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Área tratada com defensivos agrícolas deve crescer 6,1% em 2025, aponta Kynetec Brasil

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Mercado de defensivos agrícolas projeta expansão em 2025

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas deve registrar crescimento de 6,1% na área tratada (PAT) ao final do ciclo de 2025, alcançando 2,6 bilhões de hectares tratados, segundo a terceira estimativa da Kynetec Brasil, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg). O fechamento oficial dos dados está previsto para abril, após a consolidação das informações da safra de soja.

O que é a área potencial tratada (PAT)

O levantamento utiliza como base o indicador Área Potencial Tratada (PAT), que considera não apenas a área cultivada, mas também o número de aplicações e produtos utilizados em cada tanque. Essa metodologia permite mensurar de forma mais detalhada a intensidade do uso de tecnologias agrícolas, refletindo melhor a dinâmica de manejo nas lavouras brasileiras.

Oscilações ao longo do ano e recuperação no segundo semestre

O desempenho do setor apresentou comportamentos distintos entre os semestres de 2025.

No primeiro semestre, a seca no Sul e a queda nos preços da safra anterior reduziram o ritmo de aplicações em várias culturas. Já no segundo semestre, o cenário mudou com o avanço da área plantada — especialmente em soja e milho — e o bom andamento do plantio da safra 25/26, dentro do período ideal.

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Além disso, maior pressão de pragas e doenças fúngicas, somada ao manejo de resistência de plantas daninhas, impulsionou o aumento no uso de defensivos.

Herbicidas lideram o uso de defensivos

O volume total de produtos aplicados deve encerrar o ano com alta de 6,1% em relação a 2024.

A participação por tipo de defensivo é a seguinte:

  • 45% herbicidas
  • 23% fungicidas
  • 23% inseticidas
  • 1% tratamento de sementes
  • 7% outros produtos, como adjuvantes e reguladores de crescimento
Soja, milho e algodão concentram maior área tratada

Entre as culturas, a soja segue como principal responsável pela demanda de defensivos, com 55% da área tratada. Em seguida aparecem o milho (18%) e o algodão (8%).

Outras culturas também têm participação relevante:

  • Pastagem (5%)
  • Cana-de-açúcar (4%)
  • Trigo (2%)
  • Feijão (2%)
  • Arroz (1%)
  • Hortifruti (1%)
  • Café (1%)
  • Demais culturas (2%)
Mato Grosso e Rondônia concentram quase um terço da área tratada

A análise regional mostra que Mato Grosso e Rondônia respondem por 32% da área tratada nacional.

A região BAMATOPIPA — composta por Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará — representa 18% do total.

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Na sequência aparecem:

  • São Paulo e Minas Gerais (12%)
  • Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%)
  • Paraná (9%)
  • Goiás e Distrito Federal (8%)
  • Mato Grosso do Sul (8%)

As demais regiões somam 2% do total de áreas tratadas.

Fechamento oficial ocorrerá em abril

A consolidação final dos dados de 2025 está prevista para abril, quando será concluída a análise da safra de soja, principal cultura responsável pela movimentação do mercado de defensivos agrícolas no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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