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Arena dos Campeões na Fenagen 2026 aproxima público das técnicas de seleção animal em Pelotas (RS)

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A Arena dos Campeões será uma das principais atrações da 3ª Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen), que ocorre entre os dias 1º e 4 de julho, na Associação Rural de Pelotas (RS). A programação técnica está marcada para o dia 2 de julho e tem como objetivo aproximar o público das práticas de avaliação e seleção animal utilizadas na pecuária de elite.

O evento é promovido pelo curso de Zootecnia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e integra a agenda técnica organizada pela Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC).

Capacitação técnica e formação de novos profissionais da pecuária

De acordo com a superintendente de Registro Genealógico da ANC, Silvia Freitas, a iniciativa foi desenvolvida para ampliar o acesso ao conhecimento técnico aplicado nas pistas de julgamento e contribuir para a formação de novos profissionais do setor pecuário.

A programação será dividida em duas etapas ao longo do dia, combinando conteúdo teórico e demonstrações práticas com animais em pista.

Palestras técnicas abordam critérios de julgamento e avaliação animal

No período da manhã, especialistas em julgamento irão conduzir palestras voltadas à apresentação de critérios técnicos utilizados na seleção de animais das raças Angus, Hereford, Braford, Charolês, Devon, Brangus e do Cavalo Crioulo.

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Durante essa etapa, serão discutidos conceitos relacionados à avaliação morfológica, padrão racial e características produtivas, fundamentais para a seleção genética de rebanhos.

Demonstrações práticas mostram avaliação em pista

À tarde, a programação passa a ter caráter prático, com demonstrações realizadas por jurados e especialistas diretamente na pista de julgamento.

Os profissionais irão apresentar animais e detalhar aspectos como conformação, aprumos, estrutura corporal e características raciais observadas nos processos de avaliação utilizados em feiras e exposições agropecuárias.

Evento é aberto ao público e reforça caráter educativo da Fenagen

A Arena dos Campeões é aberta a estudantes, produtores rurais, criadores e demais profissionais ligados à pecuária, reforçando o papel da Fenagen como espaço de difusão de conhecimento técnico e inovação genética no setor.

A atividade busca estimular a capacitação técnica e aproximar o público das práticas reais utilizadas na seleção de animais de alto desempenho.

A 3ª Fenagen conta com patrocínio do Banrisul, Sicredi e Senar, reforçando o apoio institucional ao desenvolvimento da genética pecuária no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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