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Ano de entregas consolida novo momento da infraestrutura no Nordeste

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Somando esforços entre obras rodoviárias e ferroviárias, mobilidade urbana, segurança viária e estudos estratégicos, os investimentos federais no Nordeste em 2025 criaram as bases para uma cadeia produtiva mais competitiva. A região se projeta para um novo caminho de desenvolvimento, capaz de reduzir desigualdades, fortalecer a economia e integrar o território a corredores logísticos nacionais e internacionais.

Transnordestina

Maior obra de infraestrutura do Nordeste brasileiro, a Transnordestina viveu um grande momento em 2025. A primeira viagem-teste com carga da ferrovia aconteceu em dezembro, transportando milho de Bela Vista do Piauí (PI) até Iguatu (CE).

Em 2025, R$ 1 bilhão foi destinado ao Lote 8 da Transnordestina, que atravessa os municípios de Itapiúna, Quixadá, Capistrano e Baturité, no Ceará.

Em Pernambuco, depois de o trecho da Transnordestina que corta o estado ter sido excluído do projeto pelo governo anterior, o ministro dos Transportes anunciou a retomada das obras entre Salgueiro e o Porto de Suape. Serão R$ 415 milhões, via Novo PAC, para obras em um trecho de 73 quilômetros da ferrovia, entre os municípios de Custódia e Arcoverde.

Com investimento total de R$14,9 bilhões, 1,2 mil quilômetros de trilhos e cortando 53 municípios do Nordeste, a ferrovia ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), com um ramal até Suape (PE). O empreendimento irá reduzir custos logísticos e fomentar o desenvolvimento socioeconômico de toda a região.

Maranhão reconectado

Em dezembro, o Ministério dos Transportes entregou a nova Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, restabelecendo a ligação entre Maranhão  e Tocantins pelos municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), através da BR-226/TO/MA. A entrega foi em tempo recorde, exatamente um ano após o colapso da estrutura anterior.

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Durante todo o ano, Maranhão evoluiu com obras decisivas, como a reconstrução da BR-222 e a duplicação da BR-135 e teve inaugurada a travessia urbana de Imperatriz, que facilita o acesso a pontos turísticos do Maranhão e aquece a economia local.

Investimento e estrada boa

Em Alagoas, após mais de 20 anos de espera, o ministro de Transportes, Renan Filho, entregou a obra da BR-416/AL, na Serra da Catita. O investimento de R$67 milhões eliminou um dos maiores desafios logísticos locais e impactou, diretamente, mais de 350 mil moradores da Zona da Mata de Alagoas.

Já a revitalização da BR-349 beneficia diretamente 300 mil pessoas, enquanto a duplicação da BR-101/AL e os projetos da BR-104 consolidam a localização entre os que mais avançam no novo ciclo de aportes federais. A ponte Penedo–Neópolis, ligando Alagoas a Sergipe, promete impulsionar o turismo e a economia no sul do estado, foi uma aplicação de R$ 41 milhões.

Outra conquista do povo alagoano foi a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Arapiraca, com R$ 200 milhões de recursos. Trata-se de uma malha ferroviária que irá cortar sete bairros e transportar 400 pessoas por viagem. O trem urbano ligará a estação João Paulo II à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Bom Sucesso.

Mobilidade, turismo e economia

Na Paraíba, o anúncio do primeiro VLT de Campina Grande, segunda maior cidade do estado, marcou um novo capítulo para a mobilidade urbana local. A iniciativa vai interligar 11 bairros e se consolidar como o maior investimento do tipo na cidade.

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As melhorias na BR-230 e as demais ações de restauração na malha viária da região elevaram a qualidade das rodovias federais para 90%.

Já na Bahia, o destaque é no setor ferroviário. A expansão da Fiol 2 ganhou novo reforço com o edital de R$ 507,1 milhões entre Caetité e Guanambi, passo decisivo para conectar o Mato Grosso ao Porto de Ilhéus.

No Rio Grande do Norte, a população comemorou a duplicação da BR-304, essencial para o turismo e para o transporte de cargas. O estado já executou 74,8% dos recursos previstos pelo Novo PAC até 2026, um total de R$ 22,1 bilhões. O Rio Grande do Norte também integra estudos estratégicos sobre 7.200 km de ferrovias antigas, iniciativa que orientará novas investidas em modernização ferroviária no Nordeste.

No Piauí, a duplicação de 42 quilômetros das rodovias BR-343/PI (Teresina-Altos) e BR-316/PI (Demerval Lobão-Monsenhor Gil) foi fundamental para garantir uma mobilidade mais eficiente e segura para mais de um milhão de pessoas, contribuindo para a redução de congestionamentos e acidentes.

A entrega da nova ponte sobre o Rio Parnaíba, em setembro de 2025, reforçou o escoamento da produção de grãos ao conectar o Piauí ao Maranhão.

No ano de 2025 a infraestrutura de transportes no Nordeste deixou o campo dos anúncios e esperas por décadas e passou a se traduzir em obras, projetos estruturados e entregas concretas, consolidando a retomada consistente da capacidade de desenvolvimento da região.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Nacional

CMSE defende continuidade e aprimoramento dos mecanismos de Resposta da Demanda no sistema elétrico brasileiro

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) deliberou, nesta quarta-feira (2/9), pela continuidade e aprimoramento dos mecanismos de Resposta da Demanda. A decisão ocorreu durante a 323ª reunião do colegiado a partir de uma apresentação do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a contribuição desses recursos para ampliar e diversificar as alternativas de atendimento às necessidades de potência e flexibilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Dentre as oportunidades de aprimoramento discutidas, destacam-se os aspectos relacionados às metodologias de linha de base, à diversificação dos produtos, aos prazos e previsibilidade de contratação e acionamento, à ampliação da participação dessa ferramenta no SIN. Foi levantada, ainda, a necessidade de melhorias nos mecanismos de remuneração e acompanhamento de desempenho, além de transparência e comunicação.

A deliberação prevê que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), dentro das suas competências, deem continuidade e aprimorem os mecanismos de Resposta da Demanda existentes junto às instituições setoriais, inclusive ao Produto Disponibilidade.

A ANEEL deve apresentar um cronograma das etapas em curso e previstas, contemplando os encaminhamentos e próximos passos para a continuidade e o aprimoramento dos mecanismos, observadas as diretrizes deliberadas. O objetivo é promover os aperfeiçoamentos necessários já em 2027.

Grupo de Trabalho sobre Micro e Minigeração Distribuída
Ainda nesta quarta-feira, o colegiado aprovou a criação de um grupo de trabalho para aprofundar as análises relacionadas à possíveis instalações de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) fora do controle das distribuidoras. O grupo será coordenado pela ANEEL e contará com a participação das instituições do CMSE.

A motivação ocorreu após a ANEEL apresentar resultados iniciais das ações de detecção, triagem e fiscalização sobre o tema. Segundo a Agência, os trabalhos indicam assertividade nas inspeções realizadas e reforçam a necessidade de aprimorar o acompanhamento dessas instalações, considerando seus impactos sobre as informações utilizadas no planejamento e na operação do sistema.

A ANEEL informou que ampliará a atuação das distribuidoras na identificação e triagem dos casos, realizará ações de fiscalização junto aos agentes para avaliar os procedimentos adotados e os eventuais efeitos sobre as redes de distribuição e manterá o monitoramento contínuo do tema.

Combate aos efeitos do El Niño
As medidas para preservar a regularidade do abastecimento e mitigar riscos ao suprimento de energia elétrica nos Sistemas Isolados (SISOL) da Região Norte diante da intensificação do El Niño também estiveram na pauta do CMSE. Durante a reunião, a ANEEL destacou as fiscalizações presenciais em 30 usinas termelétricas com foco na disponibilidade das usinas e de combustíveis, nos desligamentos não programados e na capacidade de atendimento à demanda atual e futura.

A Agência informou que vem articulando com os agentes envolvidos medidas para garantir estoques de combustível e preservar a autonomia das usinas, além de reforçar a necessidade de elaboração de Planos de Contingência, contemplando a antecipação da compra de combustíveis, peças sobressalentes e consumíveis e a realização de manutenções programadas.

A ANEEL também destacou ações que vem sendo realizadas junto às distribuidoras das regiões Sul e Sudeste em função da perspectiva de fortes chuvas nessas localidades. No âmbito do sistema de transmissão, a agência reforçou medidas preventivas para evitar desligamentos nas interligações regionais, sobretudo causadas por queimadas nas regiões Norte e Nordeste do país.

As iniciativas integram a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, aprovada pelo CMSE.

Atendimento ao SIN
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou, na reunião desta quarta-feira, a continuidade das condições hidroenergéticas favoráveis na Região Sul em agosto, devido à passagem regular de frentes frias, que facilitou a ocorrência de totais superiores à média nas bacias dos rios Jacuí, Iguaçu e nos trechos boliviano e peruano da bacia do rio Madeira, e próximo da média na bacia do rio Uruguai. De acordo com o ONS, o fenômeno El Niño continua a se intensificar no Pacífico Equatorial e as previsões mais recentes indicam que deve atingir o máximo entre outubro deste ano e fevereiro de 2027.

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O ONS também detalhou as ações adotadas para atendimento de carga mínima registrada em 23 de agosto, quando foi acionado, pela segunda vez, com sucesso, o plano emergencial de corte de geração na distribuição, com redução de 2 GW. A iniciativa visou equilibrar a alta geração de Micro e Minigeração Distribuída – MMGD, combinada a uma carga menor por conta do final de semana, e garantiu o pleno atendimento à carga nos padrões de qualidade e confiabilidade estabelecidos para o sistema.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o Operador informou que, em cenário de maior demanda e condições hidroenergéticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu, com possibilidade de uso da Reserva de Potência Operativa em setembro, novembro e dezembro de 2026. A previsão para janeiro e fevereiro de 2027 depende fortemente das condições hidroenergéticas e o início efetivo do período chuvoso, visto tratar-se de período úmido em principais bacias do SIN.

Informações Técnicas Complementares:

3º Relatório de Monitoramento do PRR: foi divulgado pela Secretaria Nacional de Energia Elétrica – SNEE/MME a publicação do 3º Relatório de Monitoramento do Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização do País – PRR, contemplando o panorama do ciclo de 2025, com dados de execução apurados até abril de 2026.

O relatório registrou 59,2% de execução física global das 31 ações estruturadas, destacando-se a conclusão integral de 9 das 19 ações de curto prazo, além do avanço de iniciativas relacionadas à governança integrada dos reservatórios, às restrições hidráulicas nos modelos matemáticos, à curva de referência e à revitalização de recursos hídricos. No âmbito do indicador global, a média móvel de 10 anos da energia armazenada no SIN atingiu 49,3% em 2025, superando a meta estabelecida de 45% e reforçando a trajetória de recuperação gradual dos níveis de armazenamento dos reservatórios.

Relatório Final do GT – Cortes de Geração: Informa-se que o Relatório Final do Grupo de Trabalho – GT Cortes de Geração, no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico foi concluído e brevemente será publicado. O documento registra que, das vinte e sete ações previstas no Plano de Trabalho, dezenove foram concluídas. As ações remanescentes permanecem em andamento, com prazos ajustados em função de sua complexidade técnica e regulatória.

Nesse contexto, o Relatório Final ressalta a importância de que as instituições participantes do CMSE internalizem os aprendizados e conhecimentos adquiridos ao longo dos trabalhos desenvolvidos pelo GT. No âmbito de suas respectivas competências, as instituições deverão analisar os resultados alcançados e, quando pertinente, formular propostas de aprimoramento contínuo.

Espera-se assim, que, os conhecimentos, experiências e resultados produzidos no âmbito do GT Cortes de Geração contribuam para uma expansão mais eficiente, equilibrada e sustentável da matriz elétrica do Sistema Elétrico Brasileiro.

Condições Hidrometeorológicas: em agosto, a precipitação foi superior à média mensal nas bacias dos rios Jacuí, Iguaçu, e no trecho boliviano e peruano do Madeira, e próximo da média na bacia do rio Uruguai. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante agosto, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte, sendo 92%, 62%, e 60% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Para o subsistema Sul foi verificado valor muito acima da média, com 184% da MLT. Em termos de SIN, foi verificada ENA de 112% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, para o horizonte de duas semanas, volumes abaixo da média na Bacia do Jacuí, entre a média e acima da média no Alto Uruguai e na Bacia do Paraná. Nas demais bacias a previsão indica chuvas próximas da média para o período.

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Energia Armazenada: ao final de agosto, foram verificados armazenamentos equivalentes de 58%, 83%, 76% e 82% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 64%.

Previsão Hidroenergética para Setembro/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

108% 

75% 

53,1% 

50,3% 

Sul

180% 

110% 

92,2% 

84,0% 

Nordeste

63%

61% 

69,0% 

68,3% 

Norte

59% 

54% 

73,3% 

73,0% 

SIN (total)

124%  

84% (P38 em 96 anos) 

59,7% 

57,0% 

Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em  agosto de 2026 foi de 1.902 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial da UTE Novo Tempo Barcarena, localizada no município de Barcarena/PA, com 629,4 MW; da UTE Azulão, localizada no município de Silves/AM, com 361 MW, das usinas fotovoltaicas UFV Fótons de São George 01 a 05, localizada no município de Campo Grande/MS, com 391 MW, UFV Fótons de São Paulino 01 e 02, localizada no município de Campo Grande/MS, com 100 MW e UFV Seriemas 1 a 8, localizadas no município de  Paranaíba/MS,      com 400 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 263 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 230 kV Laranjal – Macapá III C1 (217 km) e da LT 500 kV Estreito – Jaguara C2 (46 km). Em complementação, entraram em operação comercial 399 MVA de capacidade de transformação, alocados nos transformadores  TR 230 / 138 kV Chapecoense 1 SC (150 MVA), TR 230 / 138 kV Chapecoense 2 SC (150 MVA) e TR 230 / 138 kV Rio Grande II 3 BA (99 MVA).

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou a previsão dos resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de julho de 2026. O montante totalizou R$ 2,13 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão foram liquidados, com R$ 366,56 milhões (21,59%) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 427,27 milhões permaneceram inadimplidos.

Exportação/Importação: A avaliação dos dados envolve os meses de julho e agosto de 2026, sendo os de agosto preliminares. Destaca-se que não houve importação comercial no período avaliado. Quanto à exportação termelétrica, em julho, o montante foi de 698 MWmédios (519 GWh), destinado 86% à Argentina e 14% ao Uruguai. Em agosto, o montante exportado de origem térmica foi de 335 MWmédios (249 GWh), sendo 100% para a Argentina. Em relação à exportação hídrica, em julho, o montante foi de 230 MWmédios (171 GWh), totalmente direcionado para a Argentina. Em agosto, a exportação de origem hidrelétrica alcançou 313 MWmédios (233 GWh), também 100% destinado à Argentina.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (02/09) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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