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Aquicultura avança em 2025 com ampliação das cessões de uso, crescimento da produção e consolidação de políticas estruturantes

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA), encerra 2025 com avanços estruturantes para o fortalecimento da aquicultura brasileira. A ampliação das cessões de uso de Águas da União, o crescimento da produção e do valor econômico do setor, o avanço na construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e a ampliação de instrumentos voltados à inovação, à inclusão produtiva e à sustentabilidade consolidam o ano como um marco para o ordenamento e o desenvolvimento sustentável da atividade aquícola no país.

As ações integram o Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (ProAqui), instituído pelo Decreto nº 11.852, de 26 de dezembro de 2023, que tem como objetivo promover o uso ordenado dos corpos hídricos de domínio da União, garantir segurança jurídica aos produtores e impulsionar o crescimento sustentável da produção aquícola nacional.

 Ampliação das cessões de uso de Águas da União 

Ao longo de 2025, a SNA avançou de forma significativa na ampliação das cessões de uso de Águas da União para fins de aquicultura. No ano, foram celebrados 163 contratos, ampliando o acesso regularizado de produtores aquícolas a áreas estratégicas em reservatórios e demais corpos hídricos federais.

Atualmente, o Ministério da Pesca e Aquicultura contabiliza 163 contratos de cessão de uso já publicados, com capacidade produtiva estimada em 170.676 toneladas de pescado por ano, podendo gerar aproximadamente 10.895 empregos diretos e indiretos.

 Além disso, o MPA possui outros contratos em fase final de tramitação, com expectativa de publicação até o final do ano, o que deve levar 2025 a encerrar com mais de 200 contratos de cessão de uso celebrados, ampliando ainda mais o acesso regularizado à atividade aquícola e fortalecendo as economias locais.

Além dos resultados quantitativos, a ampliação das cessões de uso proporciona segurança jurídica aos produtores, facilita o acesso ao crédito rural, contribui para a valorização do pescado nacional e impulsiona o crescimento estruturado da produção aquícola em bases sustentáveis. Para a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, “o avanço na ampliação das cessões de uso de Águas da União para fins de aquicultura representa um marco importante para o setor aquícola brasileiro, pois garante previsibilidade, segurança jurídica e cria condições reais para o crescimento sustentável da atividade”.

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Aquicultura supera pesca em produção e valor

Os avanços institucionais se refletem diretamente no desempenho do setor. A produção aquícola total no Brasil em 2024 foi de aproximadamente 724,9 mil toneladas de peixes, e adicionalmente 146,8 mil toneladas de camarão, totalizando cerca de 871,7 mil toneladas de pescado cultivado, conforme dados do IBGE.

Do ponto de vista econômico, o valor total da produção aquícola chegou a R$ 3,26 bilhões, evidenciando não apenas o aumento do volume produzido, mas também a maior valorização do pescado nacional. Segundo Fernanda de Paula, “encerramos o ano com números expressivos, tanto em contratos celebrados quanto em volume e valor da produção, o que demonstra que a aquicultura ocupa hoje um papel estratégico no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e no fortalecimento das economias locais”.

A secretária ressalta ainda que esses resultados são fruto de uma atuação coordenada do Ministério da Pesca e Aquicultura. “Conseguimos transformar planejamento em resultados concretos ao longo de 2025, por meio de um trabalho técnico e interinstitucional que reafirma o compromisso do MPA com uma aquicultura cada vez mais organizada, sustentável e competitiva”, afirma.

Oitivas para construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

Ao longo de 2025, a Secretaria Nacional de Aquicultura avançou de forma estruturante na formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (PNDSA), por meio de um amplo processo de escuta qualificada conduzido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com o Sebrae e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A iniciativa teve como objetivo atualizar e aprimorar o planejamento estratégico do setor, superando lacunas identificadas no plano nacional anterior e incorporando inovação, sustentabilidade, ordenamento produtivo e maior celeridade regulatória.

Foram realizadas 17 oitivas setoriais, organizadas por cadeia produtiva, garantindo ampla representatividade e a participação de produtores, pesquisadores, entidades setoriais, instituições financeiras e órgãos públicos. Além dos encontros virtuais, o processo contou com oitivas presenciais realizadas em diferentes regiões do país, sediadas em polos de referência de cada segmento produtivo, fortalecendo a escuta territorializada e o alinhamento às realidades regionais da aquicultura brasileira.

O ciclo de oitivas contemplou os segmentos da piscicultura, piscicultura de espécies nativas, carcinicultura, peixes ornamentais, malacocultura, algicultura e ranicultura. O processo culminou na realização de uma oitiva final presencial, sediada no Ministério da Pesca e Aquicultura, dedicada à consolidação das contribuições recebidas e à apresentação da versão provisória do PNDSA.

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A versão final e expandida do plano está prevista para ser apresentada até março de 2026, incorporando os subsídios técnicos e as propostas construídas coletivamente ao longo do processo. As oitivas foram fundamentadas nas Diretrizes para a Aquicultura Sustentável da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e no Decreto nº 11.852/2023, que instituiu o ProAqui.

Inovação, inclusão e sustentabilidade marcam os instrumentos de apoio à aquicultura

Ao longo de 2025, o Ministério da Pesca e Aquicultura ampliou o uso de instrumentos de repasse como ferramentas estratégicas para levar inovação, sustentabilidade e inclusão produtiva à aquicultura brasileira. As ações desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Aquicultura alcançaram diferentes regiões do país e públicos diversos, conectando tecnologia, conhecimento e políticas públicas às realidades locais da produção aquícola.

A adoção de tecnologias avançadas de sensoriamento remoto e análise territorial, desenvolvidas em parceria com a Embrapa Territorial, permitiu ao MPA ampliar significativamente a compreensão sobre a distribuição e as características da aquicultura continental no país, fortalecendo a base técnica para o planejamento, o ordenamento territorial e a qualificação das estatísticas oficiais.

Outro conjunto de ações teve como foco o desenvolvimento rural e a inclusão produtiva de agricultores familiares, por meio de projetos em assentamentos da reforma agrária, escolas do campo e comunidades rurais, integrando ensino, pesquisa e extensão para capacitar estudantes, jovens e famílias em práticas sustentáveis de aquicultura.

A sustentabilidade ambiental e energética também esteve no centro das entregas, com iniciativas que demonstraram a viabilidade do uso de energia solar e de sistemas mais eficientes de manejo da água na aquicultura familiar, reduzindo custos de produção e impactos ambientais.

No campo da inovação social, o MPA apoiou ações de aquicultura e aquaponia voltadas a públicos em situação de vulnerabilidade, como comunidades indígenas migrantes, pessoas privadas de liberdade e pessoas com deficiência em áreas rurais. Para Fernanda de Paula, “essas ações demonstram como políticas públicas bem estruturadas conseguem transformar realidades locais, fortalecer capacidades produtivas e promover inclusão social, ao mesmo tempo em que consolidam uma agenda moderna, sustentável e alinhada às diretrizes internacionais para o crescimento equilibrado da aquicultura brasileira”, conclui.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Crise geopolítica global acelera reorganização das cadeias produtivas e amplia oportunidades para o Brasil

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A intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a crescente instabilidade nas cadeias globais de abastecimento estão acelerando uma profunda reorganização da economia internacional. Com o petróleo Brent operando acima de US$ 100 por barril, empresas de diversos setores passaram a rever estratégias logísticas, cadeias de fornecimento e modelos de produção diante do aumento dos custos operacionais e dos riscos globais.

Além dos impactos imediatos sobre fretes, combustíveis, inflação e transporte marítimo, especialistas avaliam que o atual cenário pode abrir uma importante janela de oportunidades para o Brasil em segmentos ligados ao agronegócio, indústria, infraestrutura, energia, saúde e comércio exterior.

Segundo Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o mundo atravessa uma transformação estrutural nas cadeias produtivas globais.

“Estamos vivendo um movimento global de reorganização das cadeias produtivas. As empresas passaram a buscar operações mais seguras, previsíveis e regionalizadas. Nesse contexto, o Brasil ganha relevância estratégica pela sua capacidade produtiva, posição geopolítica, disponibilidade energética e potencial industrial”, afirma.

Brasil ganha protagonismo em novo mapa global da produção

Nos últimos anos, grandes empresas internacionais intensificaram o processo de revisão de suas cadeias de suprimentos, reduzindo a dependência excessiva de determinados países e ampliando a diversificação geográfica da produção e da logística.

O movimento começou durante a pandemia, mas ganhou força com os recentes conflitos geopolíticos e as incertezas envolvendo energia, transporte marítimo e segurança comercial.

Para especialistas do setor, países com maior estabilidade institucional, capacidade produtiva e segurança energética passaram a ganhar destaque na estratégia global das multinacionais — cenário que favorece diretamente o Brasil.

“O Brasil possui vantagens muito importantes neste momento. Temos mercado interno relevante, forte capacidade agrícola e industrial, matriz energética competitiva e espaço para expansão industrial. Isso faz com que o país volte ao radar de investimentos internacionais”, destaca Dias.

Segundo ele, o aumento da demanda por importação e exportação de máquinas, equipamentos e projetos industriais já vem sendo percebido nas operações logísticas ligadas ao comércio exterior.

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Logística passa a ocupar papel estratégico nas empresas

Com cadeias produtivas mais complexas e mercados mais sensíveis a crises internacionais, a logística deixou de ser apenas uma operação de transporte e passou a integrar diretamente a estratégia corporativa das empresas.

A necessidade de maior previsibilidade, rastreabilidade e inteligência operacional vem acelerando investimentos em tecnologia, integração de dados e gestão de riscos.

“A logística deixou de ser apenas transporte. Hoje ela faz parte da estratégia das empresas. O mercado exige previsibilidade, integração tecnológica e capacidade de adaptação rápida aos cenários globais”, afirma Dias.

Diante do aumento da volatilidade internacional, empresas passaram a revisar:

  • rotas logísticas;
  • políticas de estoque;
  • contratos internacionais;
  • planejamento de supply chain;
  • estratégias de mitigação de risco;
  • diversificação operacional.

Ao mesmo tempo, cresce a busca por operadores capazes de oferecer soluções integradas e maior eficiência na gestão da cadeia de suprimentos.

Alta do petróleo amplia pressão sobre custos globais

Apesar das oportunidades estruturais para países exportadores e produtores de commodities, os efeitos imediatos da alta do petróleo continuam pressionando custos em diversos setores da economia.

O encarecimento dos combustíveis impacta diretamente transporte, armazenagem, produção industrial e distribuição de mercadorias.

Segundo Luciano Carlos Fracola, gerente de Assessoria Aduaneira do Fiorde Group, o atual cenário exige maior capacidade de planejamento por parte das empresas.

“O efeito é em cadeia. O aumento do combustível afeta diretamente fretes, armazenagem, produção industrial e distribuição. Isso exige muito mais eficiência operacional e planejamento”, explica.

Além disso, a instabilidade internacional também amplia riscos ligados a seguros, disponibilidade de navios, prazos de entrega e custos operacionais.

“O nível de imprevisibilidade aumentou significativamente nos últimos anos. As empresas precisam trabalhar com cenários muito mais dinâmicos”, acrescenta.

Inteligência operacional será diferencial competitivo

Especialistas avaliam que o atual cenário consolida uma mudança definitiva na dinâmica do comércio internacional. Mais do que reduzir custos, empresas precisarão investir fortemente em:

  • tecnologia;
  • integração de dados;
  • gestão de risco;
  • inteligência operacional;
  • diversificação logística;
  • previsibilidade da cadeia de suprimentos.
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Na avaliação do Fiorde Group, o diferencial competitivo das empresas nos próximos anos estará diretamente ligado à capacidade de adaptação e resposta rápida às mudanças globais.

“O diferencial competitivo não será apenas preço. Será capacidade de adaptação, velocidade de resposta e integração estratégica da cadeia de suprimentos”, afirma Dias.

Para o executivo, o Brasil pode assumir um papel ainda mais relevante na economia global caso consiga aproveitar o atual movimento de reorganização das cadeias produtivas internacionais.

“O mundo está redesenhando suas cadeias produtivas. E o Brasil tem potencial para assumir um papel muito mais relevante nesse novo ciclo econômico global”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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