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AMAGGI inaugura novo corredor hidroviário em Roraima para escoamento de soja

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A AMAGGI iniciou o primeiro embarque em seu novo corredor hidroviário em Caracaraí, Roraima. A carga de soja partiu da Estação de Transbordo de Cargas (ETC) com destino ao terminal portuário da empresa em Itacoatiara, no Amazonas. A operação marca um avanço logístico sustentável, reduzindo a dependência do transporte rodoviário para o escoamento de grãos no Estado.

A autorização para operação imediata foi concedida pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) na quinta-feira (9), permitindo o carregamento do primeiro comboio. A construção da ETC representou investimentos de cerca de R$ 100 milhões.

Redução de custos e impacto ambiental

O novo corredor hidroviário tem potencial para reduzir em 74% o transporte rodoviário de grãos no trecho, utilizando balsas com capacidade equivalente a 40 caminhões, ou cerca de 2 mil toneladas de soja. Além de eficiente em larga escala, o transporte hidroviário é reconhecido por seu menor impacto ambiental em comparação ao transporte por estradas.

Atualmente, os grãos em Roraima seguem de caminhão até Manaus, em um trajeto de aproximadamente 763 km. Com a nova rota, eles percorrerão cerca de 155 km por estrada até Caracaraí e, em seguida, 905 km via fluvial pelos rios Branco e Amazonas até Itacoatiara, onde a AMAGGI já possui terminal próprio.

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AMAGGI fortalece posição no transporte hidroviário do agronegócio

A AMAGGI é uma das principais operadoras de transporte hidroviário do agronegócio brasileiro, com corredores fluviais estratégicos, como o Rio Madeira e o Rio Amazonas, que escoam grãos de Porto Velho (RO) até Itacoatiara (AM) e Manaus (AM). A companhia também utiliza a hidrovia Tapajós-Amazonas para o transporte de grãos oriundos do Norte de Mato Grosso.

O novo corredor em Roraima amplia a capacidade logística da empresa e reforça seu compromisso com soluções mais sustentáveis e eficientes para o escoamento da produção agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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