago ao produtor registrou alta de 13% em relação à média de abril, refletindo maior equilíbrio entre oferta e demanda.

Na avicultura, o Paraná mantém liderança absoluta nas exportações brasileiras. No primeiro quadrimestre, o estado embarcou 791,1 mil toneladas de carne de frango, com faturamento de US$ 1,43 bilhão.

O desempenho representa crescimento no volume exportado e aumento da receita, sustentado principalmente pela forte demanda de mercados como China e Japão, que seguem como principais destinos da proteína paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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