O servidor público aposentado Nilson Olívio de Oliveira realizou a sua última doação de sangue no MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, antes de completar 70 anos no próximo domingo (26.4), idade limite permitida para a doação.
Doador frequente na unidade desde 2002, Nilson realizou 68 doações e ajudou a salvar muitas vidas no Estado. Sua última doação foi realizada no dia 14 de abril. Homens podem doar até quatro vezes no ano.
“Na minha opinião, doar sangue não custa nada para você. Se você está com saúde e reúne as condições normais para doar, se é para salvar a vida, por que não? É um ato voluntário, mas com o qual você está contribuindo de uma maneira positiva para ajudar as pessoas. Então é fundamental”, avaliou.
Natural de Cuiabá, o voluntário contou que doou pela primeira vez porque o pai precisava de sangue e, depois, virou doador regular.
“Eu já não era garoto, mas tem mais de 25 anos que eu sou doador de sangue regular. Eu só não doava na época da quarentena, quando eu viajava para o Norte, em área endêmica [de malária]. Aí, eu ficava esperando seis meses para doar. Mas eu tive quase todas as doações regulares do ano”, acrescentou.
Nilson disse que vai conversar com os filhos e netos para que sigam o seu exemplo de voluntariado, devido à importância de doar sangue regularmente.
“Olha, nota 10 para o atendimento do MT Hemocentro. Eu percebo que eles ficam felizes quando veem bastante gente lá doando sangue, tratam a gente muito bem e demonstram boa vontade e eficiência”, acrescentou.
A equipe do MT Hemocentro fez uma pequena homenagem para Nilson e cantou parabéns para o doador fiel. O diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, recomenda que outros mato-grossenses vejam este bom exemplo e procurem a unidade para começar a salvar vidas também.
“É a coisa mais linda de ver doadores como o senhor Nilson, dispostos a comparecer regularmente ao MT Hemocentro para este gesto altruísta, que leva apenas alguns minutos, mas que salva vidas de pessoas que nem conhecemos. Infelizmente, ele não poderá mais doar porque atingiu a idade máxima, por isso convidamos mais e mais voluntários a doar”, afirmou Modolo.
Por outro lado, a estudante de nutrição Gabriela Borralho, 17 anos, doou sangue na unidade pela primeira vez aos 16 anos e já realizou três doações, sendo a última em 6 de abril. Filha de um doador regular de plaquetas no MT Hemocentro, ela aguarda completar 18 anos, em 26 de agosto, para poder doar plaquetas também.
“Doar sangue faz uma diferença enorme. Por mais que não pareça, a pessoa que recebe uma bolsa de sangue ou plaqueta já pode salvar a vida dela. Pretendo continuar o legado do meu pai, de ser doadora de plaqueta, e salvar mais vidas ainda. Eu sempre gostei muito de doar sangue. Para mim, não foi nenhum problema a doação em si. É muito importante as pessoas doarem sangue porque é um gesto de amor e de carinho. Eu estou salvando vidas”, afirmou Gabriela.
Quem pode doar?
Quem tem entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias pode procurar o MT Hemocentro, na Rua 13 de Junho, 1.055, no centro de Cuiabá, para se tornar um doador de sangue.
Adolescentes de 16 e 17 anos devem levar uma autorização dos pais ou responsável legal para fazer a doação. As pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já tiverem doado antes dos 60 anos.
Serviço
A sede do MT Hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, sem pausa para o almoço. O voluntário que quiser doar sangue precisa apresentar um documento oficial com foto, pesar 50 kg ou mais, estar em bom estado de saúde e ter feito uma refeição equilibrada: o doador deve estar bem alimentado para poder efetuar a doação e não pode estar em jejum.
Homens podem doar até quatro vezes ao ano, com um intervalo de dois meses entre as doações; já as mulheres são limitadas a três doações anuais, respeitando o intervalo de três meses. São coletados até 450 ml de sangue por sessão, e recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool após a doação.
Para agendar a doação de sangue na sede do MT Hemocentro, basta acessar o Sistema de Agendamento – clique aqui para acessar. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.
Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, o MT Hemocentro fornece um comprovante de comparecimento e, para quem efetuou a doação de sangue, é entregue o atestado de doação de sangue para justificar a ausência no trabalho.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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