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Alta no preço do potássio antecipa aumento nos custos de fertilizantes para a safra 2026/27

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Mercado global de potássio antecipa movimentos e eleva custos

O mercado internacional de potássio começou a dar sinais de aumento antecipado nos preços, mesmo antes do início da demanda efetiva para a próxima safra de soja. Segundo o especialista em Geopolítica Aplicada ao Mercado de Commodities e Agronegócio, Alê Delara, as recentes movimentações indicam uma nova fase de formação de preços, sugerindo que o planejamento da safra 2026/27 já está em curso no segmento de fertilizantes.

Preços sobem no Brasil com novas referências

No Brasil, o cloreto de potássio (KCl) CFR registrou alta recente, chegando à faixa de US$ 370 por tonelada, o que representa um avanço de cerca de 5% desde o fim de 2025.

Esse reajuste ocorreu em um período de baixa procura, evidenciando que os players do mercado estão estabelecendo novos patamares de referência antes mesmo da consolidação da demanda. O movimento reforça a percepção de que os custos de produção podem aumentar para os produtores que deixarem suas compras para os próximos meses.

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China adota medidas para conter volatilidade

Na China, o governo tem orientado empresas e tradings a evitarem compras no mercado spot e priorizarem contratos de longo prazo, buscando maior estabilidade de preços. Além disso, há discussões em andamento sobre mecanismos para reduzir a volatilidade do mercado em 2026, refletindo uma preocupação crescente com o custo dos insumos agrícolas e a previsibilidade do abastecimento global.

Índia negocia contrato anual com expectativa de alta

Na Índia, as negociações para o contrato anual de potássio seguem lentas. Os fornecedores tentam elevar o preço acima do último acordo, firmado em US$ 349 por tonelada CFR.

Essa referência costuma servir de base para as negociações internacionais, gerando atenção entre compradores e produtores diante da possibilidade de um novo ciclo de alta nos valores do insumo.

Produtores brasileiros devem se antecipar nas compras

Para o Brasil, o momento de compra será o principal fator de impacto sobre os custos. As aquisições de potássio voltadas à soja 2026/27 ainda ocorrem em ritmo moderado, mas o mercado já opera com cenário de preços mais altos.

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A avaliação é que os produtores que postergarem as compras podem enfrentar menos flexibilidade de negociação e maior dependência do mercado externo, já que historicamente os preços do potássio, uma vez ajustados, raramente recuam de forma significativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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