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Aprosoja MT defende prorrogação de prazo para regularização de títulos de imóveis em faixa de fronteira

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou apoio à sanção do Projeto de Lei (PL) que amplia até outubro de 2030 o prazo para produtores rurais regularizarem títulos de imóveis localizados em áreas de fronteira. A entidade avalia que a prorrogação é decisiva para garantir o direito de propriedade, ampliar a segurança jurídica e assegurar a manutenção da atividade agrícola nessas regiões.

Burocracia e crise econômica dificultam regularização

Segundo o diretor administrativo e coordenador da Comissão de Política Agrícola da Aprosoja MT, Diego Bertuol, os entraves burocráticos e a atual crise econômica justificam a necessidade de estender o prazo.

“O processo de ratificação é extremamente complexo, marcado pelo acúmulo de processos nos cartórios e pela insegurança jurídica. Com a prorrogação, o produtor terá mais tranquilidade para regularizar seus títulos, acessar crédito rural e continuar investindo em alimentos para o Brasil e o mundo. Sem essa medida, há risco de produtores com décadas de trabalho perderem suas terras”, destacou Bertuol.

Riscos para produtores e para a sociedade

Bertuol reforça que a não ratificação traria impactos não apenas ao setor produtivo, mas também à sociedade em geral.

“A perda dos imóveis significaria menos produção de alimentos, queda na geração de empregos e menor arrecadação. Além disso, nas regiões de fronteira, a ausência de regularização pode intensificar conflitos fundiários e gerar problemas de segurança nacional. Por isso, a manutenção dos títulos é de interesse coletivo”, afirmou.

Ações da Aprosoja em apoio aos produtores

Além de acompanhar a tramitação do PL no Congresso, a Aprosoja MT tem desenvolvido iniciativas para orientar os produtores rurais. Entre elas estão:

  • distribuição de cartilhas explicativas;
  • realização de transmissões ao vivo com especialistas;
  • atendimento personalizado pelo Canal do Produtor;
  • reuniões em núcleos regionais para esclarecer dúvidas.
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A entidade também reforça a importância de cada produtor procurar o cartório da sua região para verificar a situação de seu imóvel.

“Nosso trabalho vai além da defesa política. Produzimos materiais informativos, mantemos canais de atendimento e atuamos como elo entre produtores, Judiciário, Legislativo e Executivo. O objetivo é oferecer ferramentas práticas para que todos estejam regularizados e protegidos”, ressaltou Bertuol.

Orientações práticas aos produtores

A Aprosoja MT recomenda que os produtores iniciem o processo de regularização junto ao cartório de imóveis de sua localidade. Em caso de dúvidas, é possível entrar em contato pelo telefone (65) 3027-8100, procurar a Comissão de Política Agrícola ou acessar as cartilhas informativas nos canais oficiais da entidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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