Política MT

Após 200 dias, Selma comemora produção parlamentar com destaque no combate à corrupção

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A senadora Juíza Selma (PSL-MT) completa 200 dias no cargo, e comemora seu desempenho parlamentar, principalmente no que tange as ações contra a corrupção. Para ela, o foco do senador não é somente produzir várias leis, mas trabalhar para recuperar a “credibilidade do país”.

“Nem toda meta de um senador deve ser fabricar leis. Nós precisamos ter como foco principal as ações que colaborem de alguma forma para que o Brasil saia da crise e consiga recuperar alguns princípios que foram perdidos nos últimos anos. Temos que propor medidas que ajudem no combate à corrupção, minha principal bandeira de atuação na magistratura e agora na vida política”, pontua.

A juíza ainda justifica que não conseguiu ter resultados concretos nestes 200 dias porque o processo legislativo é muito lento. No entanto, comemora suas propostas. “Entre elas a que trata sobre a competência da polícia judiciária militar para investigar crimes dolosos contra a vida cometidos por militar em serviço contra civil, a obrigatoriedade dos estabelecimentos comerciais de anexar aviso, em local visível, sobre os crimes praticados contra a dignidade sexual de pessoas em situação de vulnerabilidade e a proposta que prorroga para dez anos o prazo para o interessado requerer os documentos necessários à ratificação dos registros imobiliários referentes a imóveis rurais de área superior a quinze módulos fiscais”.

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Selma também lembra que esteve na relatoria de projetos com o que determina que o preso pague pela sua estadia na prisão; a extinção do auxílio-reclusão, a possibilidade de execução provisória da pena após a condenação por órgão colegiado; a vedação de impostos sobre medicamentos adquiridos por pessoas de baixa renda, entre outros.
“Nós temos trabalhado bastante inclusive nas comissões e no plenário no sentido de não só aprovar leis, mas também de não permitir que algumas outras medidas prejudiciais ao nosso país sejam aprovadas. Acredito que esse período seja muito curto. À medida que o tempo for passando, conseguiremos mostrar o nosso trabalho melhor”, ressalta.

Atualmente, a senadora é membro titular de oito Comissões e quatro Subcomissões no Senado, atua na Frente Parlamentar Ética Contra a Corrupção e ingressou recentemente na Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a mulher.

Fonte: Olhar Jurídico

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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